Numa das salas de reuniões do grupo editorial Penguin Random House, no centro de Lisboa, Ricardo Adolfo arruma a secretária onde nos sentamos para conversar. Há-de admitir que talvez o gesto seja fruto de mais de uma década a trabalhar em publicidade no Japão, um país onde predomina o respeito pelo espaço comum – e também um sem fim de regras ambíguas, ou cinzentos, como lhes chama, explicando que a dicotomia preto ou branco é demasiado óbvia e ocidental. É esse o cenário do seu último livro, A Chefe dos Maus (Companhia das Letras), uma sátira ao mundo corporativo, a partir de uma empresa de criminosos abalada por um terramoto, uma diretriz da casa mãe para aumentar a diversidade nos quadros da direção.
Adolfo sai de Portugal e dos subúrbios, mas não da classe trabalhadora, em que fez nascer mulheres coloquiais e inesquecíveis como Mizé. Antes Galdéria que Normal e Remediada (2006) e Maria dos Canos Cerrados (2013). Entretanto, andou pela escrita para teatro, cinema e televisão, incluindo o filme São Jorge e a série Sara, ambos realizados por Marco Martins. Depois muitas dúvidas, A Chefe dos Maus exigiu um salto de fé, acreditar que não seria visto pelos japoneses como um compêndio de clichês. Traz-nos mais uma protagonista, uma assistente que vai descobrir-se e revelar-se, entre casas de alterne e uma pistola metralhadora de 9mm.
▲ A capa de "A Chefe dos Maus", de Ricardo Adolfo (Companhia das Letras)
Este livro surge 12 anos depois do último e pela primeira vez aborda uma realidade que não a portuguesa: uma empresa dedicada ao crime em Tóquio. Como é que se dá este salto?
Cheguei a Tóquio em 2012. Olhando para trás, tenho a sensação de que estive estes anos todos a fazer pesquisa sobre o Japão. Aquela pesquisa diária e inconsciente, de apanhar o comboio, de trabalhar, de perceber as rotinas diárias de um ambiente muito estranho. Por outro lado, estando há quase 30 anos a trabalhar em empresas, conheço muito bem essa rotina e não muda muito de cultura para cultura.
Seja em Portugal, nos Países Baixos ou no Japão?
Há sempre uma nuance cultural, mas são empresas internacionais, o trabalho de escritório é muito parecido. A minha equipa é quase só de japoneses e é uma cultura a que nem todos conseguem adaptar-se.
Porque é tão difícil?
São diferentes, por exemplo, a forma como nos expressamos, concordamos, discordamos. Numa cultura ocidental é suposto e é valorizado que sejamos assertivos, afirmativos, diretos. Numa cultura como a japonesa, ser direto é quase uma ofensa, porque é óbvio. E o óbvio é de mau gosto. O raciocínio é: porque havemos de ser óbvios quando podemos deixar isso subentendido? É uma elegância diferente.
E já consegue essa elegância?
Acho que nunca vou conseguir fazê-lo com a mesma sofisticação, mas a forma como conduzia uma reunião há 10 anos e como o faço hoje são totalmente diferentes. O grande desafio é conseguir trazer algo importante à equipa, valorizando o trabalho coletivo e sem impor a nossa presença. E é um exercício diário, que serve de pesquisa, tal como andar no comboio, porque há uma etiqueta para se andar no comboio, ou para se estar na rua, ou para…
É verdade que os japoneses têm etiqueta para tudo?
Há um código discutido e trabalhado. As boas maneiras são muito valorizadas, porque o bem-estar comum é muito valorizado.
Num comboio, por exemplo, como é que devemos comportar-nos?
