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Primeiro-ministro das Ilhas Cook perto da reeleição com maioria parlamentar à vista

O primeiro-ministro, Mark Brown, diz-se "cheio de gratidão". Brown precisa de uma maioria de 13 assentos para formar Governo, tendo conquistado 12. O partido já se coligou com independentes antes.

epa10882639 Prime Minister of Cook Islands Mark Brown poses for a picture after arriving for the US-Pacific Islands Forum (PIF) summit at the South Lawn of the White House in Washington, DC, USA, 25 September 2023. US President Joe Biden hosts the US-Pacific Islands Forum to gather with leaders to discuss regional priorities such as 'tackling the climate crisis' and 'advancing economic growth,' according to the White House. Biden will also establish diplomatic relations with two South Pacific nations, Cook Islands and Niue.  EPA/MICHAEL REYNOLDS
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▲O primeiro-ministro das Ilhas Cook, Mark Brown, deve conquistar um segundo mandato à frente do Governo desta nação do Pacífico Sul

MICHAEL REYNOLDS/EPA

▲O primeiro-ministro das Ilhas Cook, Mark Brown, deve conquistar um segundo mandato à frente do Governo desta nação do Pacífico Sul

MICHAEL REYNOLDS/EPA

O primeiro-ministro das Ilhas Cook, Mark Brown, deve conquistar um segundo mandato à frente do Governo desta nação do Pacífico Sul, após o partido que lidera ter conquistado uma maioria no parlamento.

A votação para um dos 24 assentos parlamentares do país de 17 mil habitantes, que é composto por 15 ilhas, ainda está a decorrer, com o mau tempo a impedir que responsáveis eleitorais chegassem à ilha de Nassau no início da semana, sendo os resultados esperados ao final do dia desta sexta-feira.

No entanto, o Partido das Ilhas Cook, um movimento nacionalista que governa o país desde 2010, celebrava já a vitória depois de ter conquistado 12 assentos, o que garante um quinto mandato no poder.

É necessária uma maioria de 13 assentos para formar Governo, mas o partido de Brown já se coligou anteriormente com deputados independentes para aprovar leis.

“Hoje o meu coração está cheio de gratidão”, escreveu Brown na rede social Facebook. “Obrigado a todos os que saíram de casa para votar, por participarem e fazerem ouvir a vossa voz. É isto que torna o nosso país forte”, acrescentou.

No assento ainda por decidir, um deputado cessante, membro do partido de Brown, vai disputar a eleição com um candidato independente.

Antes da votação realizada na quarta-feira, a imprensa apontou a inflação e o custo de vida como as principais preocupações dos eleitores.

A guerra no Irão provocou ansiedade económica em todo o Pacífico Sul, onde nações pequenas e remotas estão fortemente dependentes de produtos importados, incluindo combustível para a geração de eletricidade.

No entanto, os resultados preliminares mostraram que o Partido Unido das Ilhas Cook, que se separou do grupo de Brown em 2018, obteve apenas quatro assentos, face aos três alcançados em 2022.

O Partido Democrático, de tendência social-liberal, que anteriormente detinha cinco assentos e liderava a oposição, ficou totalmente fora do parlamento. Numa reviravolta surpreendente, a líder do partido, Tina Pupuke-Browne, perdeu o lugar por três votos, ao fim de oito anos em funções.

O resultado parece indicar que Brown saiu ileso de uma controvérsia iniciada em 2025, quando se desentendeu com a Nova Zelândia devido a um conjunto de acordos que assinou com Pequim.

Ilhas Cook discutem cooperação com a China apesar de preocupação da Nova Zelândia

As Ilhas Cook são um país autónomo com uma relação de livre associação de 60 anos com a Nova Zelândia, o que significa que são defendidas pelas forças armadas neozelandesas e os seus cidadãos possuem passaporte da Nova Zelândia.

Esta ligação estreita exige que os líderes das Ilhas Cook consultem Wellington antes de celebrarem pactos com outros países que possam afetar a Nova Zelândia.

Quando Brown assinou uma série de acordos de cooperação com Pequim em fevereiro de 2025, defendeu a decisão de não consultar Wellington.

A Nova Zelândia discordou e o impasse crescente levou Wellington a congelar milhões de euros em financiamento às Ilhas Cook.

As relações tensas suavizaram-se em abril, quando os dois países assinaram um pacto de defesa que firmou a Nova Zelândia como o “parceiro de preferência das Ilhas Cook em matérias de defesa e segurança”. Wellington temia a perspetiva de a China vir a ocupar esse papel.

Nova Zelândia e Ilhas Cook assinam acordo de defesa face à influência da China

Nos últimos anos, Pequim tem disputado com as potências ocidentais a influência e o estreitamento de laços com os líderes das Ilhas do Pacífico, cujos países pequenos e frequentemente dependentes de ajuda externa estão situados numa zona marítima, vasta, lucrativa e estrategicamente importante.

Quando as relações se deterioraram, em 2025, Pupuke-Browne acusou Brown de pôr em risco os laços com a Nova Zelândia, onde milhares de cidadãos das Ilhas Cook vivem, trabalham e estudam.

Mark Brown é também um defensor do desenvolvimento da indústria de mineração em águas profundas na vasta e potencialmente rica zona económica exclusiva das Ilhas Cook. O assunto tem dividido líderes por todo o Pacífico, com os críticos a alertarem que a prática pode prejudicar ecossistemas marinhos frágeis.

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