O Município da Covilhã entregou esta segunda-feira, de forma simbólica, 37 chaves de casas, no âmbito da Estratégia Local de Habitação (ELH), e que vão abranger um total de 72 pessoas após investimento superior a 1,2 milhões de euros (ME).
Situadas na rua José Caetano Júnior e rua do Rodrigo, na Covilhã, e na rua Nova do Souto, no Tortosendo, umas habitações foram totalmente reconstruídas e outras reabilitadas, no âmbito do 1.º Direito — Programa de Apoio e Acesso à Habitação, financiado pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), vocacionado para a componente social, explicou o presidente da Câmara da Covilhã, Hélio Fazendeiro.
“Entregámos chaves a moradores que já habitavam as casas, mas que não tinham condições dignas. Entretanto, foram realojados noutro espaço e agora regressam às suas casas. Mas vão ser também entregues chaves a novos moradores”, esclareceu.
As 37 casas integram um lote de 117 habitações, que estão a ser intervencionadas no âmbito do 1.º Direito e das quais 112 já estão concluídas.
“Temos um total de investimento no âmbito do 1.º Direito de cerca de 5 ME, dos quais estão executados cerca de 85 por cento“, acrescentou.
O Município da Covilhã também tem trabalhado na componente da habitação acessível, da habitação a custos controlados e do arrendamento acessível, “uma área que para já está a aguardar a aprovação de um conjunto de validações de diversas entidades, para poderem avançar as obras neste âmbito”.
Perante a dificuldade no acesso à habitação, tem-se “procurado construir respostas nas mais diversas vertentes, mas também existe a felicidade de haver um mercado imobiliário bastante dinâmico”.
“Temos hoje em construção na Covilhã mais de 800 fogos, pelo setor privado, o que permite de alguma forma dar resposta às muitas necessidades existentes”.
Depois destas concretizações, e com o fim do PRR, a ELH está, atualmente, “numa fase de revisão, onde o enfoque será precisamente no reforço daquilo que é oferta de habitação a custos acessíveis e arrendamento acessível”.
“Esperamos, até ao final deste ano, ter condições para apresentarmos as propostas concretas e os instrumentos para incentivar a criação de oferta ou de reforço da oferta existente, de habitação a custos acessíveis e arrendamento acessível”.
Por outro lado, o objetivo é também “criar condições para incentivar os privados, empresários e setor cooperativo, para que continuem a investir e que os preços das casas possam ser adequados àquilo que são, na realidade, os rendimentos das famílias, a par do reforço do parque habitacional próprio do município”.
Para Hélio Fazendeiro, a ELH só faz sentido “com este mix de oferta de habitação“, mantendo os benefícios que já existem “para quem construa, ou reconstrua”.