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O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, ordenou esta sexta-feira o que designou “bloqueio total” da Cisjordânia ocupada após uma troca de tiros que fez pelo menos quatro mortos (dois palestinianos e dois soldados israelitas), a poucos dias das eleições legislativas, que se realizam a 27 de outubro em Israel.
Foi evitado um “ataque de grande escala”, disse Netanyahu através de um comunicado publicado na rede social X, informando que ordenou o bloqueio imediato da cidade de Hebron – nas proximidades da qual ocorreu o ataque – assim como um “bloqueio total” da Cisjordânia ao longo de todo o dia.
Prime Minister Benjamin Netanyahu:
I have just concluded a security assessment with the Minister of Defense, the IDF Chief of Staff, the Director of the ISA, the National Security Advisor, and the Commander of the IDF Central Command.It appears that Hamas terrorists were…
— Prime Minister of Israel (@IsraeliPM) October 23, 2026
Na mesma altura, o ministro da Segurança Nacional de Israel, Itamar Ben-Gvir, defendeu o “desmantelamento” da Autoridade Palestiniana, em resposta ao ataque na Cisjordânia ocupada que fez vários feridos.
“Não devemos esperar que um 7 de outubro aconteça [na Cisjordânia]. É lá que vai eclodir a próxima guerra”, disse o ministro de extrema-direita em comunicado citado pelo Haaretz, referindo-se ao ataque de 2023 do movimento islamita palestiniano Hamas contra o território de Israel. “A Autoridade Palestiniana deve ser desmantelada e desmilitarizada”, acrescentou Ben-Gvir.
Também o ministro das Finanças israelita, Bezalel Smotrich, se pronunciou sobre o caso, ordenando a demolição de vários prédios palestinianos nas imediações do local do ataque em Hebron, avançou o Canal 12 israelita.
O Exército israelita anunciou que do tiroteio resultou a morte de dois cidadãos palestinianos, responsáveis pelos tiros. “Após um ataque a tiro na Judeia [Cisjordânia], os soldados eliminaram os dois terroristas”, afirmaram os soldados em comunicado. Além disso, as Forças de Defesa de Israel anunciaram que dois militares morreram e outros três ficaram feridos.
Os militares identificaram os dois mortos como o sargento-ajudante Ron Yonatan Roytman e o sargento Yuval Shai Svilem, da brigada de uma unidade de resgate.
‼️UPDATE: Following the report of a shooting attack in the Judea Junction area, IDF troops eliminated two terrorists and continue searches in the area.
A cordon was imposed in the area. Details to follow. https://t.co/r0L2CYZmMl
— Israel Defense Forces (@IDF) October 23, 2026
O ataque ocorre poucos dias antes das eleições legislativas em Israel e num contexto de crescente tensão na Cisjordânia, onde se têm intensificado os ataques de colonos israelitas a palestinianos.
Mohammad Jaaba e Firas Jaaba, ambos de 27 anos e residentes em Hebron, foram identificados como os dois homens que abriram fogo junto a um posto de controlo na Cisjordânia, avançou o Times of Israel, que citou informações palestinianas e responsáveis israelitas pela segurança. Os dois pertenciam à mesma família, embora não seja claro qual era a relação entre ambos. Foram mortos durante a troca de tiros com militares israelitas.
Desde o ataque do Hamas contra Israel, a 7 de outubro de 2023 e que desencadeou a guerra em Gaza, a violência agravou-se na Cisjordânia, território ocupado por Israel desde 1967. Pelo menos 1.113 palestinianos foram mortos na região desde outubro de 2023, a maioria por soldados israelitas, segundo o balanço elaborado pela agência France-Presse (AFP) baseado em dados do Ministério da Saúde palestiniano.
As Nações Unidas registaram que 37 pessoas foram mortas por colonos israelitas. Segundo os números divulgados por Israel, pelo menos 49 cidadãos israelitas foram mortos no mesmo período, a maioria em ataques levados a cabo por palestinianos, mas também durante operações militares.