Os concursos de obras públicas caíram 30% nos primeiros oito meses de 2026, para 5.584 milhões de euros, apesar da evolução positiva da atividade global da construção, segundo a Associação dos Industriais da Construção Civil e Obras Públicas.
Já o valor dos contratos de empreitadas celebrados e registados no Portal BASE recuou 20% até agosto, para 3.148 milhões de euros, refere a Associação dos Industriais da Construção Civil e Obras Públicas (AICCOPN).
Em sentido positivo, o consumo de cimento aumentou 6,4% em termos homólogos até agosto, enquanto as novas operações de crédito à habitação cresceram 12,5%, para 16.653 milhões de euros, de acordo com os indicadores da associação.
No mercado habitacional, os preços continuaram a subir. No segundo trimestre, o Índice de Preços da Habitação atingiu um novo máximo histórico, com uma valorização homóloga de 16,5%, apesar de o número de transações ter diminuído 6,4%.
Nos primeiros sete meses do ano, o número de novos fogos licenciados aumentou 4,5% face ao período homólogo, mas a área licenciada para habitação recuou 2,2%, sinalizando, segundo a AICCOPN, a necessidade de reforçar a oferta.
[Pela primeira vez em doze anos, Annie regressa finalmente a Lisboa. A revolução está nas ruas e Fernando Silva Pais está preso em Caxias. A filha vai fazer tudo para o tentar libertar, mas também vai aproveitar para festejar — e não só. Já pode ouvir “Uma ‘deusa’ no 25 de Abril”, o quarto episódio de “Os Escândalos de uma Revolucionária”, o novo Podcast Plus do Observador. Está disponível no site do Observador, na Apple Podcasts, no Spotify e no YouTube.]
No segmento não residencial, a área licenciada cresceu 15,6% nos primeiros sete meses, apesar de o número de licenças emitidas ter diminuído 17,5%.
Para esta evolução contribuiu sobretudo a construção de edifícios industriais, cuja área licenciada superou em cerca de 538 mil metros quadrados a registada no mesmo período de 2025.
Para 2026, a AICCOPN prevê um crescimento de 4,4% da produção global do setor da construção, sendo que a engenharia civil deverá registar o maior crescimento, de 5,5%, segundo as previsões da associação.
A AICCOPN considera que os indicadores confirmam a resiliência da atividade, mas sublinha a importância de assegurar a concretização atempada do investimento público e de criar condições para a continuidade do crescimento do setor.