Faltam oito dias para a inauguração da Casa Capitão — no Beato Innovation District, em Lisboa — e as obras prosseguem a ritmo elevado, ainda que pareçam longe de estar terminadas. Muitas vezes é mesmo assim que acontece, lembra-nos o diretor da Cultural Trend Lisbon (CTL), Gonçalo Riscado, responsável pelo projeto. Quando trabalhou na Expo’98 também “ninguém acreditava que estaria pronta a tempo”, recorda. “Estamos todos num stress enorme com a obra ainda a decorrer”, admite. “Mas estará pronta para abrir no dia 19.”
É um final de tarde de uma quinta-feira, 11 de setembro, e são vários os trabalhadores da construção que deambulam por aquele que está prestes a tornar-se o novo (e inédito) espaço cultural da cidade. Coloca-se cimento, fazem-se arranjos nos tetos, instalam-se pavimentos. A Casa Capitão está a ganhar vida, mas estará irreconhecível para todos aqueles que a visitaram na sua existência anterior como experiência pop-up, durante a pandemia.
Há oito anos que Gonçalo Riscado idealiza este espaço, que está a ser executado com um projeto de arquitetura de Miguel Marcelino. Estavam circunscritos à área do edifício original e não tiveram autorização para deitar abaixo as paredes exteriores — embora não seja um prédio classificado — mas tudo o resto foi construído de raiz, como uma casa de cultura personalizada e feita à medida que terá diversas valências.
“Foi pensado para ser um espaço de encontro, que promova o pensamento crítico, que una as pessoas que tenham em comum a vontade de participar em programas culturais e artísticos. Oito anos depois, continuamos a acreditar que isto faz sentido existir, que as pessoas precisam deste espaço”, sintetiza Gonçalo Riscado.
▲ “É um upgrade em relação ao Musicbox. Não é só o isolamento acústico, mas o projeto acústico dos interiores, que é muito importante para que tenha boa qualidade de som"
DIOGO VENTURA/OBSERVADOR
Foi em 2017 que a CTL iniciou a busca por espaços para concretizar esta missão de vida em Lisboa, alargando os horizontes do que uma sala pequena como o Musicbox — a joia da coroa da empresa, que deu origem a todos os restantes projetos — poderia oferecer. Foi o anterior executivo da câmara municipal que sugeriu que ficassem com um aluguer de longa duração, num prazo de 40 anos, do edifício que agora se está a tornar a Casa Capitão. A autarquia desejava estabelecer uma parceria com uma entidade que não só tivesse a experiência de programação cultural, mas que também tivesse capacidade de investir na reabilitação e transformação do espaço. “Foi quando nos identificaram como potenciais bons parceiros para fazer isto.” A troco da cedência do espaço, então devoluto, as obras ficaram a cargo da empresa.
O plano era que o projeto de arquitetura estivesse finalizado em 2020, para que a Casa Capitão abrisse portas em 2022. Mas, entretanto, uma pandemia aconteceu, os custos da construção dispararam e a CTL utilizou temporariamente a Casa Capitão, pelo seu espaço ao ar livre, numa altura de restrições sanitárias em que o pequeno e enclausurado Musicbox não poderia ser utilizado. “Com o aumento dos custos, ainda pensámos em fazer um projeto mais pequeno, mas se não tivéssemos esta interligação de espaços não fazia sentido… E tornou-se ainda mais ambicioso financiar o projeto.”
Trata-se de um investimento global na casa dos “4 milhões e meio” de euros, dos quais 45% com recurso a financiamento bancário, 14% de apoio obtido através do programa PT2030 e 41% de “patrocínios e capitais próprios”. As obras profundas arrancaram em janeiro de 2024 e estão agora a poucos dias da sua conclusão.
A inauguração acontece com um fim de semana em cheio de entrada livre, entre 19 e 21 de setembro, com performances musicais de Afonso Cabral, Bbb Hairdryer, Capicua, Conferência Inferno, Hause Plants, Luca Argel, Iguanas, Maria Beraldo, Sreya, Vaiapraia e Cuca Monga DJs.
