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A Rádio Observador. Começa agora o Jornal das 4, edição da jornalista Beatriz Félix. E começamos na atualidade internacional. O Irão avisa que as bases norte-americanas no Médio Oriente vão ser alvo de ataques se Washington cometer um erro.

Um alerta que foi dado pelas Forças Armadas iranianas, citado pela agência de notícias Mehr, diz que todos os centros de destacamento e interesses norte-americanos na região vão sofrer ataques se Washington cometer algum erro contra este país. Este aviso do quartel-general central Katam Al-Anbia, o principal comando militar operacional do Irão, surgiu numa altura em que Teerão ainda esperava por uma resposta dos Estados Unidos ao plano de sete dias para reabrir o Estreito de Ormuz, que entretanto foi já rejeitado por Donald Trump. A agência Mehr escreve ainda, a citar o comunicado das Forças Armadas iranianas, que o Irão não vai iniciar uma guerra, mas se o inimigo impuser, o Irão está pronto para defender a segurança e integridade territorial do país.

E Volodymyr Zelensky pede aos Estados Unidos e à União Europeia que cortem relações comerciais com a Rússia.

O presidente ucraniano pede também que sejam impostas sanções adicionais até que Moscovo decida pôr fim à guerra. Foi numa mensagem publicada nas redes sociais que Zelensky apelou aos líderes mundiais também para não retirarem os oligarcas russos das listas de sanções existentes e que continuem a restringir todo o comércio com terroristas. A Donald Trump, Zelensky pede que seja implementada a lei Lindsey Graham contra a Rússia e todos aqueles que financiam a guerra. Já ao presidente do Conselho Europeu, António Costa, e à presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, o presidente ucraniano pediu para que fossem impostas sanções adicionais à Rússia. Zelensky defende que só através de um esforço conjunto é que se pode alcançar a paz.

E os Estados Unidos e a China chegam a acordo para reduzir as tarifas sobre 30 mil milhões de dólares de bens comerciais.

Uma notícia que foi avançada pelo Wall Street Journal. É um acordo que abrange as exportações comerciais menos sensíveis e surge na sequência do anúncio da cimeira entre Xi Jinping e Donald Trump. Os dois líderes também concordaram em conversas bilaterais sobre inteligência artificial, que deverão começar em novembro.

Ainda na atualidade internacional, uma nova erupção do vulcão Etna encerrou temporariamente o aeroporto de Catânia.

Estão suspensas todas as operações no aeroporto situado na ilha italiana da Sicília, que fica a sul da Itália. Devido à erupção do vulcão Etna, formou-se uma enorme nuvem de cinzas. Este encerramento do aeroporto de Catânia está em vigor até amanhã, domingo. De recordar que o Etna é um vulcão muito ativo, costuma causar problemas no funcionamento dos aeroportos do sul de Itália. Só este verão, o vulcão tem tido erupções contínuas desde o dia 7 de agosto, o que já levou também ao desvio de inúmeros voos na Sicília.

E quatro corpos foram recuperados dos escombros de um prédio na sequência de uma explosão em Atenas.

O incidente aconteceu ontem no bairro turístico de Plaka, no centro histórico da capital grega. As autoridades suspeitam que a tragédia tenha sido provocada por uma fuga de gás e indicam que as vítimas serão alegadamente turistas norte-americanos. As equipes de resgate mantêm ainda as buscas no local. Há vários cães de busca e salvamento que estão a ajudar nesta missão. Também câmaras térmicas para tentar localizar mais dois desaparecidos. Esta foi uma explosão que causou ainda ferimentos em pelo menos três pessoas e provocou graves danos em edifícios vizinhos e também em várias viaturas.

E por cá, a FENPROF acusa o ministro da Educação de caluniar o Sindicato dos Professores.

E por isso vão avançar com uma queixa contra o ministro. José Feliciano Costa, o secretário-geral desta estrutura sindical, diz que Fernando Alexandre teve declarações insultuosas para com a FENPROF a propósito do processo de classificação dos exames nacionais. O ministro acusou a FENPROF de ser oposição à classificação de forma digital e de tudo ter feito para prejudicar o processo. Ouvido esta manhã na Rádio Observador, José Feliciano Costa diz que o ministro vai ter de provar aquilo que disse.

O ministro lançou uma calúnia contra a FENPROF. E isso constitui um indício criminal, aliás, é tipificado juridicamente no Código Penal e, portanto, por isso vamos avançar com uma queixa. Evidentemente que o ministro depois vai ter que provar em sede própria em que é que a atuação da FENPROF, ao longo do processo, prejudicou o próprio processo de classificação dos exames. Isso tem que ser provado, portanto, isso é uma calúnia. Ou seja, nós vivemos numa democracia e, de qualquer forma, não vale tudo. O que nós fizemos ao longo de todo o processo foi denunciando e, de fato, foi com muita pena que este processo correu mal, mas há um responsável.

O secretário-geral da FENPROF deixou outras críticas ao ministro da Educação. José Feliciano Costa considera que Fernando Alexandre tem desrespeitado todas as regras de negociação.

Nós pedimos uma renegociação suplementar no sentido de melhorar, por exemplo, o documento Quadros e Concursos, e o governo desrespeitou isso tudo. Eu recordo que o processo ainda não estava finalizado e nós pedimos as negociações suplementares e o documento foi aprovado em Conselho de Ministros. Portanto, quem tem desrespeitado todas as regras da negociação é o ministro.

José Feliciano Costa, o secretário-geral da Federação Nacional dos Professores, no programa Explicadores esta manhã na Rádio Observador. José Feliciano Costa acusa ainda o ministro da Educação de estar desesperado relativamente a três temas: a falta de professores, a colocação de alunos e os exames nacionais.

E o governo pede à ANA Aeroportos mais detalhes sobre a procura, as pistas e a expansão do novo aeroporto de Lisboa.

O Executivo pretende trabalhar com a concessionária para adiantar a abertura do novo aeroporto no campo de tiro de Alcochete, que está prevista para 2037, numa resposta ao técnico entre a Plena Aeroportos de Portugal em julho. O governo reconhece o avanço do projeto e o nível de detalhes alcançado, mas identifica várias matérias que precisam de clarificação ou desenvolvimento adicional antes da apresentação da candidatura completa ao Aeroporto Luís de Camões. O governo pede que sejam apresentados diferentes cenários de evolução da procura para testar a dimensão e antecipar as necessidades de adaptação das infraestruturas. Já na componente aeroportuária, o governo quer mais informações sobre as pistas e a rede de caminhos de circulação. Já em relação ao terminal de passageiros, pede que seja aprofundada a estratégia de expansão e faseamento, uma vez que o relatório ditou que apenas seria construído um único terminal.

E no desporto, George Russell venceu o Grande Prêmio do Azerbaijão.

Numa corrida de Fórmula 1 marcada pelo caos, com dois safety cars, o piloto da Mercedes saiu da pole position e conseguiu conquistar a terceira vitória da temporada. Max Verstappen, que saiu da oitava posição, ficou em segundo e o colega de equipe, Hadjar, fecha o pódio. O líder do campeonato, Kimi Antonelli, ganhou 11 lugares e acaba na quinta posição. Tem mais 66 pontos do que o colega de equipe. O atual campeão do mundo, Lando Norris, não terminou a corrida depois de um incidente com os pilotos da Alpine.

E assim fechamos o Jornal das Quatro, edição da jornalista Beatriz Félix. Beatriz, até já.

Até já.