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O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, ordenou esta sexta-feira o que designou “bloqueio total” da Cisjordânia ocupada após uma troca de tiros que fez pelo menos quatro mortos (dois palestinianos e dois soldados israelitas), a poucos dias das eleições legislativas, que se realizam a 27 de outubro em Israel.

Foi evitado um “ataque de grande escala”, disse Netanyahu através de um comunicado publicado na rede social X, informando que ordenou o bloqueio imediato da cidade de Hebron – nas proximidades da qual ocorreu o ataque – assim como um “bloqueio total” da Cisjordânia ao longo de todo o dia.

Na mesma altura, o ministro da Segurança Nacional de Israel, Itamar Ben-Gvir, defendeu o “desmantelamento” da Autoridade Palestiniana, em resposta ao ataque na Cisjordânia ocupada que fez vários feridos.

“Não devemos esperar que um 7 de outubro aconteça [na Cisjordânia]. É lá que vai eclodir a próxima guerra”, disse o ministro de extrema-direita em comunicado citado pelo Haaretz, referindo-se ao ataque de 2023 do movimento islamita palestiniano Hamas contra o território de Israel. “A Autoridade Palestiniana deve ser desmantelada e desmilitarizada”, acrescentou Ben-Gvir.

Também o ministro das Finanças israelita, Bezalel Smotrich, se pronunciou sobre o caso, ordenando a demolição de vários prédios palestinianos nas imediações do local do ataque em Hebron, avançou o Canal 12 israelita.

O Exército israelita anunciou que do tiroteio resultou a morte de dois cidadãos palestinianos, responsáveis pelos tiros. “Após um ataque a tiro na Judeia [Cisjordânia], os soldados eliminaram os dois terroristas”, afirmaram os soldados em comunicado. Além disso, as Forças de Defesa de Israel anunciaram que dois militares morreram e outros três ficaram feridos.

Os militares identificaram os dois mortos como o sargento-ajudante Ron Yonatan Roytman e o sargento Yuval Shai Svilem, da brigada de uma unidade de resgate.

O ataque ocorre poucos dias antes das eleições legislativas em Israel e num contexto de crescente tensão na Cisjordânia, onde se têm intensificado os ataques de colonos israelitas a palestinianos.

Mohammad Jaaba e Firas Jaaba, ambos de 27 anos e residentes em Hebron, foram identificados como os dois homens que abriram fogo junto a um posto de controlo na Cisjordânia, avançou o Times of Israel, que citou informações palestinianas e responsáveis israelitas pela segurança. Os dois pertenciam à mesma família, embora não seja claro qual era a relação entre ambos. Foram mortos durante a troca de tiros com militares israelitas.

Desde o ataque do Hamas contra Israel, a 7 de outubro de 2023 e que desencadeou a guerra em Gaza, a violência agravou-se na Cisjordânia, território ocupado por Israel desde 1967. Pelo menos 1.113 palestinianos foram mortos na região desde outubro de 2023, a maioria por soldados israelitas, segundo o balanço elaborado pela agência France-Presse (AFP) baseado em dados do Ministério da Saúde palestiniano.

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As Nações Unidas registaram que 37 pessoas foram mortas por colonos israelitas. Segundo os números divulgados por Israel, pelo menos 49 cidadãos israelitas foram mortos no mesmo período, a maioria em ataques levados a cabo por palestinianos, mas também durante operações militares.