O ministro da Administração Interna confirmou a nomeação do superintendente Pedro Moura como novo diretor nacional da PSP, sucedendo no cargo a Luís Carrilho. A tomada de posse está marcada para 13 de outubro.
Em comunicado, o Ministério da Administração Interna recorda que Pedro Moura era, desde maio de 2024, coordenador-geral da Unidade de Coordenação de Fronteiras e Estrangeiros do Sistema de Segurança Interna. Antes, foi chefe de gabinete do anterior diretor nacional da PSP, José Barros Correia. Pedro Moura será o terceiro diretor nacional da PSP em três anos.
Ao longo de mais de 20 anos de carreira na PSP, Pedro Moura foi ainda responsável pelo Departamento de Armas e Explosivos da PSP, entre novembro de 2015 e janeiro de 2022, “tendo anteriormente chefiado as divisões de Investigação e Fiscalização e de Armas e Munições daquele departamento”. Foi ainda “chefe da área operacional do Comando Metropolitano do Porto, entre 2010 e 2012, chefe da Divisão de Policiamento e Ordem Pública da Direção Nacional, entre 2005 e 2008, e oficial de ligação da PSP no Gabinete Coordenador de Segurança do Ministério da Administração Interna”, como refere o próprio Ministério da Administração Interna no comunicado em que anuncia a nomeação do superintendente para a liderança da PSP.
Luís Carrilho deixa a direção nacional da PSP num momento em que a contestação dos elementos desta força de segurança volta a subir de tom. Nas últimas semanas, têm-se sucedido concentrações junto a alguns dos principais comandos do país — ações que acontecem como forma de manifestação em defesa de uma revisão das condições salariais e de carreira.
No comunicado em que confirma a nomeação de Pedro Moura, o Ministério da Administração Interna também deixa uma nota a Luís Carrilho. “O Governo agradece ao diretor nacional cessante, superintendente-chefe Luís Carrilho, a elevação institucional, o profissionalismo e a dedicação à missão de serviço público que desenvolveu, desejando-lhe sucesso nas funções que irá assumir no plano externo”.
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