Haverá ainda contos e cantigas de Gil Dionísio, uma performance que cruza dança e música de Lukano Mpasi, uma sessão de histórias para crianças e famílias conduzida por Cláudia Fonseca, uma oficina de encadernação artesanal organizada pela Nómada Notebooks, uma vídeo-instalação de Catarina Vilaça, uma instalação-puzzle de Carlos Roxo ou uma seleção de curtas-metragens pelo Levante Cineclube, entre outras atividades que já dão a entender a amplitude da programação da nova Casa Capitão.
Um edifício com muitas áreas e para todas as artes: como vai ser a nova Casa Capitão?
A nova Casa Capitão será, acima de tudo, um espaço cultural multidisciplinar de muitas possibilidades. De capacete a cobrir a cabeça, Gonçalo Riscado vai-nos guiando pela obra e apontando os diferentes pormenores. O edifício — que, em tempos, serviu de residência para o diretor da antiga Manutenção Militar e para os seus assistentes — levou um sótão de acrescento. Foi ainda escavado um amplo piso inferior que vai albergar a área técnica, da cozinha aos camarins, passando pelos armazéns. É dali que um elevador monta-cargas vai subir aos diferentes pisos da Casa Capitão para que os técnicos transportem facilmente todos os materiais necessários de áudio, vídeo ou estruturas de palco sem perturbar o uso das restantes áreas.
No rés-do-chão, fica a nova grande sala de espetáculos da casa, com capacidade para cerca de 400 pessoas em pé — o que é um progresso em relação ao Musicbox, cuja capacidade rondava as 250, sendo que a disposição deste novo espaço é mais quadrangular e menos estreita, o que permite uma melhor visibilidade para o palco, que por sua vez também é maior. Aquele espaço, tal como outros na Casa Capitão, levou um importante tratamento acústico.
“Vai ser o que Musicbox foi e muito mais. É um upgrade. Não é só o isolamento acústico, mas o projeto acústico dos interiores, que é muito importante para que tenha boa qualidade de som. Se o espaço não for bom acusticamente, podes ter o melhor [sistema de som] P.A. do mundo que não vai soar bem. São as vantagens de fazermos tudo de raiz, com muitos anos de experiência e com muitos anos para pensar.”
▲ Enquanto subimos escadas e caminhamos por cima de materiais de obra, Gonçalo Riscado vai apontando casas de banho, infraestruturas técnicas, zonas de armazém e acessos de mobilidade reduzida
DIOGO VENTURA/OBSERVADOR
É aquela sala que vai receber as principais atuações, sendo que a partir da meia-noite torna-se uma pista de dança com o nome Baile — é uma divisão entre horário de concerto e de clubbing que é herança do Musicbox, o que permite duas programações distintas na mesma noite só para aquela sala. No mesmo piso térreo, onde fica a entrada do público na Rua do Grilo para a Casa Capitão, tem-se acesso ao terraço, uma zona de estar que também receberá programação e que, no dia a dia, terá uma esplanada instalada ao lado de um bar onde se poderá provar as receitas vindas da cozinha.
Subindo um lance de escadas, chegamos ao primeiro andar onde irá funcionar em permanência um bar mais vocacionado para se estar e menos para dançar — ainda que também vá ter programação noturna com DJs. É ali que fica uma das grandes novas valências da Casa Capitão, o Quiosque. Em parceria com a livraria Ler Devagar, aquele espaço vai acolher regularmente a rubrica Mesa de Cabeceira, em que uma personalidade é convidada a fazer uma seleção de 20 ou 30 livros com base num tema ou num fio condutor — que estarão disponíveis para serem consultados ou comprados a partir das estantes ali instaladas — e que irão dialogar com uma programação que pode incluir um concerto ou a exibição de um filme. A primeira pessoa a fazer essa curadoria é a ativista pela justiça climática Joana Guerra Tadeu.
