A TAP Air Portugal terminou a primeira metade do ano com prejuízos de 99,2 milhões de euros, num período “fortemente penalizado pela subida do combustível”, diz a empresa em comunicado divulgado nesta segunda-feira. Pela positiva, a transportadora aérea destaca a subida do número de passageiros transportados e o aumento das receitas, ambas as rubricas ascendendo a níveis “recorde”.
Em comunicado, a empresa informa que teve “receitas operacionais de 2.039,8 milhões de euros no primeiro semestre de 2026, um crescimento de 4,3% face ao mesmo período do ano anterior, sustentado pelo aumento da capacidade, pela melhoria das receitas unitárias e pela forte procura observada na sua rede”.
Durante os primeiros seis meses do ano, a companhia transportou 8,2 milhões de passageiros, mais 4,2% do que no primeiro semestre de 2025, tendo operado 57,5 mil voos. As receitas de bilhetes cresceram 4,4%, para 1.829,2 milhões de euros, refletindo a robustez da procura nos mercados estratégicos da TAP, com destaque para o desempenho da América do Sul e da Europa”, diz a empresa.
Porém, o resultado líquido foi “condicionado pelo forte aumento dos custos com combustível, que cresceram 18,7% no semestre”. “Neste contexto, o EBITDA recorrente atingiu 181,9 milhões de euros e o EBIT recorrente situou-se em -83,7 milhões de euros”.
O resultado líquido do semestre foi, assim, negativo em 99,2 milhões de euros, cerca de 40% mais do que as perdas do período homólogo.
“O desempenho do primeiro semestre demonstra a robustez do modelo de negócio da TAP e a solidez da procura em toda a nossa rede. Graças ao forte empenho das nossas equipas e à resiliência da Companhia foi possível mitigar o forte impacto do aumento galopante do preço dos combustíveis, um enorme desafio”, reconhece Luís Rodrigues, presidente da comissão executiva, no mesmo comunicado.