A primeira coisa que Dwayne Johnson anunciou em Toronto, quinze dias depois da vitória de Benny Safdie do lado de cá do Atlântico, em Veneza, é que a colaboração entre The Rock e o cineasta norte-americano vai continuar a dar frutos, um novo filme está prestes a arrancar, chamar-se-á Lizard Music. Por enquanto, o foco está em The Smashing Machine (que recebeu o apêndice Coração de Lutador no título português). Dwayne, o wrestler que criou nas últimas duas décadas uma persona sem igual no showbiz (é um dos seres humanos mais célebres do planeta), dá corpo, chama e coração a este “biopic” de Mark Kerr (n.1968), um dos primeiros wrestlers a tentar a sorte nas arenas dos torneios de artes marciais mistas (MMA), na alvorada do novo século. Kerr esteve no topo, chegou a campeão, depois precipitou-se, com estrondo. The Smashing Machine em nada o culpabiliza, antes ampara a figura, a saudável distância. Como já antes se escreveu nestas páginas, não há aqui ponta de heroísmo, o que Safdie quer de Kerr é tão-só o homem comum, a perseguir os seus sonhos e a debater-se com as suas fraquezas, o homem sem descanso a existir na adrenalina dos dias e que faz as coisas à sua maneira, como o Robert Pattinson de Good Time (2017) e o Adam Sandler de Uncut Gems (2019). Este não é um filme de triunfo.
The Smashing Machine passa-se entre 1997 e 2000, a partir do momento em que Kerr se afasta dos espectáculos de wrestling que entretêm multidões para abraçar os combates da MMA. Foi um pioneiro desta modalidade, hoje uma poderosa indústria em todo o mundo, mas que então só era verdadeiramente notória no Japão. O filme é muito preciso a documentar o princípio deste negócio que hoje tem mundos e fundos e move milhões, com canais de televisão exclusivamente dedicados. Naquele tempo, contudo, os contratos ainda eram decididos com telefonemas e maços de notas na mão. Os combates aconteciam em recintos de segunda linha em que os lutadores, a caminho dos balneários, partilhavam elevadores com o pessoal do catering. Quanto ao contado, era preciso ir a Tóquio para ganhar algum que se visse: no Ocidente, queriam banir a MMA e esta tardava, pela sua barbaridade, a ser reconhecida como espectáculo atractivo.
Chamem o que quiserem a The Smashing Machine — é a alcunha de Kerr, ganha com suor, que dá título ao filme de Benny Safdie —, aborrecido é que não. É máscara que não cola. “Don’t be cruel to a heart that’s true”, canta às tantas Billy Swan na sua fabulosa versão da canção de Elvis. Este filme é de cair de quatro, tem um coração de lutador como o título português e vai muito além dos ringues, pela angústia do guerreiro nas suas viagens constantes entre a Califórnia e Tóquio, pela relação explosiva com a namorada Dawn (Emily Blunt) — está aqui um casal a sério — pela extrema potência e igual vulnerabilidade do corpo de Kerr, dependente de opiáceos de longa data, pese embora o seu talento para a luta, inquestionável.
[o trailer de “The Samshing Machine”:]
Filme romântico, sim, com aquela relação dilacerada entre Mark e Dawn que vai resistindo às adversidades: The Smashing Machine passa muito por aqui, pela verdadeira confiança que existe entre actriz e actor, amigos habituados a contracenar juntos, em Jungle Cruise, por exemplo [Benny Safdie também escolheu Emily depois de ter contracenado com ela há dois anos em Oppenheimer]. Filme de relações tóxicas — em sentido literal e figurado — filme de uma vida a dois que depois se transforma em “triângulo”, porque entre Mark e Dawn há a dependência dele, os opiáceos que o anestesiam e poupam à dor, engolidos, injectados, negociados quando surge a oportunidade, guardados em segredo nos fundos das prateleiras e atrás dos armários.
