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Não é falso o episódio que muitas vezes se conta para ilustrar que Joe Berardo percebia pouco de arte. Alegórico ou não, ele próprio o deixou registado em 2007 no catálogo do Museu Coleção Berardo que então se publicou com chancela da editora britânica Thames & Hudson. “Quando me casei, em 1969, fui comprar mobília para a casa e comprei o meu primeiro quadro. Na loja de móveis, vi uma tela pendurada na parede, que me agradou muito, e comprei-a. Quando cheguei a casa, apreciei-a melhor e vi que era uma reprodução”, começou por contar. “Então, muito frustrado, disse à minha mulher: ‘Acho que fomos enganados, julgava que isto era um original e afinal é uma cópia’. Ela disse-me: ‘Se quiseres o original, tens de ir ao museu do Louvre.’ Era uma cópia da Mona Lisa.”

Hoje debaixo de fogo por causa de dívidas à banca, a viver a desonra depois da alta-roda, dono de um nome tóxico que faz antigos amigos e conhecidos recusarem sequer falar com jornalistas, para não serem associados ao caso, o empresário madeirense e por enquanto comendador é, pelo menos, dono de uma boa coleção de arte. Coleção que faz vibrar os olhos dos credores, na esperança de com ela verem parte das dívidas saldadas – se isso for juridicamente viável.

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