O sistema de assistência à condução da Tesla, conhecido como Full Self-Driving (FSD), sempre provocou alguma controvérsia, sobretudo por a denominação poder dar azo a algumas confusões. Os problemas começaram nos EUA mas, mais recentemente, surgiram em alguns países europeus à medida que analisam a eficiência do FSD Supervisionado e decidem sobre a sua homologação para utilização no respectivo país, ou em toda a Europa. Alguns mercados fazem questão que a Tesla altere a denominação do seu sistema, apesar de ser reconhecido como o mais eficiente instalado em carros de série.
Testámos o novo Full Self-Driving da Tesla. Saiba o que funciona e o que é… menos bom
A versão mais recente do Full Self-Driving do construtor norte-americano já foi testada e aceite por oito países europeus para poder funcionar na via pública de forma autónoma, ainda que supervisionada — com o condutor sempre capaz de assumir o controlo a qualquer momento —, permitindo que o condutor confie a condução ao sistema, a menos que este exija que o ser humano assuma o controlo, o que obriga a ter uma mão disponível para assumir o volante e olhar para a estrada assim que é avisado.
Países Baixos já podem usar o Full Self-Driving da Tesla sem mãos
Depois de ser aceite pelos Países Baixos, Lituânia, Estónia, Dinamarca, Bélgica, Eslovénia, República Checa e Croácia, a Tesla viu o principal e o maior país europeu, a Alemanha, afirmar que “a denominação FSD é enganadora”, sobretudo porque “o sistema não assume a total responsabilidade da condução”, recorrendo ao condutor “quando alguma coisa corre mal”. A isto a Tesla respondeu que, “para assegurar a aprovação pan-europeia”, iria alterar a denominação para “Tesla Assisted Driving”.
Esta aceitação por parte da Alemanha e do resto da Europa pode representar um revés importante para a concorrência, especialmente os construtores alemães. Sobretudo porque a documentação avançada pela Tesla aos diferentes países e confirmada pelos Países Baixos, que testaram o sistema da marca durante 18 meses antes de o aprovar, prova que os veículos Tesla com FSD Supervised, nas mãos de clientes normais, têm sete vezes menos colisões graves, cinco vezes menos acidentes fora das auto-estradas e reduzem a probabilidade do erro humano em mais de 80%, com os sistemas de vigilância do condutor a evitar acidentes por fadiga, desatenção e distracções. Acima de tudo, os carros com FSD Supervised registam, em média, um acidente a cada 8 milhões de quilómetros percorridos com o sistema activo, enquanto os mesmos modelos da Tesla sem FSD Supervised, conduzidos por humanos, registam um acidente a cada 1,06 milhões de quilómetros.