Momentos-chave
Histórico de atualizações
  • Bom dia.

    Encerramos aqui este liveblog.

    Pode continuar a acompanhar os conflitos no Médio Oriente neste outro liveblog.

    Irão executou três homens acusados de espiarem para Israel. Sete militares israelitas mortos em Gaza

  • O que aconteceu até agora:

    • O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, afirmou que Israel alcançou uma “vitória histórica” sobre o Irão, com a ajuda dos Estados Unidos, que afirma ter destruído as instalações nucleares iranianas. Netanyahu agradeceu ao Presidente Donald Trump pelo apoio, declarando que as ameaças nucleares do Irão foram eliminadas e avisou que Israel agiria com determinação contra qualquer tentativa do Irão de restaurar o seu programa nuclear.
    • A cessação das hostilidades entre Israel e o Irão foi mediada pelos Estados Unidos, com a intervenção direta de Donald Trump, que manteve uma conversa com o primeiro-ministro israelita e uma equipa norte-americana negociou com o Irão. O cessar-fogo resultou em parte porque Israel afirmou ter alcançado os objetivos da sua operação militar, que incluía a destruição da ameaça nuclear iraniana. No entanto, a situação permanece tensa, com Israel a prometer reagir a qualquer violação do acordo.
    • Apesar do anúncio de cessar-fogo, houve relatos de novos ataques. Pelo menos um míssil balístico foi lançado do Irão em direção a Israel, violando os termos do acordo. O ataque causou pelo menos quatro mortes e feridos em Beer Sheva, levando a tensão a aumentar novamente. Enquanto isso, o Irão negou veementemente qualquer violação do cessar-fogo.
    • A situação humanitária na Faixa de Gaza permanece crítica, com um novo sistema de distribuição de ajuda humanitária sob controlo israelita e norte-americano, criticado por diferentes entidades, incluindo a ONU, que o considera uma prática desumana e um possível crime de guerra. O sistema atual supostamente coloca a vida das pessoas em risco quando tentam obter alimentos, aumentando o número de baixas, especialmente entre civis.

    [A polícia é chamada a uma casa após uma queixa por ruído. Quando chegam, os agentes encontram uma festa de aniversário de arromba. Mas o aniversariante, José Valbom, desapareceu. “O Zé faz 25” é o primeiro podcast de ficção do Observador, co-produzido pela Coyote Vadio e com as vozes de Tiago Teotónio Pereira, Sara Matos, Madalena Almeida, Cristovão Campos, Vicente Wallenstein, Beatriz Godinho, José Raposo e Carla Maciel. Pode ouvir o 6.º episódio no site do Observador, na Apple Podcasts, no Spotify e no Youtube Music. E o primeiro episódio aqui, o segundo aqui, o terceiro aqui, o quarto aqui e o quinto aqui]

  • EUA vão financiar fundação polémica na Faixa de Gaza com 30 milhões de dólares

    O governo dos EUA vai fornecer 30 milhões de dólares a um grupo apoiado por Israel com a função formal de distribuir alimentação na Faixa de Gaza, mas que tem suscitado críticas pelas mortes de palestinianos que a procuram. A informação, relativa à Gaza Humanitarian Foundation, foi avançada por um membro do governo, na condição de anonimato.

    A Associated Press tinha noticiado no sábado que este grupo tinha pedido dinheiro ao governo norte-americano para continuar as suas operações, que têm sido criticadas pela Organização das Nações Unidas (ONU) e por grupos humanitários e outros. Testemunhas palestinianas afirmam que militares israelitas têm disparado repetidamente sobre as multidões que se dirigem aos sítios onde a alimentação é distribuída, matando centenas de pessoas nas últimas semanas.

    O diretor da agência da ONU para os refugiados palestinianos (UNRWA), Philippe Lazzarini, no sábado, denunciou que “o chamado mecanismo de ajuda” israelo-norte-americano para a população da Faixa de Gaza “custa mais vidas do que as que salva”. Como disse, “em Gaza está-se a matar de fome dois milhões de pessoas. O chamado ‘mecanismo de ajuda’ recém-criado é uma abominação que humilha e degrada as pessoas desesperadas. É uma armadilha mortal que custa mais vidas do que as que salva”, disse Lazzarini.

  • UE rejeita na ONU que resolução da questão nuclear iraniana passe pela ação militar

    União Europeia (UE) lembrou esta terça-feira na ONU que em quatro meses o Conselho de Segurança já não estará encarregado da questão nuclear iraniana, sublinhando a urgência de se chegar a uma solução diplomática, ao invés de ação militar.

