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Jimmy Carr: "O humor não tem limites, mas se ninguém se rir de uma piada é porque é ofensiva" /premium

Conhecido pelo humor cáustico e sem limites, o britânico Jimmy Carr é uma das estrelas mundiais da comédia e em Março dá 6 espetáculos em Portugal. O Observador falou com ele para o conhecer melhor.

O telefone está a chamar: depois de uma primeira ligação que foi direta para o gravador de chamadas, agora havia sinais de vida mais esclarecedores.

“Hello? Oh, hi! How are you?”

É isto que se ouve do lado de lá. De voz aguda e com um sotaque inglês profundamente vincado, bastante posh, até, Jimmy Carr fala com o Observador. O comediante britânico quase nem parece respirar, tal a rapidez com que a suas palavras saem da boca. De rajada, explica que está naquele preciso momento a sair de um avião, em Frankfurt, onde irá atuar dali a umas horas.

“Peço imensa, imensa desculpa, mas acha que me poderia ligar daqui a 20 minutos, por favor? É só para ter tempo de passar o controlo de passaporte e chegar ao hotel. Ele fica mesmo o pé do aeroporto, não demoro quase nada a lá chegar!”

Quase deu vontade de soltar uma gargalhada. Não, não disse nada de engraçado ou de especial (foi tudo perfeitamente normal, até), mas é divertido perceber em primeira mão que um dos comediantes mais viscerais e sem barreiras do panorama internacional da comédia é na verdade um tipo profundamente educado, cheio de delicodoces e pruridos. Ah, e despede-se dizendo “toodle-oo”, também.

Vinte minutos depois, fazendo justiça à famosa pontualidade britânica, o humorista atende e começa a entrevista que pode ler nas linhas que se seguem. Antes de lá chegar, porém, vale a pena conhecer um pouco melhor este homem que nasceu na Irlanda mas que se mudou para uma pequena cidade nos arredores de Londres quando ainda era criança.

Descrito como “o homem mais trabalhador do stand-up comedy” — tanto no início da carreira como ainda hoje multiplica-se num sem número de espetáculos (irá atuar seis vezes em Portugal entre os dias 15 e 18 de março, tendo espetáculos em Lisboa, Porto e Braga) e programas de televisão (como o “The Fix”, “8 Out of 10 Cats”, “Your Face Or Mine?”, “The Big Fat Quiz of The Year” e o “Roast Battle UK”) –, Carr nem sempre ganhou a vida a fazer os outros rir. Aluno exemplar, graduado em Cambridge, Jimmy teve uma curta carreira no mundo do marketing antes de perceber que o seu chamamento era outro. Desde então, desenvolveu um estilo próprio de humor negro que ao vivo apresenta na forma de piadas curtas e pequenas histórias. É um dos nomes maiores no mundo do humor e promete fazer Portugal rir. Esperemos que o próprio também possa soltar uma gargalhada ou outra, seria uma pena tê-lo por cá e não ouvir o seu riso tão particular.

[Um best of das piadas de Jimmy Carr:]

Esta será a sua primeira vez em Portugal?
Não será a primeira vez que visito o país, mas será a minha estreia com um espetáculo. Estou bastante ansioso, até. Gosto muito de atuar em países novos, esta tour já me levou a 40 sítios pelo mundo todo e é agradável ver o feedback das pessoas. É engraçado que quanto mais atuo para pessoas diferentes mais percebo que o humor é uma coisa universal, funciona em todas as partes do mundo. As pessoas riem-se das mesmas coisas… É um grande alívio perceber que apesar de toda a discórdia que vemos no mundo, quando subimos ao palco ou fazemos parte do público num espetáculo de stand-up percebemos que na verdade somos todos muito parecidos e conseguimos dar-nos bem.

