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Deitada ao lado da cadela, num cobertor perto da sua cama. Era ali que Amélia passava algum tempo do seu dia a dar atenção ao animal de companhia, já velho e em estado terminal. Foi ali também que, naquele domingo, a dona adormeceu e acabou por ficar estendida. Amélia Fialho, professora de 59 anos, teria sido drogada — o primeiro passo de muitos do plano da filha adotiva, de 23 anos, e do genro, de 27, “para lhe tirar a vida”, como prefere escrever a Polícia Judiciária (PJ) no comunicado desta sexta-feira que dava conta da detenção daqueles dois familiares.

Os comprimidos, uns medicamentos que tinham lá por casa, terão sido esmagados pela filha e colocados na garrafa de Amélia. Só ela bebia de lá. Diana Fialho sabia-o e foi controlando a mãe para perceber se esta estava a beber o líquido e, com ele, os comprimidos, revelou fonte da PJ ao Observador. Com a mãe desmaiada (ou já morta), o casal terá usado um martelo para a agredir violentamente no crânio e garantir que não acordava. Assim, o transporte do corpo ficaria facilitado.

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