    Na reunião informativa semestral do Conselho de Segurança da ONU sobre a implementação da Resolução 2231, que apoiou o Plano Global de Ação Conjunta (JCPOA, na sigla em inglês) sobre o programa nuclear iraniano, o chefe da delegação da UE nas Nações Unidas alertou para a escalada do conflito entre Irão, Israel e Estados Unidos.

    “Daqui a quatro meses, o Conselho de Segurança não se ocupará mais da questão nuclear iraniana (…). Uma solução duradoura para a questão nuclear iraniana só pode ser através de um acordo negociado, não de ação militar”, defendeu o embaixador Stavros Lambrinidis.

    “Um acordo nuclear em pleno funcionamento conduzirá à estabilização de toda a região”, frisou.

    Lambrinidis salientou que existe um risco crescente de que este conflito possa rapidamente sair do controlo — com “consequências catastróficas para os civis, a região e o mundo”.

  • Mediador das negociações entre Israel e o Hamas diz que é possível chegar a um cessar-fogo "dentro de poucos dias"

    Bishara Bahbah, responsável por mediar as negociações entre a administração Trump e o Hamas, afirmou esta terça-feira que é possível chegar a um acordo de cessar-fogo e libertação de reféns em Gaza “dentro de poucos dias”, escreve o Times of Israel.

    Bahbah diz que está otimista quanto à possibilidade de um acordo após o cessar-fogo desta terça-feira entre Israel e o Irão — que, aliás, volta a colocar Gaza no foco da agenda regional.

    O mediador sublinhou, também, que restam poucas divergências entre Israel e o Hamas e que a principal delas é sobre a redação de uma frase específica — uma referência à cláusula relativa ao fim do cessar-fogo temporário e se este será prorrogado caso as partes não tenham chegado a um acordo sobre os termos de um cessar-fogo permanente até lá (como exige o Hamas).

    Bahbah disse, ainda, que há várias propostas de acordo sobre os reféns a serem discutidas, enfatizando que um dos principais objetivos é garantir um aumento da ajuda humanitária na Faixa de Gaza.

    No entanto, um diplomata árabe confessou ao mesmo jornal que não está tão otimista, afirmando que Israel não mudou a posição de se recusar a encerrar a guerra de forma permanente.

  • Casa Branca desmente relatório dos serviços secretos revelado pela CNN

    A porta-voz da Casa Branca acusou a CNN de “fake news” por ter revelado um relatório dos serviços secretos que apontaria que os ataques norte-americanos contra o Irão não tinham destruído, mas apenas atrasado, o programa nuclear iraniano.

    “Esta suposta ‘avaliação’ está completamente errada e foi classificada como ‘ultra-secreta’, mas mesmo assim foi divulgada à CNN por um, um falhado anónimo de baixo nível na comunidade dos serviços secretos”, escreveu Karoline Leavitt nas redes sociais, numa publicação em que repetiu as palavras de Donald Trump de que o programa tinha sido “totalmente obliterado”.

  • Marcelo diz que cessar-fogo deve ser cumprido para evitar que o mundo se transforme numa “barafunda”

    O Presidente da República Portuguesa apontou hoje o diálogo como condição no conflito entre Israel e Irão, considerando fundamental que os envolvidos mantenham as promessas de cessar-fogo para evitar que o mundo se transforme numa “barafunda”.

    “É preciso o diálogo, é preciso haver diplomática. Se alguém que, supostamente, por uma atuação unilateral, pode criar condições para um cessar-fogo, falha, só há uma maneira de não se falhar: Realmente os que estão interessados, ou devem estar interessados no cessar-fogo, falarem todos entre si. Se não é uma barafunda. O mundo transforma-se numa barafunda. Promete-se uma coisa num dia e, no outro, é outra coisa”, declarou à comunicação social o Presidente da República, momentos após a sua chegada a Maputo.

    Para Marcelo Rebelo de Sousa, o principal problema neste conflito é a falta de diálogo e multilateralismo. “Faz falta haver diálogo, faz falta haver multilateralismo (…)quando se vê a liderança de uma superpotência declarar que vai haver cessar-fogo e depois, na primeira esquina da história, quer dizer, em menos de 24 horas, reconhecer que não há cessar-fogo – Como se viu em relação à Ucrânia (…), quer dizer que, no fundo, já não há superpotência nenhuma que seja tão superpotência”, declarou ainda o Presidente da República Portuguesa.

