A Madeira registou 266.130 residentes no ano passado, mais 1.430 pessoas face a 2024, representando o número mais elevado dos últimos 14 anos, indicou esta segunda-feira a Direção Regional de Estatística (DREM).

Estes dados têm por base as estimativas da população residente produzidas pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), com base em “métodos de inícios de residência”, não sendo definitivos, refere a DREM.

De acordo com os dados disponibilizados, a população residente da Madeira foi estimada em 266.130 pessoas (127.814 homens e 138.316 mulheres) no ano passado, o número mais elevados dos últimos 14 anos, aproximando-se do máximo registado em 2010 (267.965 residentes).

Os maiores acréscimos populacionais em termos relativos foram observados nos municípios do Porto Santo (54,5), Porto Moniz (34,3) e Machico (14,7), salienta a DREM, apontando, por outro lado, que Santana e Funchal perderam habitantes.

Em 2025, a densidade populacional da região era de 332,2 habitantes por quilómetro quadrado, com o Funchal foi a registar o maior valor (1.488,4 habitantes por km2), contrastando com o Porto Moniz, que apresentava o valor mais baixo (33,3 Hab/Km2).

A proporção de jovens (população com menos de 15 anos) voltou a diminuir em 2025, representando 11,7% da população total (12,1%, em 2024), enquanto “a proporção de idosos (população com 65 ou mais anos) manteve a tendência crescente dos últimos anos, atingindo 21,9% da população residente (21,3%, em 2024)”.

O índice de envelhecimento voltou a aumentar, fixando-se em 186,5 pessoas idosas por cada 100 jovens (176,4 em 2024).

“Os valores mais elevados deste indicador registaram-se no Porto Moniz (310,5) e em Santana (306,2). Os valores mais baixos foram observados em Santa Cruz (126,3) e Câmara de Lobos (122,3), sendo que em todos os municípios o número de idosos supera o número de jovens”, assinala a Direção Regional de Estatística.

Em 2025, registaram-se 1.745 nados-vivos, menos 48 crianças (-2,7%) do que em 2024, “correspondendo a uma taxa bruta de natalidade de 6,6 nados-vivos por mil habitantes (6,8, em 2024)”.

Por outro lado, foram registados 2.872 óbitos de residentes na Região, mais 298 (+11,6%) do que em 2024.