Para Dwayne Johnson, The Smashing Machine é um filme de metamorfose e, em simultâneo, um embate “as real as it gets” — foi este o lema que Benny lhe lançou e que o gigante abraçou por inteiro. Há quase 20 anos, vi Dwayne a aterrar na Competição de Cannes atrelado a um ovni, pela mão de Richard Kelly em Southland Tales — e quem diria que, tantos anos depois, voltaria ele ao cinema de autor com esta aura, “no mais exigente trabalho da minha carreira”? Para o papel, Dwayne ganhou 13 quilos de músculo específico de fibra de contracção rápida (nada que ver com a dieta de hambúrgueres de Robert De Niro para O Touro Enraivecido, por exemplo), treinou 12 semanas de MMA e, durante a rodagem, passou quatro horas diárias nas cadeiras de maquilhagem que o apetrecharam com 21 próteses (!) para se parecer fisicamente com Kerr (e tanto assim é que, num primeiro olhar, o actor está praticamente irreconhecível). O próprio Kerr — informação relevante — acompanhou todas as etapas do filme ao longo da rodagem e o treino de Dwayne em particular.
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Por outro lado, Benny quis que a fisicalidade do filme fosse capturada, tanto quanto possível, sem filtros nem efeitos especiais (tal como aconteceu nos seus filmes anteriores, que co-assinou com o irmão Josh Safdie), dentro e fora do ringue, algo que pudesse sentir-se tão espontâneo e palpável como a vida. E de outra forma não podia, também disse Dwayne numa roda de entrevistas em Toronto, porque a MMA não é Wrestling mas sim “um monstro completamente diferente. Este é o papel mais ousado da minha carreira. O Benny assumiu um compromisso com o realismo que passava para todos nós diariamente. Não havia duplos no ringue. Tínhamos um, por segurança, que quase não actuou: quem levou pancada fui eu. No ringue, também não havia câmaras: estavam proibidas de subir. As câmaras foram colocadas como se fossem o ponto de vista da audiência, para que não se falseasse o que se vê no ecrã.”
Nas cenas em que Dwayne e Emily Blunt não estão juntos, a contracena é dada ao camarada de armas no ringue e fiel amigo de Kerr, Mark Coleman — incrível papel secundário do real fighter Ryan Bader, e que actor é, caramba! Num certo momento do filme, Dwayne também contracena com o ucraniano Oleksandr Usyk — e também não há filtros aqui, nem próteses, toda a gente reconhece imediatamente o actual e invicto campeão de boxe de pesos-pesados. Por outro lado, quando se refere à “transformação” (as próteses, a maquilhagem, etc.), Dwayne afirma que aquele aparato o ajudou a imergir na personagem, nas suas falhas escondidas, que o puseram à prova emocionalmente. “Estamos a falar de um tipo [Kerr] que é uma bisarma com ar de invencível e que, ao mesmo tempo, está debaixo de uma pressão tremenda para vencer. Benny quis que essa pressão passasse para o público.”
Tudo isto é, de certa forma, novidade para The Rock: este tipo de filmes, os grandes festivais… Ele nunca tinha posto os pés em Veneza até este ano. Em Toronto já, por ligações familiares (o pai era canadiano) ou por trabalho, mas nunca em visita a um baluarte da sétima arte como o TIFF. O latagão dos muitos Velocidade Furiosa e da série Jumanji, ele que dá voz a Maui nos Moana da Disney, está bem habituado aos palcos de Hollywood, mas não àqueles. Também neste sentido metafórico, este “seu” Mark Kerr é um corpo estranho. “Tenho tido muita sorte ao longo destes anos pela carreira que tenho no cinema, venho de uma linhagem de performers no wrestling que nunca chegou aonde eu cheguei”, continuou Johnson. “A maneira como o Benny me desafiou, e certamente como a Emily me desafiou também, foi diferente de tudo o que eu já tinha experimentado. Vivi a minha personagem todos os dias. A casa em que filmámos, por exemplo, foi construída de raiz pela produção e tinha tudo: luzes, água corrente, etc. Nunca nos sentimos em estúdio. As câmaras estavam escondidas, não sabíamos como estávamos a ser filmados nas cenas duras em que o casal se disputa. O que todos passámos, vivemo-lo como se fosse real. Como se a vida, tal como a Emily disse, estivesse a deixar em nós as suas impressões digitais.”
