Um adolescente de 14 anos matou cinco pessoas e deixou outras 33 feridas na manhã desta sexta-feira no distrito de Bang Kruai, a cerca de 15 quilómetros de Banguecoque, capital da Tailândia. O atacante, que depois tirou a própria vida, será um aluno do nono ano daquela instituição de ensino, segundo a Reuters. Antes de ir até à escola, terá também matado os próprios avós, verificaram as autoridades ao fazer buscas na casa em que o suspeito vivia.

De acordo com Anutin Charnvirakul, primeiro-ministro tailandês, o jovem estaria sob pressão devido aos seus estudos que, aliados ao rigor imposto pela sua avó, pode ter tido um papel na ação do aluno.

“Descobrimos que a avó era professora e que talvez fosse rigorosa com ele. Pelo que a polícia apurou com um amigo próximo, eles sabiam que ele estava bastante stressado com isso”, referiu, citado pela Sky News.

Entre os mortos na escola secundária Debsirin Nonthaburi [que integra a rede de ensino Debsirin, fundada pela família real tailandesa], estão cinco professores e funcionários do espaço. Segundo informação da polícia aos meios de comunicação social locais, dez pessoas deixaram o hospital e outras 23 permanecem sob os cuidados médicos. O adolescente terá percorrido vários dos edifícios da escola de cerca de 3.000 alunos e utilizado uma pistola de calibre 9mm para atirar nas vítimas. Depois, atirou em si próprio numa das salas, onde foi encontrado pela polícia ainda com sinais de vida. “Dezenas de munições” foram encontradas na mochila do estudante, afirma a estação de televisão oficial da Real Polícia da Tailândia. Foram contabilizados até ao momento 26 tiros e 34 munições.

Os primeiros tiros foram ouvidos por volta das 10h12 do horário local [4h12 em Lisboa]. “Não achei que fosse o som de uma arma. Estava a sair da casa de banho quando um professor gritou: ‘depressa, venham para cá, ele fugiu para o outro edifício'”, disse um jovem aos jornalistas. Numa publicação no Facebook, a escola pediu dádivas de sangue para os feridos e comunicou que todas as atividades e aulas marcadas até ao dia 14 de agosto para todos os anos de escolaridade estão suspensas.

A polícia afirma que pertence ao avô do adolescente a arma utilizada para cometer os assassinatos. O caso fez com que o primeiro-ministro da Tailândia prometesse propor mudanças na lei de porte de armas daquele país, restringindo-o apenas a funcionários do Governo em serviço, afirmou Anutin Charnvirakul à Reuters, noticiou a BBC.

(Atualizado às 17h42)

[A investigação ao espião português suspeito de vender segredos à Rússia é inesperadamente confrontada com uma vida dupla. Tem relações com várias mulheres do leste, é frequentador de bares de alterne e striptease e é ainda presença habitual em reuniões da maçonaria. Ao mesmo tempo, os serviços secretos norte-americanos querem montar uma armadilha à “toupeira” no interior do SIS. Já pode ouvir o segundo episódio do novo Podcast Plus “A Vida Dupla do Espião Traidor” no site do Observador, na Apple Podcasts, no Spotify e no YouTube.]