“Pode ser uma simples leitura, um debate sobre um livro, a exibição de um filme inspirado no livro ou de um filme é que mencionado num livro e que foi muito importante para o desenrolar do enredo, uma performance que alguém possa ter feito com base no livro, ou um concerto, um workshop, uma exposição. Aqui também será o sítio onde vamos promover debates sobre variadíssimos assuntos, para proporcionar diálogo e pensamento crítico, e a ideia é sempre ter livros de referência aqui disponíveis, numa lógica rotativa. Até aqui, só uma vez por ano é que podíamos exercitar esse espaço de debate crítico com o MIL. Aqui vamos poder fazê-lo com claridade, é uma casa que vai permitir isso tudo de dia e de noite. Acho que também será um espaço interessante para o lançamento de um livro que também pode dialogar com um concerto ou a mostra de um filme.”
O primeiro andar dispõe de uma larga varanda com vista para o terraço do rés-do-chão e para o Beato Innovation District. Ao contrário da sala de baixo e do sótão, aquele bar estará sempre aberto ao público, tal como a esplanada no terraço, haja ou não programação. Resta-nos mais um piso neste périplo pelas obras da Casa Capitão. À medida que vamos subindo escadas ou caminhando por cima de materiais de obra, Gonçalo Riscado vai apontando as muitas casas de banho, as infraestruturas técnicas, as zonas de armazém ou os acessos de mobilidade reduzida — o espaço foi pensado para ser particularmente funcional.
Entre o primeiro andar e o sótão, encontramos ainda um pequeno pátio que também poderá acolher performances. Chegados ao último piso, que não existia de todo no edifício original, deparamo-nos com um sótão com capacidade para 120 pessoas em pé — e que também poderá acolher atuações com lugares sentados. As três salas interiores da Casa Capitão, umas sobre as outras, têm todas um isolamento acústico que garante que não haja contaminação entre as diferentes músicas. Além da programação diversa que irá ocupar o sótão, a ideia é que ele também seja um espaço noturno de dança, preferencialmente de acesso livre. “Temos poucos sítios na cidade onde se possa ir dançar sem ter que pagar. E queremos recuperar isso de alguma forma. Não será possível sempre, mas queremos que muitas vezes seja possível.”
Gonçalo Riscado olha para a Casa Capitão como “um bairro” com diferentes propostas e ofertas, tudo dentro da mesma casa. “É como se fosse um mini bairro de coisas fixes a acontecer. À noite, tens o clube em que tens que pagar para entrar, a sala de acesso livre, um bar porreiro que tem música mais para ouvir. Sendo que a casa tem este foco de estar sempre aberta e de poderes ocupá-la sem ir a um espetáculo. Eu chego ao terraço e posso sentar-me a ler o jornal. Subir ao Quiosque, comprar um livro e ficar a ler. Além da programação, é de facto este lado de casa que eu posso habitar e onde me sinto bem e estou livre. O que imaginávamos era algo mesmo assim, que nos permitisse programar em áreas artísticas diferentes, fazer estes cruzamentos disciplinares e conseguir trabalhar o dia e a noite ao mesmo tempo que cruzamos públicos e promovemos a sua participação.”
Apesar de não estarem prontas a tempo da inauguração, a cave onde está instalada a área técnica também vai aproveitar as três galerias subterrâneas que ali já existiam e que alegadamente ligavam a antiga Manutenção Militar ao Convento do Grilo. “Será o nosso espaço para residências artísticas, queremos explorar a componente de artes plásticas e de instalação, com cruzamentos disciplinares, e olhamos para aquelas galerias como um espaço de ocupação. Não será uma galeria de arte tradicional, com um curador que escolhe os artistas, mas mais um espaço de trabalho e criação que depois tem momentos de exposição ao público.”
