Acompanhe o nosso liveblog sobre a guerra no Médio Oriente
O Ministério da Defesa dos Emirados Árabes Unidos (EAU) confirmou que três drones cruzaram a fronteira oeste do país este domingo. Um dos aparelhos (o único não intercetado pelas defesas aéreas) atingiu as imediações da central nuclear de Barakah, na região de al-Dhafra, provocando um incêndio num gerador que serve esta unidade estratégica para o abastecimento energético da região.
O Centro de Emergência de Abu Dhabi, na mensagem de alerta divulgada nas redes sociais, não identificou a origem do drone. Em todo o caso, segundo os serviços de emergência dos Emirados, “não houve feridos nem impacto nos níveis de segurança radiológica”.
Também a Autoridade Federal de Regulação Nuclear dos Emirados confirmou que o incêndio não afetou a segurança da central nem o funcionamento dos sistemas essenciais, acrescentando que todas as unidades operam normalmente.
“Estão em curso investigações para determinar a origem dos ataques, e serão divulgadas atualizações assim que estas estiverem concluídas”, escreveu o ministério numa publicação no X, sem ter atribuído, para já, responsabilidades a algum país.
UAE air defences intercept 3 UAVs.
The Ministry of Defence announced that on 17th May 2026, UAE air defence systems intercepted three UAVs that entered the country from the western border direction.
The ministry said that two of the UAVs were successfully intercepted, while the… pic.twitter.com/Ca6JRwc8w8
— وزارة الدفاع |MOD UAE (@modgovae) May 17, 2026
Em reação, o diretor-geral da Agência Internacional da Energia Atómica (AEIA), Rafael Grossi, manifestou a sua “profunda preocupação”. “Toda a atividade militar que ameace a segurança nuclear é inaceitável”, afirmou o líder da agência das Nações Unidas numa publicação no X.
The IAEA has been informed by the UAE that radiation levels at the Barakah NPP remain normal and no injuries were reported after a drone strike this morning caused a fire in an electrical generator located outside the inner site perimeter of the NPP. Emergency diesel generators… pic.twitter.com/km2rg08Gvd
— IAEA – International Atomic Energy Agency ⚛️ (@iaeaorg) May 17, 2026
O Irão, que desde 28 de fevereiro tem lançado ataques contra países da região com presença militar norte-americana, não comentou o incidente.
No sábado, o Governo dos EAU afirmou que “todas as medidas” tomadas pelo país do Golfo Pérsico na guerra contra o Irão se enquadraram “em ações defensivas”, sem esclarecer se já atacou ou não a República Islâmica.
Num comunicado, o Ministério dos Negócios Estrangeiros dos EAU, o país mais atingido pelo Irão em resposta à ofensiva militar lançada pelos Estados Unidos e por Israel, afirmou que essas medidas destinaram-se a “proteger a soberania, os civis e as infraestruturas vitais, em linha com o direito legítimo do país de salvaguardar a sua segurança nacional e manter a sua estabilidade”.
A reação surge após uma notícia publicada na segunda-feira pelo diário norte-americano Wall Street Journal, segundo a qual o país, situado em frente à costa iraniana, tem realizado ataques secretos contra o Irão, incluindo um em abril que atingiu uma refinaria de petróleo na ilha iraniana de Lavan.
O agravamento das tensões chegou também à televisão oficial iraniana, que mostrou imagens de apresentadores armados a receber instruções de tiro, contra uma bandeira dos EAU.