Os trabalhadores da Metro Transportes do Sul marcaram esta sexta-feira uma “greve total” para 16, 17 e 18 de novembro, reivindicando uma atualização salarial e melhores condições de trabalho, segundo o sindicato dos maquinistas.
No pré-aviso de greve esta sexta-feira entregue, os trabalhadores avançam também com uma greve às duas últimas horas de cada período de trabalho nos dias 19 e 23 de novembro, disse à Lusa o presidente do Sindicato Nacional dos Maquinistas dos Caminhos de Ferro Portugueses (SMAQ).
Esta greve na empresa que serve os concelhos de Almada e Seixal, no distrito de Setúbal, é marcada dias depois de uma outra “greve total” nos dias 20 e 21 de outubro e às duas últimas horas do período de trabalho entre os dias 22 e 27 de outubro que, segundo o sindicato, teve níveis de adesão na ordem dos 100%.
Segundo o Sindicato Nacional dos Maquinistas dos Caminhos de Ferro Portugueses, as greves de outubro foram convocadas dada a falta de resultados concretos nas negociações de um novo Acordo de Empresa.
A decisão foi tomada pelos trabalhadores num plenário, “após cerca de dois anos e meio de negociações sem que tenha sido possível alcançar um entendimento que responda às suas reivindicações”, explicou na altura o sindicato.
Em causa, segundo a estrutura sindical, “está a necessidade de melhorar as condições de trabalho, assegurar uma atualização salarial que tenha em conta a perda de poder de compra e garantir que as matérias relativas à organização do trabalho sejam objeto de negociação coletiva, em vez de decisões unilaterais da empresa”.
Já o conselho de administração da Metro Transportes do Sul (MTS) referiu, também em comunicado enviado à agência Lusa a propósito da greve de outubro, que ficou surpreendido com este pré-aviso de greve, considerando-o “desproporcional num quadro de abertura negocial permanente e num contexto de total disponibilidade para o diálogo e de implementação de melhorias efetivas que têm vindo a ser garantidas nas condições de trabalho dos trabalhadores da MTS, em particular dos Operadores de Condução”.
“Através de um diálogo permanente entre a administração da MTS e os representantes dos trabalhadores tem sido sempre possível chegar a um acordo entre as partes, nomeadamente no que respeita às condições de trabalho oferecidas e às atualizações salariais que, nos últimos quatro anos, estiveram entre 7,7% e 12,8%, muito acima da taxa de inflação verificada”, adianta o conselho de administração da empresa.
A MTS refere também que “tem, desde sempre, mantido disponibilidade para dialogar e negociar com os representantes dos trabalhadores, incluindo com o SMAQ”, considerando que este suspendeu unilateralmente a continuidade das negociações em curso na última reunião de 17 de setembro.
Na altura, o presidente do SMAQ disse que não tem havido vontade efetiva de negociar, adiantando que durante o período de negociações apenas o sindicato apresentou um documento para a mesma.
Esta sexta-feira, o sindicalista disse à Lusa que, durante e depois da greve de outubro, não houve qualquer contacto nem da administração nem do Governo apesar do apelo dos trabalhadores para uma mediação entre as partes.
O Metro Sul do Tejo, sistema de transportes públicos fornecido através do denominado metro ligeiro de superfície nos concelhos de Almada e Seixal, no distrito de Setúbal, é explorado pela empresa Metro Transportes do Sul (MTS).
[Duarte Lima admite ter estado com Rosalina Ribeiro na noite em que a herdeira milionária desapareceu mas nega ter sido a última pessoa a vê-la com vida. Conta que, depois da reunião que tiveram, no Rio de Janeiro, levou a cliente até Maricá, para um encontro com uma mulher chamada Gisele. É uma versão que não bate certo com as primeiras provas recolhidas pelas autoridades brasileiras. Enquanto Duarte Lima se torna, para a polícia, o principal suspeito do homicídio, perde força a outra linha de investigação. Olímpia Feteira era inimiga assumida da antiga companheira do pai mas garante que nunca desejou a morte dela. E, ao contrário de Duarte Lima, disponibiliza-se para prestar todas as informações necessárias à polícia brasileira. Já pode ouvir o segundo episódio de “As Sombras de Duarte Lima”, o novo Podcast Plus do Observador. Está disponível no site do Observador, na Apple Podcasts, no Spotify e no Youtube.]