▲ “Foi um momento de enorme tristeza quando tive de tomar a decisão de largar o Musicbox. Diz-nos muito por tudo o que representou"
A Casa Capitão também olha para a comida que vai servir como uma programação gastronómica, que inclusive tem uma submarca própria, a Mesa. O chef Bernardo Agrela é o responsável por essa componente do projeto e a ideia é que tudo o que ali se sirva seja caseiro. O grande destaque, em permanência, serão as sandes sazonais e “muito criativas” em papos-secos feitos ali mesmo, que tanto estarão disponíveis para pedir no terraço como no bar do primeiro andar. O mesmo acontece com os pratos complementares a que chamam de “conforto”.
Além do mais, durante a semana, ao almoço, terão “marmitas” para os trabalhadores do Beato Innovation District e para outras pessoas que desejem uma refeição simples e “acessível” num dia de trabalho — sendo que haverá sempre uma opção vegetariana. “Tanto pode comer na Casa Capitão como levar para o seu escritório.” Ao sábado, evocam a memória do pop-up da Casa Capitão com a comida de grelha e churrasco que serviam durante a pandemia. Ao domingo, haverá sempre feijoada pela tarde fora, numa parceria com o Coletivo Gira, que ali terá uma residência semanal fixa.
Mais: Bernardo Agrela irá convidar outros chefs a desenvolverem pratos na Casa Capitão, mas a ideia, ao contrário do que muitas vezes acontece, não é criar um menu elaborado — pelo contrário, o objetivo é que o convidado faça um prato caseiro de conforto que habitualmente serve aos amigos em casa. O próprio Bernardo Agrela terá espaço para explorar as suas criações autorais através da rubrica Bernardices — que, mais uma vez, podem dialogar com a programação artística. Tal como acontece para um espetáculo, nestes casos haverá bilhetes à venda online para provar estas criações de chef, sejam as de Agrela ou dos seus convidados.
Durante a noite, quando houver Baile (e festa no sótão) pela madrugada fora, vão manter algumas sandes disponíveis para quando a fome aparecer entre copos e passos de dança. E estão a equacionar, mais para a frente, fazer uma venda de pão ao postigo tanto para quem acaba de sair da pista como para quem começa o dia na cidade e deseja pão fresco e quente acabado de sair do forno.
“O Cais do Sodré é o bairro mais morto da cidade. E o Musicbox é o que permite haver uma Casa Capitão”
Com a Casa Capitão, a estrutura da Cultural Trend Lisbon cresceu — neste momento, já existe uma equipa fixa de cinco programadores, o que deverá ser praticamente inédito em Portugal. A permanência no Beato Innovation District, na rua em frente de onde têm os escritórios, também permite equacionar outras hipóteses. Paredes-meias com o terraço, existe o Unicorn Stage, uma sala que este ano vai acolher concertos no MIL — o festival e convenção organizado pela CTL que existe desde 2017 e que se tem afirmado como um dos principais eventos do ano para a empresa. Este ano ainda mais, quando se realizar entre 8 e 10 de outubro, uma vez que vai quase estrear a nova Casa Capitão.
“Estarmos aqui pode potenciar uma série de outros festivais, de outras iniciativas que queiram colaborar connosco, de podermos usar estes vários espaços”, diz Gonçalo Riscado, aludindo aos outros edifícios da antiga Manutenção Militar que o MIL ocupa e que também já foram utilizados para outros eventos culturais no passado. “Tenho pena de, este ano, perdermos o Cais do Sodré no MIL… Mas o bairro está mesmo muito descaracterizado. Além do Musicbox, onde está o Sabotage, o Lounge, mesmo o Viking que usávamos para concertos?”
O fim anunciado do Musicbox, uma espécie de sacrifício necessário, carrega consigo uma poesia na forma como a sala de espetáculos do Cais do Sodré está a alimentar diretamente o sonho da Casa Capitão. Embora a sala esteja prestes a fechar portas, Gonçalo Riscado distancia-se da nostalgia e diz-se muito mais focado no futuro e naquilo que a Casa Capitão muito em breve se irá materializar.
