A Câmara de Ílhavo (PSD/CDS-PP), no distrito de Aveiro, lamentou esta sexta-feira a deslocalização da empresa de cerâmica Margres, manifestando solidariedade para com os trabalhadores daquela unidade fabril.
Numa nota divulgada esta sexta-feira, a autarquia diz ter sido totalmente surpreendida com a notícia da reorganização industrial da Margres, afirmando que avalia com preocupação os seus impactos, que implicam a transferência da sua produção da unidade localizada no município de Ílhavo para Aveiro.
Apesar de compreender e respeitar a decisão da empresa, a autarquia realça que esta decisão não deixa de representar a deslocalização de uma importante unidade industrial que, ao longo de décadas, fez parte da identidade económica e empresarial do município, contribuindo para a criação de riqueza, emprego qualificado e desenvolvimento local.
“Mais do que isso, este é, principalmente, um momento de incerteza para dezenas de trabalhadores e respetivas famílias. Apesar das indicações transmitidas pela administração da empresa de que a maioria dos colaboradores poderá manter o seu vínculo laboral, é esta sexta-feira evidente que muitos vivem horas de legítima apreensão e incerteza quanto ao seu futuro profissional”, refere a mesma nota.
O executivo municipal manifesta solidariedade para com os trabalhadores afetados por este processo, afirmando que acompanhará com atenção a evolução desta situação.
A câmara apela para que todo o processo decorra com transparência, diálogo e respeito pelos direitos dos trabalhadores, procurando assegurar soluções que minimizem os impactos humanos desta reorganização.
A autarquia manifesta ainda total disponibilidade para colaborar institucionalmente com as entidades competentes e apoiar, dentro das suas competências, todas as iniciativas que possam contribuir para salvaguardar os interesses dos trabalhadores e do município.
A Lusa tentou obter esclarecimentos da empresa sobre esta situação, mas até ao momento não obteve qualquer resposta.