O Governo vai continuar a “acompanhar” a intenção da Galp de encontrar parceiros para a refinaria de Sines. E, segundo a ministra do Ambiente e Energia, não foi por intervenção do Executivo que o negócio com a Moeve falhou. “Estamos a acompanhar o assunto. Este já foi resolvido e sem sobressaltos”, afirmou a governante.

“Nós estivemos sempre a acompanhar. Sabíamos que existiam estas possibilidades. Mas não foi por nossa causa que o acordo não foi feito. Mas sabiam que era uma possibilidade que o Governo tinha”, declarou Maria da Graça Carvalho esta segunda-feira num encontro com jornalistas, referindo-se aos meios legais que o Governo tem para intervir num negócio deste género, sobretudo se os investidores tiverem origem fora da Europa.

Questionada sobre a posição do Governo em relação à possível perda da soberania nacional na refinaria de Sines, Maria da Graça Carvalho diz que esse cenário não está em cima da mesa. “Perda de soberania nunca teremos porque temos forma de atuar, temos meios legais de atuar se os investimentos forem de fora da Europa”, explicou. Se o eventual parceiro da Galp for europeu terá de haver negociações, mas o Governo promete “tudo fazer para manter essa soberania”.

Já sobre o possível aumento da participação do Estado no capital da Galp, Maria da Graça Carvalho não quis alongar-se, por a petrolífera ser uma empresa cotada em bolsa. Este fim de semana, em entrevista ao Jornal de Negócios e à Antena 1, o ministro da Economia admitiu essa possibilidade. “Se disser que está fora de causa estou a mentir”, declarou Castro Almeida.

Apesar de o negócio com a Moeve ter falhado, a Galp não deixa cair a ideia de encontrar um parceiro para a refinaria de Sines, por considerar que essa é uma estratégia “racional e atrativa”.

Negócio caiu mas Galp continua a ver racionalidade em ter um parceiro para refinaria de Sines