O Ministério Público (MP) acusou um homem, de 50 anos, do crime de homicídio qualificado por alegadamente ter matado a tia, de 77 anos, a 14 de janeiro, no concelho de Portalegre, foi anunciado esta sexta-feira.

O arguido “padece de doença do foro psiquiátrico e muniu-se, de forma inesperada, de uma faca e desferiu com a mesma vários golpes na cabeça e corpo da vítima, causando-lhe a morte”, revelou o Ministério Público, em comunicado divulgado na página de internet da Procuradoria da República da Comarca de Portalegre.

Os factos, de acordo com o comunicado consultado pela agência Lusa, ocorreram na tarde de 14 de janeiro deste ano, na residência do arguido, na freguesia de Ribeira de Nisa, concelho de Portalegre.

O arguido encontra-se em prisão preventiva, substituída por internamento preventivo em hospital prisional, indicou. Segundo o MP, devido à “respetiva perigosidade” do homem, a acusação foi deduzida visando a “aplicação de medida de segurança” de internamento em estabelecimento adequado.

O inquérito judicial foi dirigido pelo MP de Portalegre, pode ler-se na mesma divulgação.

A 14 de janeiro, fonte da GNR revelou à Lusa que o homem, na altura com 49 anos, matou a tia com uma arma branca, na localidade de Vargem, pertencente à União de Freguesias de Ribeira de Nisa e Carreiras.

A mulher foi encontrada morta por esfaqueamento e o suspeito foi detido no mesmo dia pela GNR, tendo a investigação do caso passado para a alçada da Polícia Judiciária. O homem foi presente a primeiro interrogatório judicial e ficou em prisão preventiva, por decisão do Tribunal de Portalegre, a 20 de janeiro.

Na altura, o arguido foi conduzido para o serviço de psiquiatria do Hospital Prisional de São João de Deus, em Caxias, no concelho de Oeiras, distrito de Lisboa, de acordo com a mesma fonte da GNR.

O alerta para o homicídio da idosa foi dado às autoridades às 17h07 do dia 14 de janeiro, revelou então à Lusa fonte do Comando Sub-Regional de Emergência e Proteção Civil do Alto Alentejo.

Foram mobilizados para o local 15 operacionais dos bombeiros de Portalegre, do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM), da GNR e da PJ, apoiados por oito veículos, incluindo a viatura médica de emergência e reanimação (VMER) de Portalegre.