Em The Smashing Machine, Dwayne Johnson também não fala como o conhecemos. Mudou o trabalho, mudou a dieta e mudou igualmente a voz, para se aproximar de Mark Kerr, que é “soft and tender” — aqui, já o gravador tinha passado para Benny Safdie na entrevista que se segue.
▲ Dwayne Johnson e Emily Blunt em "The Smashing Machine": entre Mark e Dawn, há a dependência dele
Depois de Veneza, vi o documentário de 2002 de John Hyams sobre Mark Kerr, que também se chama The Smashing Machine. Não o conhecia nem sabia que existia. O efeito de documentário não é novo nos seus filmes mas o filme de Hyams pareceu-me particularmente influente no seu, como se fossem espelho um do outro, ou não?
É verdade, esse documentário contou muito e foi uma etapa importante do processo de recriação em que apostámos, e que é assumido. Acredito que, quando tentamos recriar a realidade, aparece sempre qualquer coisa de novo. No fundo, quis fazer um filme que fosse tão real como a “real thing”, ou mais ainda, se é que me faço entender. Quis ombrear com essa realidade e embalar o público para um espaço de emoções vividas que são construídas, pelos artifícios do cinema, mas que nem por isso deixam de ser verdadeiras. Há momentos desse documentário em que eu me disse: “vou tentar recriar isto que vi, tal e qual, mas com o meu designer de produção e numa take perfeita, filmada de um ângulo diferente”. No fundo, como se o momento real nunca tivesse existido e o pudéssemos ver no meu filme, pela primeira vez.
Foi esse desejo de experiência vivida que o levou a convidar Oleksandr Usyk, da mesma forma que Kevin Garnett [ex-basquetebolista da NBA] entrava em Uncut Gems? Quer dizer: não são cameos, eles interpretam personagens. Só que, ao mesmo tempo, também não saem por inteiro das pessoas que são.
Era impossível fazer este filme sem pessoas daquele mundo. O Ryan Bader, que nunca tinha interpretado, vem da MMA. O Usyk foi convidado porque eu queria saber o que é que vai na cabeça de um tipo que nunca perdeu um combate profissional na vida (como aconteceu ao Mark, até certa altura). O que é que se pensa quando se está no topo? Eu queria explorar este tipo de energias, criar estas alquimias no filme, sem pensar que o Usyk é uma lenda viva. Ele divertiu-se imenso connosco e trouxe-nos toda a sua autenticidade, que é inexplicável. E está certo o que diz: quando o Mark e a Dawn tiram aquela foto com ele no filme, estão a dar continuidade à cena do combate. Em simultâneo, não deixam de ser o Dwayne Johnson e a Emily Blunt numa selfie com Oleksandr Usyk, campeão do mundo.
Gosta de desportos de combate?
Gosto muito de desporto em geral e sigo o boxe em particular, tal como o basquetebol. Vi pela primeira vez um combate da UFC em 2002, com o meu padrasto. As artes marciais mistas ainda eram uma coisa em fase experimental que eu não compreendia, com estilos diferentes de luta em confronto, sem classes de peso, ao contrário do boxe, que é um dos desportos mais rigorosos e disciplinados do mundo.
Sei que a ideia deste filme vem de tempos anteriores à pandemia em que ainda estava a co-realizar com o Josh [os irmãos decidiram depois seguir caminhos artísticos separados]. Já então tinha imaginado o filme que The Smashing Machine iria ser?