Mas existem sempre referências culturais e sociológicas que diferem de povo para povo, não?
Não me parece que haja grandes, grandes diferenças… Obviamente que há referências que mudam, uma pessoa da Alemanha pode não conhecer um pormenor específico ou uma celebridade que todos os ingleses sabem de cor. Mesmo assim, quando falamos de piadas ditas na língua inglesa, é impossível não reparar que nos últimos tempos houve um aumento explosivo no que toca à compreensão de referências em inglês. A Netflix, o Youtube e a televisão no geral tornaram-se num fenómeno global, toda a gente vê quase tudo. O mundo inteiro vê “A Guerra dos Tronos”, por exemplo… O entretenimento fez do inglês uma língua do mundo e isso faz com que toda a gente perceba as minhas piadas em tempo real, é altamente. Tenho muitos espetadores no leste da Europa e é interessante ver que para eles os meus espetáculos são quase uma aula de compreensão de inglês.

E costuma incluir na sua atuação pormenores do sítio onde está?
Sempre! Tenho sempre coisas para dizer! Terei a dizer sobre Portugal quando aí estiver. É interessante pensar que enquanto comediante, quando chego a um país que me é estranho, imediatamente (em cinco minutos ou menos) começo a pensar que gostava de meter conversa com o taxista que me leva ao hotel, desenvolver uma conversa mais a sério com algum local para perceber o que se tem estado a falar nos últimos tempos… É mais útil fazer isto do que limitares-te a visitar os sítios mais turísticos. É divertido estar nessa cadeia de pensamento em que te obrigas a descobrir aquilo que realmente está acontecer.

"Para mim, o público é sempre genial, são eles que decidem tudo, especialmente aquilo que é ou não aceitável, é ou não engraçado. É o público que te diz se algo é ou não aceitável porque pode rir-se - ou não - da piada que fizeste."
Jimmy Carr

Um dos espetáculos que terá em Portugal é uma espécie de entrevista/conversa com Ricardo Araújo Pereira, um humorista português. Como é que surgiu essa oportunidade?
Foi-me sugerido e eu gosto muito deste género de coisas. Se eu for ao Montreal Comedy Festival, por exemplo, conheço muitos humoristas de todo o mundo. Isso é ótimo, sabe bem conhecer pessoas que fazem o mesmo que eu. Gostaria que essa conversa que vou ter se tornasse numa espécie de espetáculo de improviso — e que fosse o mais divertido possível. Não será nada de muito sério. As pessoas gostam de comer salsichas, não se preocupam sobre como é que elas são feitas. Quando conheces outro humorista, acabas sempre por ter conversas  interessantes sobre o que se está a passar no país dessa pessoa e é sempre muito divertido.

A pergunta “Haverá limites para a comédia” já se tornou quase num cliché, porque acha que isso acontece? Estaremos sempre à procura de alguém que nos diga se é “ok” ou não rirmo-nos de determinados temas?
Para mim, o público é sempre genial, são eles que decidem tudo, especialmente aquilo que é ou não aceitável, o que é ou não engraçado. É o público que te diz se algo é ou não aceitável porque pode rir-se — ou não — da piada que fizeste. Há uma teoria no mundo da comédia que diz que a partir do momento em que te ris de alguma coisa, ela não pode ser ofensiva porque retiraste-lhe o seu poder negativo. A isto chama-se violação benigna. Algumas coisas podem não ser consideradas violações porque são muito ligeiras, é fácil brincar com elas. Mas outras, as tais violações benignas, remetem a assuntos terríveis mas que ao serem transformadas numa piada passam a ser “ok”. Se pensares na vida diária, se alguém tem uma doença terrível ou está a morrer e consegue rir disso, elas tiram o poder a esse aspeto negativo. Não acho que haja nenhum tema fora dos limites, é tudo aceitável. Mas claro, tem sempre a ver com o contexto. O contexto de um espetáculo de humor é montado por uma série de pessoas que se sentam num teatro com o objetivo de se rirem, de partilharem um espaço e divertirem-se, não é discurso de ódio. Muitas vezes, há uma grande diferença entre aquilo que dizes às dez da noite num palco e o que lês na manchete de um jornal de manhã. Há coisas que quando são escritas transmitem uma energia muito soturna e dura, não dá para fazer alguém rir. Regra geral, o humor não tem limites, mas se ninguém se rir de uma piada é porque é ofensiva.

