O Governo dos Açores assegurou que “acompanha de perto, há vários dias, a situação do abastecimento” da ilha do Corvo, garantindo o transporte de mais de 1.300 quilogramas de bens essenciais na terça-feira.
Em comunicado emitido ao final do dia de quarta-feira, a Secretaria Regional do Turismo, Mobilidade e Infraestruturas informou que “tem acompanhado de perto, há vários dias, a situação de abastecimento da ilha do Corvo e tem diligenciado múltiplos esforços, em articulação com diferentes entidades para ultrapassar a situação”.
O executivo açoriano (PSD/CDS-PP/PPM) explicou que o navio THOR B está atualmente “em manutenção programada obrigatória e indispensável para manter a sua certificação e capacidade de operação” na mais pequena ilha dos Açores.
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“Na sua ausência, estava previsto que navios de tráfego local pudessem assegurar o abastecimento regular, mas as condições do mar não têm permitido a operação nem a atracagem no Porto da Casa”, acrescenta.
Perante esta contingência, o Governo dos Açores assegurou, na terça-feira, através da Atlanticoline, o transporte de mercadorias de primeira necessidade recorrendo à lancha Ariel, o que permitiu “o transporte de mais de 400 kg em viagens regulares e de 900 kg numa viagem extraordinária dedicada exclusivamente a esse fim”.
A Secretaria Regional adianta ainda que estava prevista, para quarta-feira, por solicitação do Governo dos Açores, uma operação da Força Aérea Portuguesa, para a entrega de três toneladas de mercadoria, mas “a aeronave que efetuaria esse transporte sofreu uma avaria técnica que impossibilitou a realização do voo”.
O Governo dos Açores garante que se mantém a avaliar alternativas de transporte, “quer por meios aéreos, quer por meios marítimos”, mas a concretização destas operações continuará, contudo, dependente das condições meteorológicas e do estado do mar.
Na quarta-feira, o líder do PS/Açores responsabilizou o Governo Regional pela falta de planeamento que deixou a ilha do Corvo sem abastecimento marítimo regular de mercadorias, alertando para implicações no fornecimento de bens essenciais e transporte.
“Estamos em pleno ano de 2026 e temos uma ilha dos Açores sem abastecimento marítimo regular há mais de três semanas. Faltam bens de primeira necessidade, há estabelecimentos em risco de fechar portas e os agricultores acumulam prejuízos. Isto é uma vergonha e é absolutamente inaceitável”, afirmou Francisco César, numa nota.
O líder regional do PS exigiu ainda que o Governo Regional apresente uma solução concreta para restabelecer o abastecimento e garantir o transporte dos mais de 100 animais.