O ministro português dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel, agradeceu esta quarta-feira o “apoio enorme” de Timor-Leste à candidatura de Portugal a membro não permanente do Conselho de Segurança da ONU.
“Foi muito importante, em muitos países da região, e estamos a falar de dezenas de países, a forma como Timor-Leste nos apoiou e passou a nossa mensagem para que tivéssemos o resultado que tivemos”, afirmou Paulo Rangel.
“E, por isso, quis fazer aqui esse reconhecimento a todas as autoridades timorenses, ao Presidente da República, ao primeiro-ministro e ao Governo que em muitas ocasiões nos ajudaram”, disse o ministro dos Negócios Estrangeiros.
Paulo Rangel referiu que o agradecimento é “de todo o povo português ao apoio, que foi enorme, que Timor-Leste deu” à candidatura de Portugal “a membro não permanente do Conselho de Segurança das Nações Unidas”.
O chefe da diplomacia portuguesa falava aos jornalistas no final de um encontro com o primeiro-ministro de Timor-Leste, Xanana Gusmão, após ter participado na 31.ª reunião ordinária do Conselho de Ministros da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), que esta quarta-feira decorreu em Díli.
Num discurso proferido no início da reunião do Conselho de Ministros da CPLP, Xanana Gusmão afirmou que a presença de Portugal no Conselho de Segurança da ONU no biénio 2027-2028 é “motivo de orgulho” para toda a comunidade lusófona.
“E não será uma presença em nome apenas de Portugal. Como afirmou o Presidente António José Seguro, Portugal levará consigo a voz e os valores da nossa Comunidade, representando este espaço partilhado de países, de princípios e de responsabilidades no mundo”, salientou Xanana Gusmão.
O primeiro-ministro timorense defendeu também que as prioridades diplomáticas de Portugal para aquele mandato devem ser também as “prioridades de toda a comunidade”.
“Estou convicto de que todos os países que a integram podem e devem contribuir para concretizar esse belo ideal de Portugal como construtor de pontes, focado no diálogo global, dando-lhe conteúdo concreto através das nossas ações”, reforçou Xanana Gusmão.
Portugal assegurou, em junho, um assento como membro não permanente no Conselho de Segurança para o biénio de 2027-2028.
A candidatura portuguesa obteve 132 votos a favor, uma vitória descrita como “expressiva” na Assembleia Geral das Nações Unidas que elegeu os cinco novos membros.