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Trump atribui protestos estudantis em França ao Islão: "Isto não tem a ver com escolas, tem a ver com o Islão querer tomar o controlo"

Centenas de milhares nas ruas em França por melhores condições nas escolas. Trump vê outra causa: "migração em massa fora de controlo" e o Islão a "tomar o controlo".

epa13285056 High school students and members of education unions gather during a national day of protests over school conditions at Place de la Republique in Paris, France, 06 October 2026. A wave of protests sweeps across France against severe teacher shortages, overcrowded classrooms, a lack of resources, and poor learning conditions ahead of upcoming national budget decisions.  EPA/MOHAMMED BADRA
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▲Os protestos, que se multiplicaram por várias cidades francesas, contaram esta terça-feira com o apoio de vários sindicatos e partidos da esquerda francesa

MOHAMMED BADRA/EPA

▲Os protestos, que se multiplicaram por várias cidades francesas, contaram esta terça-feira com o apoio de vários sindicatos e partidos da esquerda francesa

MOHAMMED BADRA/EPA

O Presidente norte-americano atribuiu esta terça-feira os protestos estudantis em França à “migração em massa” e defendeu que as manifestações não estão relacionadas com as condições nas escolas, mas sim com o Islão querer apoderar-se do país.

“O que está a acontecer em França não é nada menos do que uma migração em massa fora de controlo. Isto não tem a ver com escolas, tem a ver com o Islão querer tomar o controlo de um país que outrora foi grande!”, escreveu Donald Trump na sua rede social Truth Social, referindo-se às manifestações estudantis em que os alunos exigem melhores condições nas escolas e na organização dos estudos.

Os protestos, que se multiplicaram por várias cidades francesas, contaram esta terça-feira com o apoio de vários sindicatos e partidos da esquerda francesa.

Os manifestantes rejeitam os cortes no setor público e os protestos reúnem dezenas de milhares de pessoas a favor de uma melhor educação nas principais cidades francesas.

Desde meados de setembro até esta terça-feira, registaram-se 200 estudantes feridos e mais de 5.000 detenções em todo o país, além de danos em estabelecimentos de ensino e nas ruas, já avaliados em várias dezenas de milhões de euros.

O Governo francês acelerou a tramitação de uma lei para obrigar os pais dos menores a assumir os custos dos atos de vandalismo cometidos pelos filhos.

Ao mesmo tempo, pelo menos 10% das escolas secundárias viram o seu funcionamento perturbado por piquetes e bloqueios.

Esta terça-feira, os protestos estudantis reuniram entre 256 mil e 450 mil manifestantes, segundo os diferentes números divulgados pelas autoridades e pelos sindicatos.

Apenas em Paris, o Ministério do Interior francês calculou em 56 mil o número de participantes na marcha encabeçada pelos alunos do ensino secundário, enquanto as centrais sindicais elevaram esse número para cem mil.

[Pela primeira vez em doze anos, Annie regressa finalmente a Lisboa. A revolução está nas ruas e Fernando Silva Pais está preso em Caxias. A filha vai fazer tudo para o tentar libertar, mas também vai aproveitar para festejar — e não só. Já pode ouvir “Uma ‘deusa’ no 25 de Abril”, o quarto episódio de “Os Escândalos de uma Revolucionária”, o novo Podcast Plus do Observador. Está disponível no site do Observador, na Apple Podcasts, no Spotify e no YouTube.]

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