E o seu coração? O que sabe sobre o estado de saúde do seu coração?
Responda ao nosso questionário. As suas respostas (bastam trinta segundos) ajudam-nos a melhorar o projeto ARTERIAL, que visa informar e sensibilizar para as doenças cérebro-cardiovasculares. Participe AQUI.
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Uma em cada cinco pessoas morrem prematuramente por doença cardiovascular em todo o mundo. Foi esta uma das mensagens partilhadas na comemoração do Dia Mundial do Coração, uma iniciativa da Organização Mundial de Saúde, assinalado todos os anos a 29 de setembro. A efeméride é celebrada mundialmente com o objetivo de alertar para as doenças cardíacas. Este ano, a World Heart Federation (em português, Federação Mundial do Coração) escolheu como tema “Não perca o ritmo” (do inglês D’ont less a beat) e as mensagens divulgadas alertam para o facto de uma e cada cinco pessoas morrerem prematuramente. “Mas não tem de ser assim. Com os novos tratamentos e estilos de vida saudáveis, milhões de vidas podem ser salvas, não apenas no futuro. Mas aqui e agora”. Não resisti a traduzir as palavras do vídeo comemorativo desta data, que deixa alguns conselhos práticos: mexa-se 25 minutos durante 25 dias seguidos, espalhe a palavra e convide outros a participar neste desafio. Pode até aproveitar e convidar um(a) amigo(a) para caminharem juntos. |
No mesmo vídeo é sugerido aos sobreviventes de doenças de coração para contarem a sua história e alertarem outros. “As suas palavras podem fazer a diferença”, recomenda a voz-off apelativa. É isso que fazemos no Arterial desde março de 2024, quando este projeto arrancou. Trazemos testemunhos de doentes e cuidadores, mostramos que é possível sobreviver e superar, prevenir novos episódios, mudar de vida. |
As histórias de Rui Vieira e de Cátia Mostardinha, praticamente da mesma faixa etária (ele tem 38 anos, e ela, 40) cruzam-se na intensidade e no que uma paragem cardiorrespiratória pode representar e mudar no dia a dia. Ambos correram risco de vida e tiveram de reaprender a viver, que é como quem diz a readquirir competências básicas, como andar ou movimentar-se normalmente. E, no caso de Cátia, a fazer as necessidades fisiológicas sozinha. |
Cátia esteve 45 minutos em paragem cardiorrespiratória, uma consequência de um enfarte agudo do miocárdio. Leu bem. O episódio é recente, faz um ano no próximo domingo, 5 de outubro. A recuperação, essa, tem sido lenta, mas com muito apoio do companheiro, João Ricardo Silva, da filha, Sara Silva, mas também do irmão, da fisioterapeuta e da médica cardiologista. “Eu podia ter morrido. Aliás, os médicos e enfermeiros diziam muitas vezes que cheguei ao hospital praticamente morta. Posso considerar que renasci”, contou à jornalista Paula Sofia Luz, e à fotojornalista Maria João Gala, que se deslocaram a Aveiro, onde mora Cátia, para conhecer a sua história. |
O caminho tem sido longo, mas a persistência também. Insiste e avança, pois quer recuperar a autonomia e voltar a conduzir. Chegou a deixar de falar, de andar e de comer, e atualmente faz tratamentos de fisioterapia e hidroterapia, cinco dias por semana. A cardiologista Sílvia Monteiro reconhece-lhe “a grande capacidade de aceitação e motivação para recuperar” e a fisioterapeuta Estela Ferrari sente-se inspirada pelo seu “exemplo” e pelo quanto lhe ensina. Para já, o próximo domingo será de celebração, como uma espécie de novo aniversário, data que fará sempre registada como o dia em que renasceu. O foco continuará a ser a recuperação para concretizar um sonho: viajar até aos Açores. |
Rui Vieira era atleta de Jiu-Jitsu brasileiro e chegava a fazer treinos bi-diários, o que lhe garantiu hérnias inguinais. Após uma primeira cirurgia que correu bem, voltou a ter de ser operado, e apesar de ser uma intervenção relativamente simples, teve uma paragem cardiorrespiratória durante sete minutos. Esteve depois três dias em coma e a vida não voltou a ser igual. A partir desse momento, diz, ficou com 28 a 29% de função ventricular, o que teve como consequências um cansaço extremo só de se deslocar do sofá à casa de banho, brincar com o filho, fazer as atividades normais do dia a dia, subir escadas… |
Entretanto, apesar de inicialmente indicação para transplante cardíaco, o seu estado de saúde foi agravando enquanto aguardava uma consulta de especialidade, desenvolveu hipertensão pulmonar, o que impossibilitou essa hipótese. Passou então a usar o HeartMate, um equipamento que é uma espécie de coração artificial e que dá assistência ventricular esquerda. “Basicamente é um coração artificial, ou seja, ele está aqui a fazer a função do meu ventrículo esquerdo, a bombear o sangue diretamente para a aorta, para fazer uma ponte para o transplante”, explicou à jornalista Sofia Teixeira. Como tem excesso de peso ainda não pode realizar esta intervenção e é esse aspeto que está a ser também valorizado neste momento através de consultas de nutrição. |
Rui sabe que não voltará a ser atleta, mas confessa que “não é de desistir das coisas” e espera voltar a ter uma vida ativa ao nível de desporto. Para já, o HeartMate devolveu-lhe alguma qualidade de vida e a melhoria da sua condição. Pode ver o vídeo completo aqui ou ouvir apenas em formato podcast aqui. |
A tecnologia é também a protagonista do artigo de opinião assinado pelo cardiologista Miguel Nobre Menezes, que lança a seguinte pergunta: “Vamos substituir o médico pela Inteligência Artificial?”. Leia e conheça a resposta. |
Continuamos a ter três perguntas para si sobre o seu conhecimento acerca de valores essenciais a uma boa saúde cardiovascular, como a pressão arterial e o colesterol. Ajude-nos a conhecer melhor os seus hábitos de saúde através de um mini questionário. É anónimo, rápido e demora menos de 30 segundos responder. Pode fazê-lo AQUI. |
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