Não se deve ouvir música alto, falar ao telefone, como se vê aqui. O pressuposto é sempre o mesmo: este espaço é de todos, todos temos de cuidar dele. A forma como nos apresentamos, andamos, não falamos alto, não atiramos lixo para o chão, tudo isso contribui para uma harmonia de grupo. Se quiser ir para casa falar aos berros, é consigo. Isto traduz-se numa sociedade em que a educação é pública, a saúde é pública, os meios de transporte são públicos. Sendo ricos ou pobres, todos apanham o mesmo comboio. É raro ver alguém chegar de carro ao escritório. Há uma base a que todos pertencemos e em que todos podemos ter um nível razoável de existência.
Por falar em grupos e pegando nessa ideia de harmonia, neste A Chefe dos Maus pega num muito particular e à primeira vista contraditório com essa ideia de harmonia, a máfia. Como é que isto surge?
Foi com a ideia das empresas que são grupos criminosos. Ao longo dos anos, estes grupos organizados têm evoluído. De tal maneira que a sua presença e as suas atividades foram legisladas.
Espere aí, a atividade da máfia foi legislada?
Eles funcionavam de uma forma independente, faziam aquilo que queriam.
São criminosos: não é suposto ser assim?
São criminosos, mas podem aparecer numa foto ao lado do presidente da câmara. Porque de alguma forma ajudam a Câmara Municipal. Fazem parte do tecido social.
E as pessoas sabem, “aquele é da máfia”.
A ideia do preto ou branco é, mais uma vez, uma ideia demasiado óbvia, muito ocidental. No Japão, há gradações. E tudo se passa nestas gradações. No pós-guerra, estes grupos foram muito importantes para ajudar a população a sair da miséria, porque eram eles que faziam chegar às pessoas o contrabando vindo dos EUA. Enriqueceram imenso. Nos últimos anos disseram-lhes, “vocês não podem continuar a parecer uns bandidos. E se querem trabalhar, têm de ter empresas, como toda a gente”.
O Estado?
Sim. Existe uma lista [oficial] dos “esconderijos dos irmãos Metralha”. Até há regras: um grupo criminoso não pode abrir um escritório a 500 metros de uma escola. Há dias houve uns que foram presos porque abriram a 450 metros. A ideia para este livro surgiu quando percebi que havia um “esconderijo de irmãos Metralha” ao pé de uma empresa onde tinha começado a trabalhar.
Os yakuza.
Que é uma palavra que nunca se diz. Toda a gente sabe que existem, mas conto pelos dedos das mãos as vezes que ouvi essa palavra. E é um género de cinema. E é um género de jogos…
Porque é que não dizem a palavra?
Se calhar é uma mistura de respeito e medo. Não faço ideia.
Não querer admitir que existe? Virar a cara?
Há muito isso também. Virar a cara para não confrontar. Pode ser visto como hipocrisia, mas também tem outra interpretação: muitas vezes, as pessoas não nos confrontam porque não nos querem pôr em cheque. É o cúmulo do altruísmo.
Portanto, estão integrados na sociedade até ao ponto em que a atividade se torna ilegal, é isso?
Sim, têm uma morada e calculo que tenham de pagar alguns impostos. Sobre esta empresa, passava lá e via-os muitas vezes, porque eles vinham fumar para a rua. Quando iam embora, imaginava que iam para uma reunião, que tinham apresentações de powerpoint, objetivos a cumprir. Às vezes chegavam atrasados, a correr com as mochilas…
E maus fatos, como descreve?
Os fatos são uma coisa horrível. Não sei porquê, acho que eles gostam. Mas disfarçam-nos na multidão. Quando os vemos a ir para o comboio podemos pensar que é só uma pessoa com mau gosto. Quando muito, são identificáveis pelos sapatos bicudos ou pelo corte de cabelo mais rapado. Há ali uma tentativa de expressão pessoal que faz parte dos códigos.
Fora essa experiência quotidiana e empresarial, como é que conseguiu estudar ou pesquisar este mundo?