  • Ataques israelitas mataram 86 pessoas em Gaza desde esta manhã

    Ao longo desta terça-feira, os ataques israelitas contra a Faixa de Gaza mataram 86 pessoas, segundo a contagem dos profissionais de saúde no enclave, citados pela Al Jazeera. Entre estas pessoas, 56 foram mortas enquanto se deslocavam aos pontos de distribuição de ajuda humanitária.

  • Autoridades israelitas e iranianas abatem drones

    As forças israelitas dizem ter intercetado dois drones fora do território nacional. Segundo o comunicado, os aparelhos dirigiam-se a Israel “aparentemente vindos do Irão”.

    Já no Irão, as defesas aéreas abateram drones em duas cidades — Tabriz e Rasht — segundo relatos dos meios iranianos, citados pela Reuters.

    As autoridades dos dois países não confirmaram, de forma oficial, o lançamento de drones.

  • 5% em defesa? "Impossível, é só afagar ego a Trump"

    Augusto Santos Silva, ex-MNE que já teve a pasta da Defesa, não percebe racional de Trump e da NATO para meta da defesa, nem que Portugal entre nessa “chantagem”. E os aviões dos EUA nas Lajes.

    Ouça aqui na íntegra.

    5% em defesa? “Impossível, é só afagar ego a Trump”

  • Netanyahu reclama "vitória histórica" sobre o Irão e agradece a Trump pelo apoio

    O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, afirmou esta terça-feira que o país alcançou “uma vitória histórica” sobre o Irão, escreve o Times of Israel.

    Netanyahu agradeceu, também, a Donald Trump pelo “papel na defesa de Israel e na eliminação da ameaça nuclear iraniana”. “Israel nunca teve um amigo como o Presidente Trump na Casa Branca e agradeço-lhe muito pelo nosso trabalho em conjunto”, acrescentou o primeiro-ministro israelita, horas depois de o Presidente norte-americano criticar Israel por violar o cessar-fogo com o Irão.

    O líder israelita acrescenta que “as forças americanas destruíram a instalação subterrânea” de enriquecimento de urânio, garantindo que “mandámos o programa nuclear do Irão para o lixo“.

    “Se alguém no Irão tentar restaurar este programa, agiremos com a mesma determinação e o mesmo poder para impedir qualquer tentativa deste tipo”, avisou Netanyahu, repetindo que “o Irão nunca terá uma arma nuclear”.

  • Relatório dos serviços secretos revela que ataques norte-americanos só atrasaram programa nuclear iraniano

    Segundo Donald Trump, os ataques contra três centrais nucleares do Irão “obliteraram total e completamente” as capacidades nucleares do país. O relatório preliminar dos serviços secretos revela que a realidade pode ser diferente: os elementos centrais das centrais continuam intactos e, de um modo geral, o atraso causado pelos ataques poderá ser recuperado “em alguns meses, no máximo”, avançaram três pessoas com conhecimento do relatório à CNN.

    O relatório é realizado pelos serviços secretos do Departamento da defesa e é apenas preliminar, pelo que as informações ainda podem evoluir. No entanto, as fontes do canal norte-americano relatam que dois elementos centrais para o programa nuclear — as reservas de urânio enriquecido e as centrifugadoras necessárias para esse processo — permanecem intactas.

  • Trump terá dito a Netanyahu para não esperar mais ataques norte-americanos contra o Irão

    Donald Trump terá avisado Benjamin Netanyahu que os Estados Unidos não vão desencadear novos ataques contra o Irão e que Israel não devia esperar apoio norte-americano numa ofensiva contra o país. Os avisos foram feitos na chamada telefónica entre o Presidente norte-americano e o primeiro-ministro israelita depois dos ataques dos Estados Unidos, relatou uma fonte da Casa Branca à Associated Press.

    Segundo o mesmo oficial norte-americano, Netanyahu terá compreendido a posição de Trump, que justificou o ataque com a ameaça que o programa nuclear representa — eliminada esta ameaça, Washington não ter qualquer interesse em continuar envolvido numa guerra no Médio Oriente.

  • O SMS bajulador, o "problema" Espanha e a ameaça russa. Qual é a importância desta curta cimeira da NATO, além de agradar a Trump?

    A cimeira da NATO é a primeira do segundo mandato de Trump e europeus querem que seja “doce e positiva” para o Presidente. Espanha quebrou unidade, mas a reunião será com “mais ação e menos conversa”.

    O SMS bajulador, o “problema” Espanha e a ameaça russa. Qual é a importância desta curta cimeira da NATO, além de agradar a Trump?

