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O baú Louis Vuitton que leva a taça Jules Rimet até ao relvado da final do Mundial

Uma mala-baú exclusiva feita à mão pelos artesãos de Asnières-sur-Seine, em Paris, especialmente para o evento, completa a tradição, que já dura desde 2010: "a vitória viaja em Louis Vuitton".

Quando na noite deste domingo no MetLife Stadium, em Nova Jersey, a seleção vencedora levantar a taça Jules Rimet, o troféu do Campeonado Mundial de Futebol será transportado até ao centro do estádio dentro de uma mala Louis Vuitton. Já é uma tradição desde a edição de 2010, na África do Sul, quando a maison francesa forneceu o primeiro baú, desenhado especialmente para carregar o prémio final da competição. Seguiram-se as edições do Brasil, em 2014, da Rússia, em 2018, e do Qatar, em 2022 — todas a celebrar o lema “a vitória viaja em Louis Vuitton”.

Um slogan que nem sempre se concretiza: foi com malas Louis Vuitton que Neymar Jr. ou Lucas Paquetá, da seleção brasileira, chegaram e deixaram o Mundial, por exemplo. Mas basta olhar para a seleção francesa, das mais patrióticas quando o assunto é guarda-roupa, desde o equipamento assinado pela Jacquemus em parceria com a Nike até às malas e carteiras de luxo. Jules Koündé, Adrien Rabiot, Malo Gusto e Robin Risser são alguns que levaram as suas Louis Vuitton para os EUA. Entre as outras seleções, a logomania da maison francesa também domina, com destaque para os acessórios de viagem de jogadores como Jude Bellingham, da Inglaterra, ou Enzo Fernández, da Argentina.

Para esta edição do Mundial, a Louis Vuitton apresenta uma mala-baú criada pelos artesãos da maison, e confecionada manualmente nos ateliers históricos de Asnières-sur-Seine, perto de Paris, onde fica a casa no estilo Art Nouveau do fundador.

▲ O baú foi feito por artesãos nos ateliers de Asnières-sur-Seine, o berço e coração da Louis Vuitton, perto de Paris

Revestida com o clássico monograma LV, tem dois painéis frontais adornados com o V pintado em dourado, para evocar as cores do troféu. Os lozines, detalhes aplicados nas bordas exteriores do baú, como proteção, são feitos em couro, enquanto que os cantos são de latão banhado a ouro. A fechadura e os fechos tradicionais dos baús da Louis Vuitton, presentes desde a década de 1860, também estão neste modelo exclusivo, que tem o seu interior forrado com couro bege claro e um patch com o logotipo da parceria com a FIFA.

O baú com o troféu Jules Rimet será levado ao relvado por um embaixador da Louis Vuitton e uma lenda da FIFA — nomes que permanecem um segredo, para já, apesar de Gianni Infantino ter admitido que Donald Trump poderia entregar a taça ao vencedor da competição.

A maison francesa, que também desenvolve baús para os troféus da Fórmula 1, torneios de Ténis, Vela ou Râguebi, aproveita o momento para lançar uma coleção limitada de três malas-baú inspiradas na parceria com a FIFA. Dois são projetados para armazenar de oito a 16 relógios, e outro é um Malle Courrier Lozine 110, o modelo mais clássico da Louis Vuitton — todos personalizáveis com as iniciais dos proprietários. Como são peças de coleção, os valores não foram divulgados, mas um baú criado pela Louis Vuitton para acomodar bolas de futebol, numa parceria com a FIFA para o Mundial de 2018, foi a leilão em 2022 por um preço superior a 90 mil euros.

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