O Sindicato dos Professores da Madeira (SPM) defendeu esta sexta-feira que o ano letivo 2025/2026 ficou marcado por um aumento exponencial de carência de docentes e pelo incumprimento de promessas pelo Governo Regional.
Em conferência de imprensa, no Funchal, o presidente do SPM, Francisco Oliveira, indicou que a carência de professores na região se tem acentuado devido às aposentações, cerca de 150 anuais, acrescentando que este ano cerca de 100 docentes vão sair da região para o continente.
O dirigente sindical realçou que no ano passado foram 47 professores que saíram da região autónoma, apontando que este aumento significativo se deve “à falta de resposta em relação a algumas promessas do Governo Regional”, designadamente no que diz respeito à recuperação do tempo de serviço dos professores que vincularam antes de 2011.
Francisco Oliveira recordou que a falta de professores se deve também a uma classe cada vez mais envelhecida, sendo “muito difícil” fazer a substituição de docentes.
“Até agora os nossos políticos achavam que havia uma reserva sem fim de professores”, afirmou, sublinhando que a Secretaria Regional da Educação e o Ministério da Educação têm responsabilidade na resolução destes problemas.
O presidente do SPM alertou também que os alunos poderão ficar sem aulas por períodos cada vez mais longos “como já acontece em muitas regiões do país”.
De acordo com o dirigente sindical, a única disciplina que não apresenta neste momento carência de docentes é Educação Física.
Francisco Oliveira referiu que já foi pedida uma reunião à secretária regional da Educação, Elsa Fernandes, estando o sindicato a aguardar pelo agendamento.
Questionado sobre uma possível greve, o sindicalista indicou que está marcada uma Assembleia-Geral do sindicato para dia 22 de julho, na qual serão decididas as ações a tomar.