  • "Israel vai respeitar o cessar-fogo — enquanto o outro lado o fizer", declara ministro da Defesa de Israel

    O ministro da Defesa israelita falou hoje ao telefone com o seu homólogo norte-americano. Israel Katz agradeceu a Pete Hegseth pelo ataque norte-americano contra as instalações nucleares iranianas, que Katz definiu como “uma ameaça”. “O secretário elogiou Israel e as IDF pelas conquistas históricas”, escreveu o ministro de Israel num relato da conversa publicado nas suas redes sociais.

    “Enfatizei que Israel vai respeitar o cessar-fogo — enquanto o outro lado o fizer”, acrescentou Katz, rematando a mensagem com a disponibilidade de ambas as partes — Washington e Telavive — para aprofundarem a sua cooperação para a segurança.

  • Espaço aéreo do Irão deverá reabrir esta noite

    Os media iranianos, citados pelo The Guardian, relatam que o espaço aéreo do país deverá reabrir ainda esta noite, sem que tinham sido avançadas horas concretas para esta atualização.

  • Presidente iraniano proclama "fim da guerra dos 12 dias" e saúda "corajosa resistência" do povo iraniano

    O Presidente iraniano fez uma declaração ao país, em que declarou o “fim da guerra dos 12 dias”, mostrando a sua confiança no cessar-fogo em vigor. “Hoje, no seguimento da vossa resistência corajosa, esta grande e histórica nação testemunha um cessar-fogo e o fim da guerra dos 12 dias, que foi imposta ao povo iraniano pelo aventureirismo e o belicismo do regime sionista”, declarou Masoud Pezeshkian. O discurso foi citado pela agência estatal IRNA e partilhado pelo New York Times.

  • Israel levanta restrições de emergências impostas durante os últimos dias: escolas e aeroportos reabrem amanhã

    À luz do cessar-fogo que, na teoria, vigora entre Irão e Israel, as forças israelitas anunciaram que vão ser levantadas todas as restrições de emergência impostas nos últimos dias. As escolas irão reabrir a partir de amanhã, de forma gradual nas localidades que tenham sofrido danos nas infraestruturas.

    No mesmo sentido, a Autoridade dos Aeroportos de Israel anunciou que os voos de e para Telavive e Haifa vão ser retomados também a partir de amanhã sem restrições no número de passageiros ou número de voos, resume o Haaretz.

  • Irão diz-se pronto para retomar programa nuclear

    A Agência de Energia Atómica iraniana anunciou hoje que o Irão está pronto para retomar o enriquecimento de urânio no âmbito do seu programa nuclear, 12 dias após o início dos bombardeamentos de Israel contra instalações nucleares iranianas.

    “O programa nuclear do Irão será retomado sem interrupção e estamos prontos para reiniciar o enriquecimento — o nosso programa não será interrompido”, disse a agência, segundo informaram os meios de comunicação social iranianos, numa altura em que vigora um frágil cessar-fogo entre Telavive e Teerão.

    Por sua vez, o diretor-geral da Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA), Rafael Grossi, expressou hoje satisfação pelo cessar-fogo alcançado entre Israel e o Irão e pediu que se retome a cooperação com o organismo que dirige.

    Numa mensagem publicada na rede social X, o diplomata argentino que lidera a agência de vigilância nuclear da ONU afirmou ter escrito ao ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano, Abbas Araqchi, a quem propôs uma reunião “para breve”, sublinhando que este passo “pode conduzir a uma solução diplomática para a prolongada controvérsia sobre o programa nuclear”.

  • "O foco volta a ser a Gaza": chefe das forças israelitas diz que "encerraram um capítulo significativo" no Irão

    O Chefe do Estado-Maior de Israel considerou hoje que a entrada em vigor do cessar-fogo representa o “encerramento de um capítulo significativo”, mas garantiu que “a campanha contra o Irão ainda não terminou”. Segundo Eyal Zamir, este “capítulo” fica marcado pelos “atrasos” impostos ao projeto nuclear e de mísseis do Irão.

    “Apesar da conquista fenomenal,(…) precisamos de manter o foco, não há tempo para descansar sobre os louros”, declarou o chefe das forças israelitas, segundo o comunicado partilhado nas redes sociais. “Agora, o foco volta a ser Gaza, para devolver os reféns e derrubar o regime do Hamas”, rematou. No início da guerra, há 12 dias, Telavive tinha definido o Irão como a principal frente de combate.

1 de 4