Quando o Dwayne nos trouxe a ideia do filme, ela tornou-se logo muito especial para mim. Depois da paragem da pandemia, meti-me em [na série] The Curse, mas a ideia não me saía da cabeça e acabei por escrever-lhe uma carta. Este filme vem do Dwayne. Sou o sortudo realizador em que ele confiou. Ora, eu sempre quis fazer um filme de combate porque alguns deles são os meus favoritos da vida: Requiem for a Heavyweight / Um Homem e o Seu Destino, Fat City / Cidade Viscosa, Raging Bull / O Touro Enraivecido. Também tenho apreço por certas coisas como Only The Strong (A Arte de Vencer), não sei se alguma vez viu isso, ou Bloodsport (Força Destruidora), com o Van Damme. Qualquer coisa, enfim… Eu queria tentar. Queria mesmo. Estes filmes estão no meu corpo, no meu cérebro, fazem parte de mim. Gosto deles sem limitações.
Recorda-se do momento em que os filmes de combate começaram a contar para si?
Acho que não consigo. Talvez com algum Rocky. O boxe é muito cinematográfico. Numa versão de Uncut Gems que ficou na prateleira, era suposto que eu interpretasse um pugilista, depois apagámos isso, mas foi nessa altura que comecei a ir ao ginásio a sério, aprendi a lutar, e por lá tenho continuado. Habituei-me a apanhar, a ser socado ao ponto de ficar com a cara toda negra, a cair por knock out e a ouvi-los no ginásio: “Agora levanta-te, tu consegues!”. Entrar num ringue e levar a sério é uma coisa muito estranha, mas também é viciante. Descobri que, a lutar, conseguia fruir a vida ao máximo, a cada segundo. Estou a falar disto porque este foi o feeling que acabei por levar para a rodagem.
Outra coisa que aprendi no boxe é que há mesmo uma bela camaradagem entre toda a gente. Hoje sei que, no início da MMA, apesar da sua brutalidade, essa conexão humana foi mais forte ainda. Tal como se vê no filme, aliás. Todos desejam o êxito de todos. Os falhanços são partilhados e as vitórias celebradas. O ginásio torna-se a segunda família. Estamos todos ligados emocionalmente. Seguimos a herança dos grandes filmes de combate, que nunca dispensaram isso, quisemos entrar nessa história. Quis fazer um “biopic” em que a trama nem sequer me interessa, para dizer a verdade. O que me interessa é a vontade de viver contada pelos olhos de outra pessoa. Estar na cabeça do biografado, sentir o que ele sente, como se estivéssemos na sua pele. Procurei uma forma radical de empatia.
O Dwayne disse que o vosso lema na rodagem era ser tão real quanto possível. Mas isto é sempre uma ilusão no final de contas, não é? Por exemplo, o filme abre com footage verdadeiro dos combates de Kerr…
…é uma versão que está no YouTube.
▲ Benny Safdie na rodagem de "The Smashing Machine": "Procurei uma forma radical de empatia"
Eric Zachanowich
…mas as vossas cenas de combate propriamente ditas não são tão animalescas, sangrentas ou gore.
Porque, com o filme, muda o ponto de vista. Estamos na cabeça de alguém e tenho outras armas ao meu dispor: câmaras, música, montagem, fotos e documentários antigos que estamos a tentar replicar, etc. Os combates de MMA são como canções punk que tivemos que equilibrar no filme com as partes em que a personagem não está a lutar. Greg Rementer, que sabe tudo sobre filmes de artes marciais e trabalhou connosco como coordenador de duplos, ajudou-nos imenso a condensar no filme os momentos principais dos combates, nem mais nem menos. E antes que faça a pergunta: é claro que eu sei que muitos espectadores não gostam de ver combates. Tomei a decisão de não levar a câmara para dentro do ringue e de ficar sempre fora das cordas, ao pé dos fotógrafos, evitando uma espectacularização dos momentos de luta.
O Mark Kerr aceitou de bom grado que este filme fosse feito?
