Era uma curiosidade muito referida na antecâmara do clássico, saiu como curiosidade mais do que reforçada depois do clássico. O Estádio do Dragão não é propriamente o terreno que traz mais facilidades ao Benfica, longe disso, mas mostra a história que quando os encarnados ganham fora ao FC Porto algo de bom está para acontecer em termos de Campeonato. Em 2019 foi assim, em 2022 foi assim. Não há duas sem três?

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Depois de alguns períodos mais longos sem triunfos no reduto dos azuis e brancos, o Benfica ganhou fora este domingo ao FC Porto pela terceira vez nas últimas dez temporadas. A primeira, em 2018/19, tinha Bruno Lage no comando técnico, com os golos de João Félix e Rafa a inverterem de vez aquele que estava a ser o rumo desse Campeonato até à conquista do título. A segunda, já com o alemão Roger Schmidt no comando em 2021/22, foi decidida também com um único golo de Rafa nos 20 minutos finais que ajudou também a que os encarnados embalassem para a vitória no Campeonato. Agora, quando faltam seis jornadas para o final, o triunfo por 4-1 permitiu ao conjunto de Bruno Lage isolar-se à condição no primeiro lugar à espera do que fará o Sporting também esta ronda, com uma receção ao Sp. Braga em Alvalade esta segunda-feira.

No entanto, esta não foi uma vitória qualquer a começar pelo primeiro minuto… literalmente. Ao marcar com menos de 50 segundos jogados, num lance que teve de ser revisto pelo VAR para ser validado, o Benfica fez o golo mais rápido na condição de visitante frente ao FC Porto numa história que seria apenas o início para a noite de sonho de Vangelis Pavlidis, avançado que se tornou o primeiro a fazer um hat-trick no Dragão e o sexto jogador dos encarnados a marcar três ou mais golos num só encontro diante dos dragões.

Pavlidis e dois recordes que não caíram do céu: avançado marca golo mais rápido no Dragão e é o primeiro a fazer um hat-trick

Também em termos coletivos, o poder de fogo do conjunto da Luz (a meias com a defesa de papel que o FC Porto voltou a apresentar e que poderia trazer outros males) fez-se sentir como nunca. De acordo com os dados do Playmakerstats, o Benfica marcou apenas pela segunda vez na história quatro golos fora aos azuis e brancos, algo que não acontecia desde a longínqua temporada de 1942/43. Mais: com o triunfo por 4-1, que ficou selado nos descontos por Otamendi, o Benfica igualou as maiores goleadas no reduto dos dragões, depois das vitórias por 3-0 que tinha alcançado na década de 70 (em 1973/74 e em 1974/75).

A tudo isso junta-se também a goleada por 4-1 no Estádio da Luz da primeira volta, já com Bruno Lage no comando técnico depois da saída de Roger Schmidt depois da quarta jornada do Campeonato no final de agosto. Assim, é preciso recuar 60 anos para encontrar um período em que a formação encarnada fizesse quatro golos em jogos consecutivos frente ao FC Porto, sinal da superioridade no confronto direto.