A China retomou a emissão de licenças para ‘robotáxis’, suspensa desde abril após um incidente com veículos autónomos da tecnológica Baidu em Wuhan, após concluir uma revisão de segurança em todo o setor, avançou a Bloomberg.
Segundo a agência de notícias, que cita fontes próximas do processo, a retoma está a ocorrer de forma gradual em algumas cidades, após a conclusão, no final de junho, de uma revisão de segurança em todo o setor.
China. Pelos menos 100 robotáxis param nas estradas por “falha no sistema”
Os reguladores chineses ordenaram essa revisão depois de mais de uma centena de ‘robotáxis’ da Apollo Go, o serviço de condução autónoma da Baidu, terem ficado imobilizados de forma repentina, no final de março, em várias ruas de Wuhan.
O incidente motivou várias chamadas para a Polícia de Trânsito da cidade, deixou passageiros temporariamente retidos e perturbou a circulação rodoviária, embora não tenham sido registados acidentes nem feridos.
As primeiras investigações, citadas na altura pelas autoridades locais, atribuíram o problema a um “erro de sistema”.
Na sequência do incidente, três organismos governamentais, entre os quais o Ministério da Indústria e Tecnologias da Informação, reuniram-se com responsáveis de cidades que operam serviços de ‘robotáxis’ ou projetos-piloto de condução autónoma para exigir uma revisão completa e o reforço da supervisão em matéria de segurança, informou a Bloomberg.
A suspensão impedia as empresas do setor de acrescentarem novos veículos autónomos às respetivas frotas, iniciarem projetos-piloto ou expandirem operações para novas cidades, numa altura em que várias tecnológicas chinesas procuram acelerar a comercialização da condução autónoma.
A Apollo Go é o principal operador de ‘robotáxis’ na China, com centenas de veículos distribuídos por mais de uma dezena de cidades. A Baidu anunciou, entretanto, acordos com a Lyft e a Uber para expandir estes serviços à Europa, Ásia e Médio Oriente.
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