Fui muito frontal na minha abordagem. Quando lhe liguei, disse-lhe que lhe queria contar tudo sobre a minha vida, do início ao fim, incluindo coisas que nunca disse a ninguém, por uma questão de justiça, de equilíbrio entre nós, já que estava a preparar-me para fazer um filme sobre a vida dele. Foi o que aconteceu. Acho que tomei a decisão certa. Mark é um indivíduo complexo, uma pessoa que, à partida, exigia esse grau de proximidade e que não tem nada que ver com a sua imagem dos posters de combate. Quando o Dwayne me abordou para fazermos este filme, percebi imediatamente que ele próprio também é assim. Creio que há uma semelhança entre eles.
O Dwayne viu-se a si próprio no Kerr?
Há um pouco disso, creio que há uma semelhança entre eles mas prefiro que seja o Dwayne a responder.
Quando é que a Emily entrou no projecto?
Foi no Oppenheimer, [filme no qual Safdie, enquanto ator, interpreta o físico americano Edward Teller] tive apenas uma cena com ela, mal a conhecia, mas houve uma altura em que coincidimos no camião da maquilhagem e perguntei-lhe: “És uma boa amiga do Dwayne, certo?” Já sabia a resposta… Começámos a falar do filme. Eu nesta altura não sabia ainda se o Dwayne queria fazer The Smashing Machine comigo ou com outra pessoa.
Mudando de assunto: estava a espera de estrear em Veneza? Ou melhor, esperava que um filme como este, afastado de uma lógica e de uma política de gosto de festivais, pudesse chegar ao Lido e, além disso, vencer um dos seus principais prémios?
Só há poucos dias é que me dei conta de tudo o que aconteceu. Quer dizer, este filme é exatamente aquilo que quis que ele fosse, do primeiro ao último segundo. Ninguém interferiu. Sou responsável por tudo. Mas não estava à espera de nada a nível de reações. Não faço os filmes baseado em expectativas, nem sequer penso nelas e, num mundo ideal, nenhum filme deveria ser feito por isso. O que conta para mim é o trabalho, os gestos. Há uns tempos alguém notou que, em Good Time [filme realizado por Benny e Josh e também interpretado por Benny], há uma cena em que não consigo tirar o casaco. Fiquei mesmo feliz com a observação. Foi mesmo lixado tirar aquele casaco, naquelas condições e naquele instante. Mas quando o filme se estreou, ninguém me falou disso. É com estas pequenas coisas que os filmes se ganham.
The Smashing Machine não sublinha a glória e a conquista. Era uma tentação a evitar?
Eu queria que o triunfo fosse só uma perspectiva de vida, nada mais. O filme fala de outra coisa. É a história de alguém que quer entender quem é. É a história de alguém que quer perceber porque é que faz o que faz. Não se trata de ganhar. É um filme sobre auto-descoberta. Há uma obsessão que me sidera e que já vem dos meus filmes anteriores: acabo sempre por calçar os sapatos de alguém que tenta muito — mesmo muito — fazer alguma coisa ou chegar a algum lado. Isto quer dizer que não sabemos o que lhe vai acontecer. Não sabemos se o herói vai ganhar ou perder. Não interessa. O que interessa é que ele está obcecado por alguma coisa. E que dá o seu melhor.
Os seus filmes anteriores foram co-realizados com Josh, agora estão separados a nível profissional, cada um seguiu o seu caminho. Voltarão a filmar juntos?
Não sei. Acho que não. Costuma ser regra: quando se rompe uma parceria, é difícil voltar, não é? A decisão foi ponderada, quisemos seguir cada um o seu caminho. Acho que quisemos perceber até que ponto cada um de nós podia ir. Foi porreiro dar-me conta de que, durante a montagem do meu filme, em Nova Iorque, ele estava a rodar o filme dele, também em Nova Iorque [Marty Supreme, com Timothée Chalamet e Gwyneth Paltrow, estreia prevista para o próximo dia de Natal]. Fizemos coisas incríveis juntos. Aprendemos ambos imenso com o trabalho comum.
O autor escreve de acordo com a antiga ortografia