O incêndio que deflagrou na manhã de terça-feira numa zona rural da freguesia do Ameixial, em Loulé, foi dado como dominado pelas 4h desta quarta-feira. A informação avançada à Lusa pelo Comando Sub-Regional do Algarve destacou ainda que quatro bombeiros apresentaram “ferimentos ligeiros” durante o combate às chamas.
“Temos a registar quatro bombeiros com ferimentos ligeiros com traumas, resultado de quedas, e um assistido no local”, disse a mesma fonte. O incêndio, que deflagrou às 10h49 de terça-feira, chegou a circundar várias aldeias, mas não houve necessidade de retirar pessoas. Às 6h30, mantinham-se no local 348 operacionais, apoiados por 123 meios técnicos e dez máquinas de rastos.
“Não há neste momento [06h30] aldeias em risco”, indicou o Comando Sub-Regional do Algarve, acrescentando que os meios de combate ao fogo vão ser reforçados com meios aéreos durante a manhã desta quarta. Na terça-feira, o combate ao fogo foi dificultado pelo vento forte, acompanhado de rajadas, que provocou projeções de partículas incandescentes a mais de 500 metros de distância. “Portanto, era um incêndio muito mais rápido do que aquilo que nós conseguíamos combater”, salientou o segundo comandante regional de Emergência e Proteção Civil do Algarve, Abel Gomes.
O incêndio obrigou também, na terça-feira, ao corte da Estrada Nacional (EN) 2 em ambos os sentidos do troço próximo de Besteiros, onde deflagrou o fogo, como medida preventiva, sendo que a circulação já foi retomada. No pico do incêndio estiveram também empenhados 12 meios aéreos.
Segundo o Comandante Sub-regional de Emergência e Proteção Civil do Algarve, Rui Fernandes, que fez um ponto de situação dos trabalhos a meio da manhã de quarta, “as preocupações são o aumento da temperatura e o aumento do vento, que podem criar aqui algumas reativações, sendo certo que o dispositivo está pensado e montado para conseguir responder a essas reativações”, afirmou a mesma fonte, salientando que estão também dois meios aéreos envolvidos na operação, um de combate e outro de reconhecimento. À data da prestação de declarações, 360 operacionais permaneciam no terreno.
Em conferência de imprensa realizada terça-feira na Cortelha, a cerca de 20 quilómetros da localidade de Besteiros, Abel Gomes afirmou que os três feridos que precisaram de assistência médica sofreram pequenos traumas físicos. Segundo o responsável, dois dos bombeiros são da corporação de Bartolomeu de Messines e um do corpo de Bombeiros de Portimão, sendo que os dois que foram transportados de ambulância para o hospital de Faro sofreram traumas num ombro e num joelho, mas “nada de grave”.
Pelas 00h10 de quarta, o incêndio continuava com uma frente ativa e contava com 390 operacionais no terreno. No local estavam também 135 meios técnicos apoiados por dez máquinas de rastos.
À Lusa, o comandante Rui Fernandes confirmou que a essa hora o combate ao incêndio estava a “decorrer favoravelmente”. Segundo Abel Gomes, a velocidade inicial de propagação chegou aos 1.000 metros por hora, com uma taxa de expansão de 90 hectares por hora, números que classificou como “bastante consideráveis”.