“Foi um momento de enorme tristeza quando tive de tomar a decisão de largar o Musicbox. Diz-nos muito por tudo o que representou, é a nossa história e representa muito para milhares de pessoas, para milhares de projetos que ali começaram. Sempre achámos que poderíamos manter as duas coisas, mas não foi possível. Por um lado, pela operação de programação — eram espaços que iam concorrer. Ainda pensámos em afunilar um bocado a programação lá e manter o espaço, mas de facto o foco das pessoas estava aqui e portanto iria ser difícil fazer bem o que tínhamos feito ali. O saudosismo do Musicbox é grande, mas a verdade é que muitas pessoas já não iam ao Musicbox. Teve o papel transformador do Cais do Sodré e alguns anos incríveis, mas o Cais do Sodré talvez seja hoje o bairro mais morto da cidade — ao contrário do que parece, porque está cheio de pessoas, mas é onde menos pessoas vivem e onde menos pessoas que habitam a cidade querem estar. Não nos rendemos e continuámos a fazer programação para quem vive na cidade, mas muitas pessoas… [não se mostravam disponíveis para ir até ao Cais do Sodré]. Também quisemos sair dali. E aqui teremos um sítio onde as pessoas vêm pelo conteúdo e não porque há uma amálgama de turismo que não sabe ao que vem. Interessa-nos este bairro, assim como está, e não nos assusta.”
Para Gonçalo Riscado, o Musicbox foi fulcral ao permitir em duas fases que a Casa Capitão possa acontecer. “Primeiro, por ter existido e, depois, por ter acabado. Não sinto que seja o fim de um ciclo, temos as memórias daquele espaço e aqui é uma missão maior, mas vamos poder continuar a fazer tudo o que fazíamos antes, a programar os novos projetos e artistas, e vamos fazê-lo também em áreas que não era possível no Musicbox.”
▲ A Casa Capitão revelou-se como espaço de potencial durante os primeiros períodos de pós-confinamento da pandemia de Covid-19
O responsável pela CTL deixa em aberto a ideia de que o nome Musicbox possa ser usado de alguma forma na programação da Casa Capitão, embora não haja ainda planos concretos que prolonguem o legado do nome da casa do Cais do Sodré.
“Está em aberto e foi uma coisa boa porque os novos proprietários do espaço que era o Musicbox não ficaram com o nome. Isso para nós também era importante para diferenciar, o Musicbox tem uma memória, cumpriu uma função e não seria bom que agora tivessse um uso que não fosse aquele para o qual foi desenhado.”
Embora não saiba como será transformado o espaço que foi o Musicbox desde 2006, Gonçalo Riscado mostra-se satisfeito por terem vendido o imóvel a “um comerciante da rua que já fez muitas coisas no Cais do Sodré”. “Acredito que vá ser um espaço de dança, mas mais focado no turismo. Acho que vai dar continuidade a algumas parcerias que temos, mas mais focado no que aquele sítio se tornou. Do que sei, até agora, vai manter o palco. Mas um espaço como aquele é muito difícil de rentabilizar para quem queira fazer uma programação cultural grassroots e pouca gente pensa no negócio dessa forma. Mas sei que provavelmente me vai pesar no dia em que for entregar as chaves.”
Pouco antes disso, o Musicbox encerra com chave de ouro este domingo, 15 de setembro, com uma tarde e uma noite inteiras de programação com entrada livre. Capitão Fausto, DJ Marfox, Linda Martini, Margarida Campelo, Mário Valente, King Kami, A Boy Named Sue, Simply Rockers, Progressivu, La Flama e a própria equipa do Musicbox serão alguns dos que irão passar música no momento da despedida. A vida do Musicbox chega ao fim, mas já há uma reencarnação auspiciosa em curso nos alicerces da Casa Capitão.