O número de infetados com hantavírus subiu para 12, confirmou esta sexta-feira a Organização Mundial de Saúde (OMS), revelando que foi identificado um novo caso positivo num tripulante do navio MV Hondius, o cruzeiro transatlântico onde o surto foi inicialmente detetado.

O diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, disse esta sexta-feira em conferência de imprensa que o novo caso foi diagnosticado num tripulante do cruzeiro holandês, que desembarcou em Tenerife (onde o navio atracou) e foi posteriormente repatriado para os Países Baixos, onde se encontra em quarentena desde que chegou.

“Continuamos a apelar a todos os países para que monitorizem cuidadosamente todos os passageiros e tripulantes durante o resto do período de quarentena”, disse o responsável da OMS.

O contágio “raro” entre humanos, a monitorização e a festa de anos em 2018. Andes, a estirpe de hantavírus detetada no cruzeiro

De acordo com Tedros Adhanom Ghebreyesus, as autoridades de saúde continuam a seguir um total de 600 contactos em 30 países diferentes. A OMS, por seu turno, está ainda a investigar a origem do surto — que é relativo à estirpe dos Andes do hantavírus. A tese mais provável é a de que o primeiro contacto humano com o vírus tenha ocorrido durante uma expedição para observação de aves.

O cruzeiro partiu de Ushuaia, no sul da Argentina, no dia 1 de abril, com cerca de 150 pessoas a bordo, e tinha como objetivo visitar algumas das ilhas mais remotas do mundo. No início de maio, soube-se que tinha sido detetado um surto de hantavírus a bordo do navio, com três mortos e vários infetados. Trata-se de um vírus transmitido por roedores, nomeadamente através da urina destes mamíferos.

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