Há uma parte que é uma especulação, mas há outra pública. Sabe-se que algumas destas empresas se dedicam à exploração de imobiliário, portanto consigo imaginar que há uma divisão de imobiliário. Sabe-se que todos os bares de alterne são governados por eles, logo tem de haver alguém que trabalhe em exclusivo para isto. A extorsão financeira também é feita por estas empresas – se calhar há um departamento dos tipos que vão bater nas pessoas. As formas de pagamento também se vão tornando mais criativas: “se não tens dinheiro, vais trabalhar para nós”. Há livros sobre isso. E há um ponto de vista corporativo de conglomerado, sempre em expansão e em busca de oportunidades de negócio.
TOMÁS SILVA/OBSERVADOR
Nesta empresa de mafiosos, numa sociedade tradicional como a japonesa, escolhe para narradora uma mulher, uma anti-heroína. Porquê?
Eu queria escrever sobre o trabalho, que é um tema que me interessa cada vez mais. Passamos muito tempo a trabalhar, de uma forma que não é a ideal, em que as pessoas não se sentem seguras, em que se tratam mal, e acho que é urgente percebermos isso. Mas escrever sobre uma empresa é, à partida, algo muito aborrecido. Portanto, precisava de uma empresa interessante. Depois, eles tinham de ser questionados por alguma coisa. E cheguei à conclusão que o maior abalo que lhes podia acontecer teria de vir da pessoa mais insignificante da estrutura, daí ser uma assistente e daí ser uma mulher.
E que mulher é esta?
É uma mulher com uma necessidade de validação fora do normal. No dia em que chega e lhe põem um questionário à frente, ela percebe que aquilo não faz sentido nenhum, mas como lhe pediram para fazer e ela tem de fazer bem, faz. Trabalhamos muito assim, sempre à espera dessa validação externa, sem percebermos que antes tem de haver uma validação interna que faça sentido para nós. E é quando ela percebe isso, quando percebe que aquilo é tudo um grande engodo, que se dá o volte-face.
E ela transforma-se numa pessoa que nunca imaginou. Vai-se espantando com as coisas que vai fazendo.
E com a habilidade.
O livro tem muito humor. Das perspetivas da protagonista às situações. Mas fiquei na dúvida se há situações que têm graça porque eu sou portuguesa e tenho uma visão ocidental, mas que para um japonês estariam justificadas à partida.
Lembra-se de alguma?
Por exemplo, a questão das hierarquias e de eles dizerem sempre “sim”, porque ao chefe se diz sempre “sim”, mesmo que seja um grande disparate. Para um ocidental, é quase absurdo. Pensou no que diria um japonês se lesse este livro?
É o meu pesadelo. Estrangeiros a escrever sobre o Japão é receita para a desgraça. A maior parte das vezes sai um postal ilustrado. E foi uma das razões pelas quais este livro demorou tanto tempo.
E o que é que o fez dizer, “vou arriscar”?
Isto passa-se no Japão mas, na verdade, é sobre a pretensão corporativa e isso é algo em que eu estou muito à vontade. Há milhares de empresas a dizer que existem por causa de A, quando na verdade é só por causa de B, e “B” é o lucro. Como é que chegam lá? É um detalhe. Além disto, o Japão também está a tentar discutir estas questões da igualdade, de se tratar melhor as pessoas no trabalho. Por isso arrisquei. Mas ainda é uma interrogação, até porque eu gostava muito de publicar este livro lá.
Diz que escreve do ponto de vista de uma mulher porque era a figura com mais potencial para abalar aquela estrutura, mas não é a primeira vez que o faz. Grande parte das suas protagonistas são mulheres. Porquê?
A personagem feminina tem questões mais dramáticas para ser discutidas e que como veículo da história são mais explosivas.
Por exemplo?
Neste caso, é a questão de respeito e de igualdade e de sobrevivência básica.
Mostra o Japão como um país ainda muito tradicionalista, em que a mulher cuida dos filhos e da casa e o homem sai para trabalhar.
