A Câmara de Gaia vai votar na reunião do executivo de terça-feira a amortização antecipada de dois empréstimos de 2016, uma operação que, segundo o município, poderá ter um impacto de 14,3 milhões de euros.

De acordo com uma proposta a que a Lusa teve acesso, em causa está a amortização de dois empréstimos contraídos em 2016 que perfazem um total de 35,4 milhões de euros, que “apresentam um spread superior a todos os outros contratados e em curso”.

“O capital atualmente em dívida dos referidos empréstimos ascende a 10.213.523,76 euros”, considerando a autarquia liderada por Luís Filipe Menezes (eleito pela coligação PSD/CDS-PP/IL) que a sua amortização antecipada “permitirá eliminar os encargos financeiros futuros associados aos respetivos contratos”.

Em causa estão “cerca de um milhão de euros em encargos financeiros futuros” e uma “redução muito significativa do serviço da dívida municipal, eliminando prestações anuais que, só em 2026, ascendem a 3.149.241,42 euros”.

Assim, a operação irá “reduzir o endividamento municipal em cerca de 10,2 milhões de euros”, “gerar uma poupança estimada de cerca de um milhão de euros em encargos financeiros futuros” e “reduzir o serviço de dívida em cerca de 3,15 milhões de euros por ano, já a partir de 2027”, o que perfaz um total de 14,3 milhões de euros.

A proposta do diretor municipal de Gestão Financeira e Património, Hélder Costa, assinala que “o rigor da execução orçamental e a prudente gestão financeira prosseguidos ao longo do presente exercício económico permitiram reforçar a liquidez municipal e gerar disponibilidades financeiras”.

Segundo o diretor, essas circunstâncias, “sem comprometer o cumprimento das obrigações assumidas pelo município nem a concretização dos investimentos em curso, tornam possível proceder à amortização antecipada de financiamentos contratados”.

“A redução do endividamento municipal constitui uma medida de boa gestão financeira, permitindo libertar recursos para a prossecução das atribuições e competências municipais”, assinala.