Os números são verdadeiramente animadores. O Lidl convocou, por isso mesmo, alguns dos seus parceiros para debater resultados e objetivos futuros em conjunto, numa manhã passada na fábrica da CACIAL (Cooperativa Agrícola de Citricultures do Algarve), em Almancil, Faro. O dia começou com uma visita guiada à fábrica, em que se desvendaram os bastidores da tão conhecida laranja do Algarve.
“Esta parceria com o Lidl começou em fevereiro de 2020, ano em que fornecemos 600 toneladas ao mercado internacional”, recorda José Oliveira, Presidente do Conselho de Administração da CACIAL. “Hoje estamos a falar de 6 mil toneladas de citrinos no mercado europeu. Foi um crescimento que surpreendeu toda a gente – o Lidl e a CACIAL. Não podíamos imaginar um crescimento tão grande”.
A atenção dedicada à exportação não é de hoje. Há mais de uma década que o Lidl atua como embaixador da agricultura portuguesa, no sentido de fazer com que as frutas e legumes que preenchem as prateleiras das lojas em Portugal são também aqueles que brilham lá fora, reforçando a imagem do país enquanto fornecedor de produtos frescos de elevada qualidade. “Recordo-me de estar aqui, em janeiro de 2020, a mostrar a um parceiro alemão as características únicas dos citrinos do Algarve”, disse Bruno Pereira, Chief Merchadinsing Officer do Lidl Portugal. “Seis anos depois, 6 mil toneladas de exportação só são possíveis pela qualidade deste produto e pelo trabalho de todos envolvidos.” Em 2025, a vocação exportadora do Lidl materializou-se em 17 variedades de frutas e legumes, produzidas de norte a sul, que chegaram diariamente a mercados tão exigentes como Alemanha, Reino Unido, França, Irlanda, Luxemburgo, Polónia, Suécia e Espanha, ajudando a afirmar a marca “Portugal” no setor agroalimentar europeu.
O impacto deste movimento foi sublinhado no evento realizado no Algarve, onde José Manuel Fernandes, Ministro da Agricultura e Mar, reforçou que a agricultura e a indústria agroalimentar são, em muitos territórios, a chave para fixar população, gerar economia, emprego e atratividade, contribuindo ainda para a renovação geracional no campo.
2025
Em 2025, o Lidl Portugal consolidou o seu papel como um dos motores da internacionalização da agricultura portuguesa, ao apoiar a exportação de 28 mil toneladas de frutas e legumes nacionais para outros mercados europeus.
O cabaz exportado pelo Lidl entre março de 2025 e fevereiro de 2026 é um retrato da diversidade da agricultura nacional, com destaque para a Pêra Rocha do Oeste DOP, que somou cerca de 11 mil toneladas exportadas sobretudo para a Alemanha, Reino Unido e Espanha, reforçando a posição deste fruto como um símbolo da fruticultura portuguesa. A par da pêra, a Laranja do Algarve IGP atingiu mais de 6 mil toneladas exportadas, confirmando que os citrinos algarvios são hoje uma referência, tanto pela sua excelência organolética como pela consistência na oferta e na certificação de origem.
Também produtos como a couve coração, com cerca de 4 mil toneladas, os frutos vermelhos – amoras, framboesas e mirtilos –, com aproximadamente 3 mil toneladas, e a fruta de caroço – ameixas, nectarinas e pêssegos –, com cerca de 2 mil toneladas, integram este portefólio, garantindo uma oferta variada ao longo do ano. A estes juntam-se melão, melancia, castanhas, diospiros e maçãs, entre outros, ilustrando a capacidade da fileira portuguesa em responder a diferentes preferências de consumo e a diferentes calendários de colheita, o que é essencial para manter relações comerciais estáveis com mercados de grande dimensão.
Para além da consolidação de produtos já reconhecidos, 2025 ficou marcado pela introdução e reforço de novas categorias na estratégia de exportação do Lidl, com particular relevância para o início da exportação de batata, com 220 toneladas. Em paralelo, a exportação de kiwi ganhou expressão, passando de 20 para 119 toneladas, o que espelha a importância da diversificação e mostra que há espaço para novos produtos portugueses conquistarem lugar nas prateleiras europeias quando existe um parceiro capaz de abrir portas e garantir escala.
Exportação em 2025
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- 28.000 toneladas exportadas
- 11.000 toneladas de pera rocha do Oeste DOP
- 6.000 toneladas de laranja citrinos do algarve IGP
- 4.000 toneladas de couve coração
- 3.000 toneladas de frutos vermelhos
- 2.000 toneladas de frutas de caroço
A parceria entre o Lidl e os produtores portugueses insere‑se num contexto em que as exportações de frutas, legumes e flores atingiram, em 2025, os 2,6 mil milhões de euros, um crescimento de 5% face ao ano anterior. Este desempenho consolidou mais um recorde anual e reforçou o peso do setor agroalimentar, que já representa cerca de 13% das exportações portuguesas, com a União Europeia a absorver a grande maioria do valor exportado, o que torna parcerias com grandes retalhistas europeus particularmente estratégicas.
A entrada em novos mercados permite também olhar para os produtos sob um novo olhar – e por vezes encontrar soluções a antigos problemas. É o caso da laranja que, na Suíça, é tão melhor quanto maior. “Em Portugal não valorizamos a laranja tão grande, o consumidor não está habituado e prefere laranjas de tamanho médio”, explicou o Presidente do Conselho de Administração da CACIAL. As laranjas maiores, que eram antes utilizadas para sumos e, muitas vezes, acabavam por ser descartadas, encontraram agora o mercado certo para elas, onde são devidamente valorizadas.
Estabelecendo uma relação entre o trabalho do Lidl e a agenda da segurança alimentar, o Ministro da Agricultura e Mar afirmou que “comer e beber nunca vai passar de moda” e que segurança alimentar significa, antes de mais, garantir comida no prato. Num mundo marcado pela instabilidade, defendeu que a agricultura é um pilar para a própria defesa da União Europeia, pelo que reforçar capacidades produtivas internas e assegurar escoamento – através de exportações consistentes – é fundamental. O Ministro José Manuel Fernandes resumiu a parceria com o Lidl como um encontro “em que ganhamos todos: ganha Portugal, ganha o Lidl e ganham os produtores”.
Do lado da distribuição, o Lidl traz para esta equação a força de um dos maiores grupos retalhistas da Europa, o Grupo Schwarz, que opera cerca de 12.350 lojas e mais de 220 centros de distribuição em 31 países, com cerca de 375.000 colaboradores. Em Portugal, a empresa está presente há 30 anos, com mais de 290 lojas e mais de 8.000 colaboradores. Ao longo destas três décadas, o Lidl contribuiu com cerca de 44 mil milhões de euros para a criação de valor na economia portuguesa, tendo ajudado a criar e manter aproximadamente 90.000 postos de trabalho, diretos, indiretos e induzidos. Este impacto económico soma‑se ao contributo setorial na fileira agroalimentar, onde a empresa, na última década, facilitou exportações no valor de 773 milhões de euros, que tiveram um impacto total – direto, indireto e induzido – de 1.450 milhões de euros na economia portuguesa fruto da expansão e consolidação da presença dos produtos portugueses nos mercados europeus.
Ao posicionar‑se explicitamente como “facilitador” da exportação, o Lidl assume um papel que ultrapassa o de simples comprador, muitas vezes promovendo produtos, abrindo portas a novos mercados e dando escala a fileiras que, sozinhas, dificilmente alcançariam o mesmo nível de penetração.