[Algumas das piadas mais negras de Carr:]

Há um reportagem da Vice que trata o problema que muitos comediantes nos EUA estão a enfrentar: cada vez recusam mais espetáculos em universidades porque há sempre alguém a tentar controlar aquilo que podem dizer ou a ficar ofendido por tudo e por nada. Acha que as pessoas de hoje levam demasiado a sério o conteúdo de muitos espetáculos de comédia?
É difícil falar de “pessoas” como um todo universal. O público dos meus espetáculos sabe ao que vem… Acho que nunca tive ninguém que ficasse ofendido com qualquer coisa numa atuação minha. Isto ao longo dos últimos 15 anos. As pessoas já sabem aquilo que faço, conhecem o tipo de piadas que costumo dizer e gostam disso, é assim o seu sentido de humor, é o que realmente as faz rir. As pessoas que se sentem facilmente ofendidas têm muitos outros brilhantes humoristas para ver. O Jerry Seinfeld, por exemplo, o Jim Gaffigan também… ambos são espetacularmente divertidos!

Já se viu envolvido em algum tipo de problema por causa de uma piada mais arrojada?
Não, não acho que tenha acontecido. Já chateei pessoas e elas chamaram-me à atenção por causa disso, mas eu não ligo muito a isso. A liberdade de expressão funciona para os dois lados, sabes? Eu tenho a liberdade de dizer tudo aquilo que me apetece e isso é fantástico, levo esse direito muito a sério, sinto-me privilegiado por ser assim. A minha liberdade de expressão pode magoar os sentimentos de alguém e essas pessoa também têm a liberdade de se sentir assim e de me dizerem isso. O que elas não têm é o direito de me criticar ou deitar a baixo, de dizer “ele nunca mais devia ser autorizado a falar”. Não podes fazer isso. É curioso também que na maioria desses casos as pessoas só se ofendem com coisas específicas que os afetam a eles ou às suas famílias, não se ofendem com as outras coisas que são igualmente más mas que não lhes dizem respeito diretamente.

O Jimmy trabalhou na área do marketing antes de se lançar no mundo da comédia. Acha que isso lhe deu ferramentas para progredir a carreira?
Parece que foi há muito, muito tempo, mas sim, em tempos tive um “emprego a sério”. A melhor coisa que esse antigo emprego meu deu foi a noção do quão difícil é trabalhar para te sustentares a ti e aos teus. O difícil que é acordar de manhã cedo, todos os dias, para trabalhar das nove às cinco. Quando dou um espetáculo tenho sempre a noção de que as pessoas pagaram muito para estar ali, tiveram de trabalhar no duro várias horas para conseguirem ter dinheiro para comprar aqueles bilhetes, beber uns copos, pagar a gasolina, o estacionamento e a babysitter. Não podes vacilar, quando tens noção disto. Tens de levar as coisa a sério.

"Se eu estou num palco a atuar e digo três piadas por minuto, isso é uma constante procura de aprovação. O riso é a aprovação que eu procuro e estou a tentar conquistá-lo três vezes por minuto. Isso é um nível de carência absolutamente ridículo, ridículo! Quase todos os comediantes padecem disso, é quase uma coisa que nos une."
Jimmy Carr

E fez com que valorizasse aquilo que tem hoje de forma diferente?
Sem dúvida. Eu não trabalho muito, no geral, mas trabalho imenso para um comediante. Tenho noção disto porque já tive um emprego normal, sei o quanto custa. Mais de 90% do meu trabalho consiste em estar a horas num sítio específico. Só preciso de aparecer, estar bem humorado e tentar ser o mais divertido possível.

Alguma vez contou uma piada e ninguém se riu?
Acho que sim… Mas por exemplo, o espetáculo que vou fazer aí em Portugal faz parte de uma tour que já vai longa. Tive tempo para perceber o que funciona e não funciona. O assunto muda de tom quando falamos de espetáculos novos, quando ainda estás a testar piadas que podem não pegar bem… Isso pode ser duro para o ego, achar que tens uma piada brilhante mas ninguém se ri. Mas lá está, o público e que decide!