Apesar de ser algo que tem de mudar e que tem de evoluir. E as pessoas querem outros meios para isso poder ser possível. Mas se tudo funciona contra elas, não se consegue. É tão básico como haver ou não creches.
Aliás, a outra personagem forte é outra mulher, uma filha de um outro chefe que se sente frustrada com essa desigualdade.
Foi estudar para o estrangeiro e vem com uma ambição muito desmesurada.
Tem aquele sentido de “entitlement”, “eu tenho direito a”.
Que por acaso é muito estrangeiro. Além de que o pai queria que ela fosse um homem. São, basicamente, três mulheres: é essa arrivista, é a Mama San, que é a mais velha e sobreviveu a tudo, e é esta que quer fazer coisas bem.
A Mama San é aliás a única pessoa que a protagonista procura e respeita.
Continua a ser feminina a figura por trás do biombo, que representa a soma da sabedoria e da autoridade. A fachada é muito mais masculina, mas aquela estrutura social está toda baseada em grandes figuras femininas que não aparecem.
E sente-se confortável a escrever do ponto de vista feminino?
Acho que é sempre um bocadinho descarado para um homem estar a fazer personagens femininas. Mas escrever é um exercício de empatia. Se sai credível ou não, o feedback o dirá.
Sempre se descreveu como um suburbano da Linha de Sintra. Estes longos períodos fora, primeiro em Amsterdão, agora em Tóquio, mudaram-no, mesmo enquanto escritor?
Sou um filho dos subúrbios, o mais possível, e vou ser sempre. O meu ponto de vista é sempre punk.
No sentido de questionar a ordem estabelecida?
De questionar e de ir lá. Nasci nos anos 70, mas nos anos 90 ouvia-se muita música punk. O Rock Rendez-Vous no final dos anos 80 fez muito parte daquela mentalidade “’bora questionar, ’bora abalar”.
E como é que um punk se adapta ao Japão?
Os japoneses são ótimos a ser punks. A ser extremos. Alguém dizia, “ainda não viste excêntricos até veres um excêntrico japonês”. O mesmo em relação aos dandies, aos pervertidos, aos fãs de anime. No mundo ocidental, a criatividade é vista muitas vezes pelo novo e pelo diferente. No Japão valoriza-se a constante repetição e aperfeiçoamento da mesma coisa. Leva-nos a um ponto que é muito diferente daquele em que começámos. Mas o processo foi de repetição, não de reinvenção. Esta pretensão de ser original é muito ocidental.
E qual é a sua pretensão?
Neste momento, fazer uma história que não me envergonhasse no Japão, mas que conseguisse transmitir esta experiência do que é viver o dia-a-dia, com os desafios relevantes que sinto à minha volta e que ainda vão demorar a ser discutidos e colmatados. E depois, dar-lhe uma camada que seja mais divertida e que seja um bocadinho mais nonsense, um bocadinho mais punk. O departamento de bater nas pessoas é uma coisa punk.
Diverte-se a escrever?
Divirto-me, apesar de ser difícil conciliar com trabalho e a família. Quando descobri esses hosts [de bares de alterne para mulheres] que eram poetas, achei genial. Foi um prazer ir lá.
Isso quer dizer que eles existem de facto.
Existem e há uns anos publicaram um livro. [A nível de pesquisa] fiz tudo o que é legal. Em Tóquio, há dois grandes polos culturais: Shibuya, que tem aquele cruzamento muito famoso e que se calhar é mais jovem, mais moda, mais entretenimento, e Shinjuku, que é muito corporativo, com muitas empresas e também por isso tem muitos bares de alterne, tanto para homens como para mulheres. Estes são em Shinjuku.
Nos seus outros livros havia uma grande coloquialidade. Como é que adaptou a escrita ao universo japonês, não falando a língua? Nota-se um ritmo diferente no discurso, mais seco, depurado, com frases mais curtas. Foi intencional?
