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Emirados Árabes Unidos investigam ataque com drone após incêndio junto à central nuclear de Barakah

Três drones terão cruzado a fronteira oeste do país. Autoridades garantem que operações não foram afetadas e que os níveis de radiação continuaram estáveis. ONU “profundamente preocupada”.

Barakah Central Nuclear, em Al Dhafra, EAU.
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▲A central nuclear de Barakah situa-se na região de al-Dhafra

Emirates Nuclear Energy Company / Site

▲A central nuclear de Barakah situa-se na região de al-Dhafra

Emirates Nuclear Energy Company / Site

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O Ministério da Defesa dos Emirados Árabes Unidos (EAU) confirmou que três drones cruzaram a fronteira oeste do país este domingo. Um dos aparelhos (o único não intercetado pelas defesas aéreas) atingiu as imediações da central nuclear de Barakah, na região de al-Dhafra, provocando um incêndio num gerador que serve esta unidade estratégica para o abastecimento energético da região.

O Centro de Emergência de Abu Dhabi, na mensagem de alerta divulgada nas redes sociais, não identificou a origem do drone. Em todo o caso, segundo os serviços de emergência dos Emirados, “não houve feridos nem impacto nos níveis de segurança radiológica”.

Também a Autoridade Federal de Regulação Nuclear dos Emirados confirmou que o incêndio não afetou a segurança da central nem o funcionamento dos sistemas essenciais, acrescentando que todas as unidades operam normalmente.

“Estão em curso investigações para determinar a origem dos ataques, e serão divulgadas atualizações assim que estas estiverem concluídas”, escreveu o ministério numa publicação no X, sem ter atribuído, para já, responsabilidades a algum país.

Em reação, o diretor-geral da Agência Internacional da Energia Atómica (AEIA), Rafael Grossi, manifestou a sua “profunda preocupação”. “Toda a atividade militar que ameace a segurança nuclear é inaceitável”, afirmou o líder da agência das Nações Unidas numa publicação no X.

O Irão, que desde 28 de fevereiro tem lançado ataques contra países da região com presença militar norte-americana, não comentou o incidente.

No sábado, o Governo dos EAU afirmou que “todas as medidas” tomadas pelo país do Golfo Pérsico na guerra contra o Irão se enquadraram “em ações defensivas”, sem esclarecer se já atacou ou não a República Islâmica.

Num comunicado, o Ministério dos Negócios Estrangeiros dos EAU, o país mais atingido pelo Irão em resposta à ofensiva militar lançada pelos Estados Unidos e por Israel, afirmou que essas medidas destinaram-se a “proteger a soberania, os civis e as infraestruturas vitais, em linha com o direito legítimo do país de salvaguardar a sua segurança nacional e manter a sua estabilidade”.

A reação surge após uma notícia publicada na segunda-feira pelo diário norte-americano Wall Street Journal, segundo a qual o país, situado em frente à costa iraniana, tem realizado ataques secretos contra o Irão, incluindo um em abril que atingiu uma refinaria de petróleo na ilha iraniana de Lavan.

O agravamento das tensões chegou também à televisão oficial iraniana, que mostrou imagens de apresentadores armados a receber instruções de tiro, contra uma bandeira dos EAU.

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