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A Confederação Nacional das Cooperativas Agrícolas defendeu esta terça-feira que a proposta de Orçamento do Estado para 2027 (OE2027) não responde à dimensão dos desafios que a agricultura enfrenta, sobretudo, quando a capacidade de competir está sob pressão.

“O Orçamento do Estado para 2027 não responde à dimensão dos desafios que a agricultura portuguesa enfrenta. Num momento em que a capacidade de produzir, investir e competir está sob pressão, Portugal não pode continuar a tratar a agricultura como uma prioridade no discurso sem lhe dar condições efetivas para o ser na prática”, defendeu a Confederação Nacional das Cooperativas Agrícolas e do Crédito Agrícola de Portugal (Confagri), em resposta à Lusa.

Os agricultores esperam assim que a discussão na especialidade corrija este problema, através de medidas que reduzam os custos de produção, reforcem o investimento e a competitividade do setor.

A Confagri sublinhou ainda que o setor agroalimentar representa 3.700 milhões de euros em volume de negócios e lamentou que o aumento dos custos de produção, a burocracia e a falta de previsibilidade nos apoios comprometam o investimento dos produtores.

“É fundamental que o Governo reconheça a agricultura como uma atividade económica geradora de riqueza e indispensável à segurança alimentar e à autonomia estratégica do país, garantindo condições para que os agricultores portugueses possam competir em condições mais equilibradas com os seus congéneres europeus, particularmente os espanhóis”, vincou.

O Governo entregou, em 8 de outubro, na Assembleia da República a proposta de Orçamento do Estado para 2027, antes do prazo previsto por lei.

A proposta de Orçamento prevê um crescimento da economia de 2,3% este ano e de 2,1% em 2027 e contas equilibradas este ano e um excedente de 0,1% em 2027.

Esta vai ser discutida e votada na generalidade entre 27 e 28 de outubro. A votação final global está marcada para 24 de novembro, após o processo de debate na especialidade.