Para celebrar os 75 anos de presença na África do Sul, a VW decidiu conceber um Golf muito especial, que associa a um pack aerodinâmico particularmente agressivo, tracção integral e um motor que fornece 1014 cv, tornando-o num dos mais possantes Golf da história. O objectivo consistiu em desenvolver um modelo de competição que pudesse disputar provas de velocidade em rampa, com potência mais que suficiente para, associada a um peso reduzido, voar baixinho rampa acima.

A primeira coisa que salta à vista é o exuberante pack aerodinâmico com saias laterais, um splitter frontal pouco mais alto do que uma beata e uma imensa asa traseira que deverá gerar uma downforce generosa mesmo no topo da montanha mais alta. Depois há inúmeros pequenos apêndices destinados a refrigerar travões, radiadores e, sobretudo, o ar depois de comprimido por um turbocompressor que parece saído de um camião, antes de ser admitido pelo motor, já com uma temperatura mais baixa para incrementar a massa e, com isso, a potência.

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Curiosamente, este Golf muito musculado tem uma mecânica de Audi, mais especificamente o motor com cinco cilindros em linha e 2,5 litros que conhecemos do RS3. Não é a primeira vez que o cinco cilindros em linha surpreende pela potência, pois era um antepassado desta unidade motriz que motorizava o Audi Quattro S1 do Grupo B que dominou o Mundial de Ralis e, mais tarde, provas como a Rampa de Pikes Peak. Anunciava, então, um máximo de 600 cv, apesar de ser referenciado folgadamente acima desta fasquia.

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Os técnicos da VW revelaram que este super Golf usufrui de 1014 cv, mas mantiveram sigilo sobre a forma como atingiram esse patamar, não sendo difícil de imaginar que o segredo passe pela adopção de um turbo descomunal e uma pressão de sobrealimentação que tenha exigido alguns milagres da metalurgia moderna que lhe permitisse resistir ao esforço a exigir à mecânica que, felizmente, numa rampa convencional se resolve em menos de 3 minutos.

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A exuberância da aerodinâmica é uma realidade, tal como é impressionante a potência fornecida pelo motor. Mas, assim que o piloto coloca o motor em funcionamento, surge outra solução que surpreende a maioria. Referimo-nos ao escape, cuja saída deixa de estar colocada atrás, sob o pára-choques posterior, e surge bem ali à frente, com o ruído e o gás quente (por estar muito próximo da saída do turbocompressor) a sair através de um orifício aberto no pára-choques dianteiro.

Esta solução deixa muitos espectadores de boca aberta, mas não é propriamente uma novidade, sendo até frequente entre os veículos utilizados nos EUA nas provas de arranque do ¼ de milha, sempre que montam o motor à frente. Nestes casos, o turbo fica sempre muito próximo do motor, pelo que a saída do escape é feita habitualmente através do capot do motor ou de um dos guarda-lamas dianteiros.