O líder da Guarda de Fronteira dos Estados Unidos, Michael Banks, demitiu-se, esta quinta-feira, avançando a necessidade de se focar na família como fator para a saída. Banks liderava a Guarda desde 2025, quando foi nomeado por Donald Trump.

“É altura de passar as rédeas, 37 anos, é altura de aproveitar a família e a vida“, afirmou Banks à Fox News, com a CBS News a avançar com uma mensagem enviada esta quinta-feira pelo agora ex-líder da Guarda da Fronteira à sua equipa, a exaltar o trabalho feito desde o ano passado, quando tomou posse.

“O que alcançámos juntos no último ano e meio é nada menos do que incrível”, lê-se na nota a que a CBS News teve acesso, e que critica indiretamente a administração Biden por ter deixado a fronteira como a “mais caótica e insegura da história desta grande nação”.

Rodney Scott, comissário de Alfândegas e Proteção da Fronteira, elogiou o mandato de Banks, considerando, num comunicado, publicado pela CBS News, que a fronteira norte-americana com o México é hoje “a mais segura alguma vez registada”.

A demissão surge semanas após uma investigação do Washington Examiner ter dado conta de que Michael Banks “fazia viagens regulares ao estrangeiro para ter sexo com prostitutas“, como à Colômbia e Tailândia, de acordo com funcionários atuais e antigos da Guarda da Fronteira.

Os factos, ocorridos ao longo de uma década, deram origem a duas investigações internas. Uma delas foi interrompida após a nomeação de Kirsti Noem como secretária da Segurança Interna, em 2025. Já a comissão de Alfândegas e Proteção da Fronteira respondeu à investigação jornalística dizendo que que dava o caso como “encerrado” no mês passado.

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