Os guardas prisionais do Estabelecimento Prisional (EP) do Porto decidiram esta quarta-feira suspender na segunda-feira a greve prevista até 31 de outubro, depois de obterem garantias de mais medidas de segurança e proteção.
“A greve no Estabelecimento Prisional do Porto cessará no dia 5 de outubro, à meia-noite. Esta decisão decorre das negociações mantidas entre a comissão sindical e a direção do estabelecimento, nas quais foram alcançadas soluções relativas à reorganização interna das atividades dos reclusos, bem como acordos quanto a diligências que careciam de reajustamento por parte da Direção-Geral”, avançou à Lusa o presidente do Sindicato Nacional do Corpo da Guarda Prisional, Frederico Morais.
Os guardas deste Estabelecimento Prisional, conhecido como prisão de Custóias, em Matosinhos, estavam em greve há um mês por “falta de segurança no estabelecimento, constantes agressões quer verbais, quer físicas ao Corpo da Guarda Prisional” e por causa da nova diretora clínica.
Segundo o sindicalista, esta quarta-feira decorre um plenário e a classe decidiu “suspender a greve, que se estenderia até ao dia 31 de outubro”, conferindo assim “um voto de confiança à implementação das medidas acordadas e às reestruturações internas previstas”.
“É de salientar que, ao longo do processo negocial, o Sindicato Nacional do Corpo da Guarda Prisional manteve com a Direção-Geral de Reinserção e Serviços Prisionais um diálogo construtivo, orientado para a procura de soluções consensuais”, referiu.
Frederico Morais recordou que uma das reivindicações se prendia com a tomada de medidas contra as agressões físicas e psicológicas de reclusos aos profissionais.
O sindicato defende que só se consegue controlar um estabelecimento desta envergadura – com mais de mil reclusos – caso haja reação à situação que os reclusos provocam.
Sobre a preocupação com a nova diretora clínica, que é psiquiatra, a direção-geral “comprometeu-se a arranjar um outro diretor clínico, um médico de especialidade mais abrangente de clínica geral”, disse.