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Israel tem uma lista de todos os envolvidos no ataque lançado pelo Hamas a 7 de outubro de 2023 e tem uma taskforce especificamente empenhada em assassinar ou capturar todos eles, dos comandantes aos operacionais, noticiou esta semana o Wall Street Journal, numa reportagem citando várias fontes com conhecimento da atuação desta força.

De acordo com o jornal, está em causa uma operação altamente sofisticada para identificar centenas de militantes do Hamas e civis envolvidos no massacre de 7 de outubro, que causou a morte a cerca de 1.200 israelitas e no qual cerca de 250 israelitas foram levados como reféns para a Faixa de Gaza.

Entre interceções telefónicas, análise de vídeos divulgados pelos militantes nas redes sociais, interrogatórios a detidos, as forças israelitas têm conseguido chegar às identidades e às localizações dos militantes do Hamas envolvidos diretamente nos ataques e nos raptos de 7 de outubro. Basta que as forças de segurança de Israel encontrem duas provas inequívocas da participação de um palestiniano no ataque de 7 de outubro para que determinem o seu assassinato extrajudicial, sem julgamento.

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As forças israelitas têm também feito operações de vigilância de familiares e amigos dos militantes, que podem dar pistas sobre o paradeiro dos combatentes palestinianos.

Os ataques têm sido justificados por Israel com o facto de que determinados militantes do Hamas representam uma ameaça, seja por se aproximarem demasiado da zona desmilitarizada, seja por se suspeitar que estão a planear um ataque. Contudo, diz o Wall Street Journal, a determinação dos alvos a abater está diretamente relacionada com a lista de envolvidos no ataque de 7 de outubro — e muitos ataques levados a cabo na Faixa de Gaza, mesmo depois do cessar-fogo, têm tido como objetivo a eliminação de alvos dessa lista.

E, de acordo com o jornal, nenhum alvo é considerado insignificante. Não são apenas os comandantes que estão a ser eliminados, mas também os militantes de base, incluindo aqueles que foram identificados a conduzir motas e tratores no dia da invasão de Israel.

A taskforce em causa foi batizada com o nome “NILI”, um acrónimo que já tinha sido usado noutros casos na história israelita, e que recebeu uma tarefa semelhante à dos operacionais encarregados de identificar e eliminar os militantes palestinianos que mataram 11 atletas israelitas nos Jogos Olímpicos de Munique, em 1972.

Uma fonte dos serviços de segurança confirmou ao Wall Street Journal que, dentro da lista de alvos, é dada prioridade a alvos cuja eliminação possa dar conforto a famílias de vítimas do 7 de outubro.