Três suspeitos de envolvimento no desacato na Baixa de Lisboa ocorrido em agosto, no qual uma turista sueca acabou baleada, foram detidos esta terça-feira, confirmou à Lusa fonte da Polícia Judiciária (PJ).

A 10 de agosto, uma turista foi atingida por uma bala perdida após um desacato entre dois grupos que se dedicam à venda de louro prensado como se fosse droga, tendo um deles efetuado um disparo com uma arma de fogo.

O jornal Público noticiou na noite desta terça-feira que três homens suspeitos de estarem envolvidos no desacato entregaram-se às autoridades horas depois de as suas residências terem sido alvo de buscas por parte da PJ. Fonte desta polícia confirmou à Lusa que três suspeitos de estarem envolvidos no desacato foram detidos, sem adiantar mais informações.

No dia seguinte ao incidente, um suspeito tinha sido detido ao abrigo de um mandado de detenção fora de flagrante delito por violência doméstica, tendo sido libertado no âmbito desse mesmo processo. Na sequência desta situação, o Ministério da Administração Interna (MAI) indicou, na altura, que a PSP e a Polícia Municipal iam reforçar o policiamento e a fiscalização de atividades ilícitas na Baixa e noutras zonas turísticas de Lisboa.

Já o presidente da Câmara de Lisboa, Carlos Moedas (PSD), tem instado o Governo a concretizar a promessa de reforçar a capital com mais 200 agentes da PSP e 100 polícias municipais, feita em maio. Carlos Moedas manifestou-se esta terça-feira “alarmado com muitas situações” em termos de segurança na cidade e afirmou que não se trata de ideologia, apelando ao apoio das “forças moderadas” em prol da democracia.

Sobre o reforço policial prometido em maio pelo Governo PSD/CDS-PP, Carlos Moedas reconheceu, na reunião da Assembleia Municipal de Lisboa (AML), que ainda não se concretizou: “Ainda não temos os 100 polícias municipais, nem os 200 PSP. Não os temos, mas eu acredito, profundamente, que o Governo vai cumprir e tem de cumprir este ano”.