O Pavilhão das Travessas, que a Câmara de São João da Madeira encerrou em janeiro devido a estragos causados pelo mau tempo, está a ser sujeito a obras de valor superior a 434.000 euros, revelou hoje a autarquia.
“O auto de consignação dos trabalhos foi assinado a 14 de outubro”, revelou à Lusa a referida câmara do distrito de Aveiro e Área Metropolitana do Porto, indicando que a obra está a cargo da empresa António Pimenta — Construções Lda. e tem um prazo de execução de 60 dias.
A empreitada em curso refere-se apenas à recuperação do telhado do edifício, uma vez que, embora a câmara tenha anunciado em fevereiro que ia sujeitar esse equipamento desportivo a uma requalificação total na ordem dos dois milhões de euros, não encontrou construtor que assumisse a reparação do piso interior.
Essa intervenção no pavimento já foi em agosto objeto de um concurso público que tinha como preço-base cerca de 917.000 euros, mas a autarquia decidiu-se “pela não adjudicação, por falta de cumprimento de todos os requisitos legais a que os concorrentes estão obrigados”.
Para o executivo liderado pelo PSD, a extinção desse procedimento foi um “grande constrangimento”, dada a dificuldade em garantir a “conciliação das duas componentes da obra: a parte de construção civil e a de colocação do piso desportivo”.
A câmara decidiu, por isso, recorrer à alternativa prevista “nos termos da legislação”: aprovou um ajuste direto “a uma empresa ou consórcio que dê garantias de qualidade e experiência para a execução deste trabalho na sua globalidade”. Os trâmites ainda estão a decorrer, mas a escolha recaiu novamente sobre a construtora António Pimenta, que também terá dois meses para executar o trabalho no pavimento.
Quanto aos clubes e associações que vinham usando o Pavilhão das Travessas antes dos estragos do final de janeiro, alguns puderam voltar a utilizá-lo, como é o caso das instituições com aulas de dança e sessões de artes marciais, cujas salas não foram afetadas, e das entidades com treinos de atletismo no interior do edifício, onde uma pista de corrida se mantém disponível.
Os clubes que dependiam dos quatro campos de jogos tiveram que arranjar alternativa e só poderão regressar às Travessas após concluído o arranjo do piso, pelo que a autarquia se diz disposta a prolongar o apoio às suas “despesas com o recurso a outros equipamentos desportivos”.
Em agosto, já atribuiu para o efeito 18.000 euros, destinados a cobrir cinco meses de atividade noutras moradas da região pelos clubes que mais utilizavam o pavilhão danificado: a AD Sanjoanense e o Dínamo Sanjoanense.