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Ataques na Ucrânia. Mortes no Líbano. Um tiroteio na Florida (EUA). Chuva de petróleo no Irão provocada pelos bombardeamentos. Trump. Putin. Dezoito mortes nas estradas na Páscoa. Um bebé morto numa caça aos ovos na Alemanha. O corpo sem vida de um jovem encontrado numa albufeira. |
Não é preciso andar muito atrás no tempo para encontrar uma série de notícias negativas que fazem a atualidade. É o que é, não controlamos, a vida acontece a toda a hora. Com histórias boas. Mas também com muitas – muitas mais – más que enchem noticiários de rádio e televisão e as páginas dos jornais |
Não podemos controlar o fluxo noticioso. Mas podemos controlar a forma como consumimos as notícias. Até porque, está provado, o acesso não controlado a notícias negativas de acontecimentos próximos ou longínquos pode ter efeitos bastante negativos na nossa saúde mental. |
Há quem lhe chame ansiedade noticiosa ou stress dos media, a este fenómeno que terá sido registado pela primeira vez na década de 1990, quando os canais de TV com notícias durante 24 horas começaram a ser mais comuns. Hoje temos as notícias a toda a hora no nosso bolso e, mesmo que não consultemos um órgão de comunicação social, as redes sociais ou as notificações encarregam-se de nos manter informados… e ansiosos. O “doom scrolling” contínuo nas redes sociais (um “deslizar de desgraças” numa tradução duvidosa) não veio ajudar. |
Verificar constantemente o telemóvel, dificuldade em manter o foco numa tarefa que está a executar ou sensação de desesperança são alguns sinais mais evidentes. |
O que fazer, então? Pode parecer estranho, isto de ler numa newsletter de um órgão de comunicação social que deve refrear o contacto com notícias impactantes, a bem da sua saúde mental, mas é mesmo disso que se trata. |
Nós estamos a fazer o nosso trabalho. Investigamos, reportamos, escrutinamos, comparamos, entrevistamos, noticiamos, analisamos, comentamos. Entregamos notícias em vários formatos, durante 24 horas por dia, em múltiplas plataformas, para garantir que nada lhe escapa. Dedicamos as nossas muitas horas de trabalho à missão de informar, para que as pessoas a quem chega o nosso serviço possam tomar as melhores decisões informadas. |
E depois… depois é consigo. É consigo se mantém as notificações sempre ligadas. É consigo se lê notícias no telemóvel à noite, já na cama. É consigo se se mantém sempre ligado, sempre conectado, sempre alerta, sempre atento ao que vamos servindo. Há um lado do nosso trabalho que não controlamos: o consumo. A quantidade de informação que é absorvida de uma vez e a forma como vai impactar o leitor, o ouvinte, o espectador. |
Pode encontrar algumas informações (e estratégias) sobre este tema aqui. E aqui. E aqui. |
Entretanto, estes foram os trabalhos que publicámos no último mês no Mental, a secção do Observador totalmente dedicada à saúde mental: |