O Instituto de Habitação e da Requalificação Urbana (IHRU) vai construir 40 habitações em Bragança, para arrendar a preços acessíveis, adiantou esta sexta-feira à Lusa a presidente da câmara.
Segundo Isabel Ferreira, as habitações vão ser construídas num terreno que pertence ao IHRU, situado na Quinta da Braguinha, e as obras serão totalmente financiadas pelo instituto.
“Reuni com o senhor presidente do IHRU (…) e, portanto, o que ficou estabelecido é que iriam avançar com a construção de 40 fogos para habitação a custos acessíveis”, disse.
A autarca vincou ainda que as casas vão começar a ser construídas “até ao fim do ano”.
“Acho que vai fazer a diferença, tendo em conta a procura que nós temos e os registos que temos “, sublinhou.
Estas construções fazem parte, explicou, da estratégia local de habitação do município que está a ser desenvolvida e que integra arrendamento acessível e construção a custos controlados para vendas a preços acessíveis, “definidos por lei”.
Em Bragança, arrendar um T1 pode custar 600 euros, quando há seis anos rondava os 300 euros.
O município está ainda a reabilitar seis casas na cidadela de Bragança, no valor de cerca de 900 mil euros, para habitação social. Este investimento também será financiado pelo IHRU, 60%, e pelo Norte 2030, 40%.
O município de Bragança vai também reabilitar 16 fogos no Bairro da Previdência e oito no Bairro da Estacada, para famílias carenciadas, que serão candidatados ao Norte 2030 para financiamento, mas ainda sem valor de investimento definido.
A presidente da câmara lamentou que estas construções não tenham sido financiadas pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), por falta de incumprimento do anterior executivo.
“Quando foi no PRR, os municípios assinaram vários contratos com o IHRU associados à estratégia local de habitação e no caso do município de Bragança houve vários compromissos que foram assumidos na altura e que não foram executados, com é o caso desta construção do IHRU, como é o caso das seis casas da cidadela, como é o caso do Bairro da Previdência. Estavam todos previstos para financiamento do PRR e que não tiveram um cêntimo do PRR”, criticou.