Pelo menos 12 pessoas morreram e 309 ficaram feridas, algumas em estado grave, segundo as autoridades sauditas, no ataque contra o aeroporto internacional de Riade, capital da Arábia Saudita, atribuído aos rebeldes houthis do Iémen. Com este balanço este será o mais mortífero ataque no Golfo desde que no final de fevereiro os Estados Unidos e Israel avançaram, conjuntamente, contra o Irão.

De acordo com a autoridade de aviação civil saudita, entre as vítimas mortais encontram-se quatro cidadãos sauditas e oito estrangeiros, dos quais um norte-americano. A mesma autoridade também deu conta de “danos materiais”. Fonte diplomática disse à AFP que “os houthis estão a atacar alvos civis”, especificando que um míssil atingiu as instalações do aeroporto por volta das 15h00 locais (13h00 em Lisboa).

Após o ataque, o Presidente dos EUA, Donald Trump, diz estar a ponderar atacar o grupo rebelde dos houthis. “É possível que me junte” aos ataques sauditas contra os houthis, disse este sábado aos jornalistas. A decisão será tomada “muito rapidamente”. Riade anunciou neste sábado uma “operação em grande escala” da coligação que lidera contra os houthis, visando “os efetivos e as capacidades” dos rebeldes, ao mesmo tempo que apoia o exército do governo internacionalmente reconhecido no Iémen.

O aeroporto de Riade tem os voos suspensos. A companhia nacional Kuwait Airways anunciou a interrupção das ligações com a capital saudita.

Várias embaixadas ocidentais aconselharam o pessoal a evitar durante uma semana o aeroporto de Riade, indicou à AFP um diplomata na capital saudita.

Os houthis, grupo aliado do Irão, ainda não se pronunciaram, apesar de terem reivindicado ataques anteriores contra a Arábia Saudita, que apoia o Governo internacionalmente reconhecido no Iémen, depois de terem imposto um bloqueio naval aos navios do reino árabe, maior exportador mundial de crude, desde julho no Mar Vermelho.