As palavras, numa publicação amplamente partilhada no Facebook, são atribuídas a João Soares, alegadamente proferidas durante uma entrevista à revista brasileira Veja: “O enorme clamor que sinto brotar no povo anónimo sobre mim levam-me a ponderar aceitar a sua vontade e desejos mais puros e ponderar uma futura candidatura à presidência da República.” A frase é acompanhada de uma fotografia do militante socialista.

Será verdade que antigo ministro da Cultura do primeiro Governo de António Costa pretende ocupar o Palácio de Belém? “É completamente falso”, garante o próprio ao Observador.

“Nunca na vida dei nenhuma entrevista à revista Veja”, garante João Soares. Sobre a alegação de que estaria a ponderar ser candidato à Presidência da República ironiza, dizendo que se a alegada entrevista foi à Veja talvez na publicação de Facebook se estejam a referir à Presidência brasileira.

“A Presidência da República está muito bem entregue a Marcelo Rebelo de Sousa”, refere ainda João Soares que, nas últimas eleições presidenciais apoiou o atual chefe de Estado, como anunciou na altura na sua página oficial de Facebook.

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“Apoio-o porque a avaliação que faço do seu primeiro mandato é positiva. Tenho a convicção que uma grande parte de nós portugueses também a faz e, portanto, a vitória que provavelmente obterá nas próximas eleições será merecida. O Presidente Marcelo tem tido um trabalho positivo, por vezes mesmo muito positivo, no exercício das suas funções como Presidente. Quero que continue”, escreveu, em outubro de 2020, João Soares.

Filho do histórico socialista Mário Soares, duas vezes eleito Presidente da República, João Barroso Soares, 71 anos, é também ele militante do Partido Socialista. Para além de ter sido ministro da Cultura, foi presidente da Câmara Municipal de Lisboa entre 15 de novembro de 1995 e 23 de janeiro de 2002, eleito pelo PS.

Conclusão:

Tal como o próprio confirmou ao Observador, a alegação é falsa. João Soares nunca deu nenhuma entrevista à revista brasileira Veja, nem mostrou disponibilidade para se candidatar à Presidência da República.

Segundo a classificação do Observador, este conteúdo é:

ERRADO

No sistema de classificação do Facebook, este conteúdo é:

FALSO: As principais alegações do conteúdo são factualmente imprecisas. Geralmente, esta opção corresponde às classificações “falso” ou “maioritariamente falso” nos sites de verificadores de factos.

Nota: este conteúdo foi selecionado pelo Observador no âmbito de uma parceria de fact checking com o Facebook.

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