Acompanhe o nosso artigo em direto sobre o acidente ferroviário em Espanha
Antonio Acedo Meneses cresceu rodeado de comboios e fez do caminho de ferro a sua profissão. Morreu, aos 36 anos, no acidente ferroviário desta quarta-feira, em Toledo. Era o maquinista do AVE que colidiu com um comboio da Iryo e, segundo as informações divulgadas, terá acionado o travão de emergência para reduzir a velocidade e limitar o impacto.
Nasceu em Móstoles, em 1990, e viveu durante cerca de 20 anos em Fuenlabrada, perto de Madrid. Era filho de um maquinista e neto de um eletricista da operadora ferroviária Renfe. A ligação familiar aos comboios marcou a sua infância e acabaria por influenciar tanto a escolha profissional como o seu trabalho artístico.
“Cresceu sempre perto do mundo dos caminhos de ferro, pelo que a paisagem ferroviária fez parte de si desde muito cedo”, escreveu na biografia publicada no seu site.
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A fotografia foi outra das suas grandes paixões. O interesse começou ainda em criança, quando descobriu negativos antigos e fotografias analógicas de viagens em família. Em 2010, segundo a imprensa espanhola, decidiu estudar Fotografia e começou a desenvolver um trabalho centrado nas paisagens, nas viagens e nas cenas do quotidiano.
Dois anos depois, iniciou a formação para se tornar maquinista, uma decisão que o levou a viver em Barcelona. Mais tarde, matriculou-se também nos estudos de Arte, História e Geografia na Universidade Aberta da Catalunha, conciliando a curiosidade pelas humanidades com a atividade profissional no setor ferroviário.
O comboio permitia-lhe, assim, juntar as duas paixões. Nos projetos fotográficos Paisagens a partir do comboio e A vida do maquinista, procurava captar os lugares e os momentos que encontrava durante as viagens.
“A origem do meu trabalho vem de algumas das minhas primeiras viagens de comboio, com a máquina fotográfica na mão. É junto à janela de um comboio em andamento que sinto a fugacidade de uma beleza quotidiana que não consigo deter e que desaparece no instante em que me apercebo da sua existência”, escreveu no website.
A frase que escolheu para resumir a sua relação com a fotografia e com os caminhos de ferro ficou também registada na página pessoal: “A beleza é passageira, passageira num comboio”.
O “homem bom” que era militante da Izquierda Española
Além da profissão e da fotografia, Antonio Acedo tinha interesses políticos. Era militante do partido Izquierda Española e participou na construção do programa da formação para a área dos transportes, contribuindo com a sua experiência profissional para a análise dos problemas do setor.
Guillermo del Valle, fundador do partido, recordou-o como “um homem bom”, que conheceu pessoalmente e que se destacou pela generosidade. “Foi tão generoso que até quis acompanhar-nos, militando na Izquierda Española. Um homem prudente, amável e exemplar“, escreveu nas redes sociais.
Antonio Acedo, el maquinista del AVE fallecido, era un hombre bueno. Tuve la suerte de conocerlo. Fue tan generoso que hasta quiso acompañarnos militando en Izquierda Española. Un tipo prudente, amable y ejemplar.
Preparó buena parte de nuestro programa sobre transporte,…
— Guillermo del Valle (@GuilledValle) October 28, 2026
Del Valle destacou ainda o contributo de Acedo para o programa de transportes, nomeadamente na identificação do aumento da procura após a liberalização do setor, da falta de financiamento para a manutenção e do abandono das infraestruturas ferroviárias.
Também o partido assinalou a morte do maquinista, descrevendo-o como um homem “excecional, bom, prudente e empenhado”. “O Antonio era daquelas pessoas que melhoram os lugares por onde passam. Daquelas cuja generosidade deixa marca. Daquelas a quem nunca estamos preparados para dizer adeus”, escreveu a formação política no X.
Ha fallecido nuestro compañero Antonio Acedo, maquinista del AVE del accidente de Toledo.
Antonio era persona excepcional, un hombre bueno, prudente y comprometido.
Antonio era de esas personas que mejoran aquellos lugares por los que transitan. De esas cuya generosidad deja…
— Izquierda Española (@izquierdaesp) October 28, 2026
[Duarte Lima admite ter estado com Rosalina Ribeiro na noite em que a herdeira milionária desapareceu mas nega ter sido a última pessoa a vê-la com vida. Conta que, depois da reunião que tiveram, no Rio de Janeiro, levou a cliente até Maricá, para um encontro com uma mulher chamada Gisele. É uma versão que não bate certo com as primeiras provas recolhidas pelas autoridades brasileiras. Enquanto Duarte Lima se torna, para a polícia, o principal suspeito do homicídio, perde força a outra linha de investigação. Olímpia Feteira era inimiga assumida da antiga companheira do pai mas garante que nunca desejou a morte dela. E, ao contrário de Duarte Lima, disponibiliza-se para prestar todas as informações necessárias à polícia brasileira. Já pode ouvir o segundo episódio de “As Sombras de Duarte Lima”, o novo Podcast Plus do Observador. Está disponível no site do Observador, na Apple Podcasts, no Spotify e no Youtube.]