Cada livro é um exercício de escrita diferente e eu senti que neste tinha de haver uma disciplina que eu sentisse fiel aos personagens e a como os ouço falar. Apesar de não perceber a maior parte das coisas que os japoneses dizem, há ali uma cadência e uma disciplina que me forcei a ter consciente. Geralmente, tendo a ser muito informal. E havia alturas em que só queria desbragar. Mas este livro tinha de ter uma voz diferente. É um exercício que custa, mas quando conseguimos dá uma satisfação grande: perceber como agarrar nesta ideia abstrata, como traduzi-la e cumprir as regras que criámos para cada texto, para sermos fiéis ao problema que ninguém nos pediu mas resolvemos criar.
É muito obsessivo?
Sou um bocado.
É diretor criativo e executivo no Japão de uma grande agência de publicidade e com uma única conta, a da Apple. Neste contexto, o que representa a escrita para si? É mais escritor, publicitário… suburbano?
Suburbano vou ser sempre. Cresci a ver o centro de fora e é um ponto de vista criativo muito específico. Vem de um ambiente em que a criatividade é um luxo. Se calhar porque sou um bocado compulsivo, mesmo em dias de 12 horas de trabalho, quando estou a escrever, tento ter uma cadência diária. E às vezes é só abrir o texto, olhar para a página, escrever duas ou três palavras e fechar.
TOMÁS SILVA/OBSERVADOR
E porquê essa insistência nos livros e na escrita?
Nós somos muitas coisas. Trabalho comissionado só nos pode dar um certo nível de satisfação criativa. Vivemos nesta ilusão de acharmos que é suposto as empresas fazerem-nos felizes. Eu nunca vi um contrato assim. Nós é que inventámos a ilusão de que o trabalho dá felicidade.
Ainda por cima numa área com títulos como “criativo”.
E até “diretor criativo”. Nada podia ser mais pretensioso.
Insistindo na mesma pergunta, o que lhe traz o ato de escrever livros?
É resolver os meus problemazinhos. Passo o dia inteiro a resolver problemas que alguém me pede para resolver. E depois chego ao fim do dia e dedico-me a pensar naquilo que quero. Acredito que a criatividade tem esta grande função terapêutica. Deve haver aqui algum desequilíbrio que tem de ser compensado. E é a oportunidade de ser mais egoísta e egocêntrico. O mundo não precisa de mais um livro e de mais uma história, mas aqui está ela. Há esta vaidade, este sofrimento, esta dúvida, esta tortura. São muitos anos, muitas noites, muitas horas. Há a síndrome do túnel do carpo. Quando escrevemos, temos de fechar a porta e quando o fazemos estamos a dizer que não a imensas coisas. É uma atividade muito perversa. Por causa de uma necessidade de comunicação de massas, não falamos com ninguém. E depois é o nosso nome que ali está.
Por que razão é egoísmo o facto de estar a divertir-se e estar a divertir outras pessoas?
Há um prazer em executar estas ideias que nos surgem, sabe Deus como – que eu nunca percebi como é que as ideias surgem – que se assemelha a poucas coisas. Mas é uma relação de amor-ódio.
Na senda dessa obsessão com o trabalho, era capaz de deixar de trabalhar?
E por exemplo, ir para a praia? Eu gosto de ir à praia. Tenho imensa pena de estar a despigmentar. Nasci em Luanda, devia ser 40 por centro mais escuro. Mas não sei quanto tempo aguentaria. Gosto especialmente daquela parte em que pensamos, “o que é que a gente vai fazer na praia?” Acho que vou escrever a vida toda. É a minha atividade punk. Acho que é importante tentarmos acrescentar um bocadinho aos nossos dias e àquilo que nos rodeia. Onde é que está a nossa responsabilidade? Como é que podemos influenciar o bem comum? Para mim é, “posso criar esta história, posso trazer estas questões”, que são relevantes e podem ser mais debatidas. Sem qualquer pretensão de mudar o mundo. E rir é ótimo. Quando consigo as duas coisas, aí é o ideal.