Disse numa entrevista de 2011 ao The Guardian que os comediantes procuram constantemente a aprovação dos outros. Continuar a sentir isso?Se eu estou num palco a atuar e digo três piadas por minuto, isso é uma constante procura de aprovação. O riso é a aprovação que eu procuro e estou a tentar conquistá-lo três vezes por minuto. Isso é um nível de carência absolutamente ridículo, ridículo! Quase todos os comediantes padecem disso, é quase uma coisa que nos une. Mas aquela coisa dos comediantes serem uns deprimidos é tanga. Aquilo que muitos de nós, comediantes, têm em comum é um familiar doente, seja física ou psicologicamente. Quando temos uma situação dessas é provável que procuremos no riso uma forma de atenuar essa situação complicada. Essa necessidade de tornar algo mais divertido dá-nos força.

[Trailer para o programa “The Fix”, que passa na Netflix e tem Carr como anfitrião:]

O Jimmy é dos poucos comediantes, a nível internacional, que ainda recorre a one-liners [piadas curtas e imediatas], algo que começou a desaparecer da maior parte dos espetáculos de stand-up comedy. Que justificação encontra para se ter deixado de usar esta formulação?
Acho que é por ser mais difícil… Não sei bem. Se tens uma história longa para contar tens de ter uma vida e fazer coisas. No meu caso prefiro sempre piadas curtas, bastante binárias: Ou gostas ou não gostas. É como construir uma atuação com peças Lego — tens montes de pequenas coisas que, depois de aglomeradas, resultam num nível de entretenimento considerável. Isto em contraponto com alguém que tem apenas três histórias longas que vão contando muito bem. A galinha da vizinha será sempre melhor que a minha e por isso posso dizer que muitas vezes tenho ciúmes de comediantes muito bons no storytelling. Da mesma forma que aposto que muitas vezes esses mesmos humoristas gostariam de fazer mais one-liners… Este meu estilo é um tanto antiquado mas eu adoro. Ao mesmo tempo, acho que não tens grande escolha se és um tipo ou outro. Não te sentas no primeiro dia da escola de comédia e decides ‘o meu estilo vai ser este’. É o estilo que te escolhe.

No seu programa da Netflix, o “The Fix”, o Jimmy e os seus convidados humoristas tentam resolver grandes questões da humanidade utilizando a comédia. Olhando para esta premissa com mais seriedade, acha que o humor pode mesmo resolver alguns problemas do mundo?
Numa escala muito, muito reduzida, talvez. A comédia é uma boa voz para as sociedades, é como um espelho que põem à nossa frente. Mas sem dúvida que tentamos sempre dizer o inaceitável, temos teorias um pouco estapafúrdias… Há quem já tenha conseguido mudar formas de pensar, como o George Carlin ou o Billy Connolly. Se olharmos para as coisas que eles defendiam podemos perceber que foram capazes de mudar a opinião de algumas pessoas. Eles são pessoas positivas e conseguiram transmitir isso…

Ou o pessoal do Saturday Night Live, com as suas rábulas sobre Donald Trump, não?
É interessante olhar para o fenómeno “câmara de eco” e perceber que ele pode ser violento quando se fala de comédia. Muitos comediantes de esquerda, que têm opiniões sérias e idênticas às minhas, acabam por apenas pregar para os peixes. Estão a falar para pessoas que já concordam com elas. Para todos os efeitos, o riso é algo extremamente poderoso. Não é por acaso que encerraram todos os cabarets de Berlim [na altura do nazismo]… Se olhares para a Netflix neste momento vais ver comediantes de todo o mundo a contar piadas. Olhar para eles e ouvir o que eles dizem é uma ótima forma de abrires a cabeça e perceberes que as pessoas têm sempre alguma coisa em comum. É algo unificador e muito bonito. Gosto muito de uma citação do Victor Borge [comediante norte-americano de ascendência dinamarquesa] que diz: “O riso é a distância mais curta entre duas pessoas”. Concordo totalmente com isto. Se a comédia tem algo a oferecer é a união que cria entre 1000 pessoas que estão sentadas num teatro e a rir em conjunto. Isso é fazer parte de uma sociedade, de um grupo, de uma tribo, e isto, no mundo de hoje em que milhões de pessoas sentem-se alienadas e sozinhas, é algo muito importante.

