Uma entrada a todo o gás sem facilitismos contra a Suíça, um arranque sofrível que não foi a tempo de ser corrigido diante da Espanha, uma resposta à altura para fechar o encontro em meia parte frente à Itália. Se o Campeonato do Mundo tem sido palco de algumas surpresas, também o trajeto de Portugal na fase de grupos foi tendo altos e baixos até culminar na segunda posição. A partir de agora, não havia margem de erro. E a última ronda antes da fase a eliminar mostrou que os jogos dos quartos podiam trazer uma competitividade acima do esperado, com Angola a fechar com um invulgar nulo diante da favorita França antes de cruzar com a Seleção nos quartos já depois da igualdade com o Chile e da derrota (natural) com a Argentina.

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“Pazes feitas? Pazes com quem? A única coisa que temos de perceber, e foi algo transmitido aos atletas desde o início deste campeonato, é que não podemos confundir estratégia com organização ou com ambição. É preciso saber um bocadinho mais para poder dizer-se determinadas coisas. Aquilo que vos posso dizer é que estes atletas estão comprometidos, são organizados e sabem muito bem aquilo que têm de fazer. A nossa primeira parte com a Espanha não foi a melhor mas tudo foi corrigido, a atitude melhorou e agora temos que continuar a trabalhar sempre dentro do mesmo registo. Agora não há nada a esconder, é tentar ganhar cada jogo para chegar ao objetivo final”, referiu Reinaldo Ventura depois do triunfo diante dos transalpinos construído ainda na primeira parte com quatro golos, antes de saber o adversário nos quartos.

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“Este campeonato está muito esquisito… Por isso, se for Angola, é um jogo de elevada dificuldade, contra jogadores e treinadores que nos conhecem perfeitamente. Nós também os conhecemos, sabemos as dificuldades que vamos ter e, com o foco e a determinação que tivemos hoje [quarta-feira], é mais um obstáculo para ultrapassar”, acrescentou o selecionador nacional ainda antes do triunfo da Argentina frente ao Chile, que confirmou o terceiro lugar dos angolanos no grupo B e consequente partida com Portugal.

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O histórico não podia ser mais positivo para a Seleção, que venceu todos os encontros realizados com Angola incluindo em Campeonatos do Mundo como aconteceu em 2005 (5-1), 2011 (6-2), 2013 (5-1) e 2024, com o triunfo na fase de grupos da última edição da prova por 4-0. Apesar dessa “vantagem” teórica, ficava o aviso do crescimento constante da formação africana com o passar dos anos. Era por isso que uma entrada forte se tornava tão relevante, por forma a resolver cedo a questão e fazer até alguma gestão para as meias.

Foi exatamente isso que aconteceu: Miguel Rocha inaugurou o marcador logo no segundo minuto depois de um passe de Gonçalo Alves com o guarda-redes Xico Veludo (algo que a França não tinha feito ao longo de 50 minutos…), Hélder Nunes aumentou de seguida numa stickada descaído sobre a direita do ataque (3′). Diogo Seixas ainda conseguiu reduzir aproveitando uma “cortina” em zona central (5′) mas Hélder Nunes bisou num remate após saída rápida que desviou ainda em Humberto Mendes e fez o 3-1 com que se chegou ao intervalo (9′), apesar das várias oportunidades criadas sobretudo por Portugal para aumentar a vantagem.

Não foi aí, foi no segundo tempo. A Seleção conseguiu gerir da melhor forma o avanço que tinha no marcador sem deixar de procurar ampliar a vantagem, como acabaria por acontecer num golo de antologia de Zé Miranda (35′) antes do hat-trick de Hélder Nunes após assistência de Rafa Bessa (40′) já depois de um livre direto falhado por Gonçalo Alves no seguimento da décima falta de Angola (36′). Portugal confirmou a passagem às meias-finais com uma goleada, que teve ainda uma grande penalidade falhada por Gonçalo Alves a dois minutos do final e um livre direto pela 15.ª falta dos africanos desperdiçado desta vez por Zé Miranda, e vai agora defrontar o vencedor do encontro entre França e Suíça. Na outra decisão das meias, também na cidade paraguaia de Assunção, a Argentina, que bateu a Itália no início dos quartos por 4-1, vai ter pela frente a Espanha, que somou o quarto triunfo neste Mundial frente ao Chile por 3-0.

[Annie conhece o ministro do Interior de Cuba há muito tempo, mas a paixão que os une é relativamente recente. É justamente nessa altura que Zé Manel, como ela lhe chama, vai ser implicado num dos maiores escândalos da liderança de Fidel Castro. O “Caso Ochoa” envolve droga, fuzilamento, prisão e o narcotraficante mais conhecido do mundo: Pablo Escobar. Já pode ouvir o quinto episódio de “Os Escândalos de uma Revolucionária”, o novo Podcast Plus do Observador. Está disponível no site do Observador, na Apple Podcasts, no Spotify e no Youtube.]