Depois de meses de especulação, Olivier Rousteing foi esta terça-feira formalmente nomeado como diretor criativo da Rabanne, decisão que marca “um novo passo significativo na evolução” da marca, defende a casa sob a alçada do grupo Puig. Rousteing esteve os últimos 14 anos ao leme da Balmain, uma ligação que chegou ao fim no passado mês de novembro. Sucede agora no cargo a Julien Dossena, o designer que esteve 13 anos à frente da etiqueta lançada por Paco Rabanne em 1966.

“A visão criativa de Olivier Rousteing é ousada, magnética e profundamente ligada à energia de hoje”, disse Ana Trias, presidente de marcas de prestígio e moda da Puig, em comunicado, citado pela Vogue Business. “A sua habilidade única de criar moda que celebra a confiança e auto-expressão faz dele uma escolha natural para Rabanne. Com Olivier, estamos a abrir um novo capítulo para a casa.” “A nova era”, comentou o próprio designer de 40 anos, que começou a sua carreira em 2003, na Roberto Cavalli.

O plano é que o recém-chegado apresente a sua primeira coleção para a marca, Fall-Winter 27, no próximo mês de março, no âmbito da Semana da Moda de Paris. A expectativa a longo prazo é também que ajude a expandir a marca através de novas categorias de produto e certamente a rejuvenescer a maison francesa trazendo para a mesa boa parte do ADN imprimido durante o seu consulado de sucesso na Balmain. Foi ali que desde 2011 gerou um impacto global assinalável, redefinindo a indústria do luxo e a galáxia das celebridades e influenciadores. A pegada identitária passou por colaborar, e projetar a fama e o estilo, de nomes como Kim Kardashian, através de designs futuristas e silhuetas empoderadoras.

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Kim Kardashian na Met Gala, em 2016, num típico momento Balmain com o cunho de Olivier Rousteing

Numa estreita relação musa-criativo, uma das mais definidoras da era contemporânea, as criações de Rousteing moldaram e potenciaram o corpo de um verdadeiro “exército Balmain”, com o seu lugar reservado na história da cultura pop e na efemeridade das redes.

No arquivo Rabanne, certamente não faltarão inspirações para Olivier, entre materiais menos convencionais e uma estética espacial, notas dominantes do experimentalismo e transgressão de Paco na década de 60 do século passado. O objetivo é agora trazer esse espírito para a jovem geração de consumidores de moda.