Jimmy Carr e a mulher, Karoline Copping, no casamento da Princesa Eugenie de York.

Yui Mok

Há pouco disse que já tinha estado em Portugal mas não em trabalho. O que se lembra dessa viagem?
Sinto que essa viagem foi há uma eternidade… Talvez há 25 anos, numas agradáveis férias de verão. Eu gosto de fazer aquelas coisas clássicas de turista, dar uma vista de olhos, conhecer a gastronomia local, talvez beber uns copos e descobrir a vida noturna de determinado sítio… Acho que nos vamos divertir muito em Portugal. Tenho amigos que vivem no norte, têm um olival algures lá para cima. Talvez consiga ir lá visitá-los, parece-me fixe.

Vamos falar de hecklers [membros do público que interrompem uma atuação para soltar um comentário mais acutilante]. Esses “desordeiros” passaram a ter um papel central nas suas atuações, o próprio Jimmy já os tenta incitar. Como é que funciona essa relação “comediante-público” tão particular?
Não tenho o monopólio da piada durante um espetáculo. Não sou o único engraçadinho numa sala cheia de pessoas. Um bom sentido de humor é aquilo que leva alguém a uma atuação minha, por isso gosto que se juntem à festa, que brinquem também. Ao mesmo tempo, uma sala onde todos se sentam para me ver dizer piadas torna-se num sítio seguro, um espaço onde podes gritar em plenos pulmões “Vai-te foder” ou “Comi a tua mãe” sem haver nenhum problema. Não interessa, faz tudo parte da diversão e estamos todos a tentar fazer com que essa noite seja o mais divertida possível. É ótimo.

Mas sempre viu essas pessoas assim? No início, quando lhe apareceram as primeiras, não ficou nervoso?
Não não. Sempre foi  tranquilo. Acabas por alinhar. Eu sempre fui um chico-esperto por isso lido bem com outros chicos-espertos.

[As interrupções do público já são um dado adquirido que Carr até incentiva:]

Neste momento estão a surgir em Portugal vários jovens humoristas, que apostam muito em vídeos de Youtube e conteúdos nas redes sociais. Que conselho lhes daria?
É importante perceberem que nada substitui ou equivale a tempo em palco. É quase a mesma coisa que acontece com os pilotos comerciais: Não queres saber quanto tempo passaram num simulador mas sim quantas horas de voo já têm. Tirando isso, acho que devem apostar muito em escrever piadas. É essencial que sejam fãs de comédia, também. Se um desses comediantes não souber ou conhecer este ou aquele especial deste ou daquele humorista, é certo que não vão conseguir ir a lado nenhum. Tens de estar a par do que está a acontecer, tens de ver tudo, ser apaixonado. É como falar com um músico: Sempre achei que a melhor pergunta que podes fazer a um músico é “o que andas a ouvir?” É ótimo, têm sugestões super fixes. Acontece o mesmo com os bons humoristas: eles sabem sempre o que se está a passar, quem é que está a arrasar nesse momento.

Esta pergunta é sempre injusta, mas não há como não a fazer: tem alguma piada favorita?
Nem por isso. Neste momento estou a escrever um novo espetáculo e a minha piada favorita é aquela que acabo de escrever, aquela que ainda não testei e mantenho no meu bolso de trás. Essa sensação é sempre muito divertida.

Ainda fica nervoso quando está prestes a apresentar piadas novas em público?
Nervoso talvez seja demasiado, mas fico muito entusiasmado, claro.

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