Hoje, a esquerda portuguesa chora enquanto a liberdade na Venezuela triunfa com júbilo. Que nunca esqueçamos a amizade criminosa entre Maduro e Chávez com o Estado Português. O laço terno cultivado entre Chávez e Sócrates; presumivelmente trocando e-mails de amor no Magalhães: ou Soares entrevistando-o carinhosamente na RTP, considerando-o um homem bom que nunca foi um ditador.
Assim que as notícias da bem-sucedida operação militar americana contra Maduro se espalharam, a esquerda foi imediata em disparar contra a agressão “imperialista”, ignorando simultaneamente o sofrimento de milhões a definhar dentro do país. Um sintoma do esquerdismo é a psicopatia, a falta de empatia pelos infelizes desta vida. Felizmente, para o mundo são as lágrimas combinadas da esquerda não são suficientes para afogar a sanidade coletiva da maioria que rejeita veementemente o domínio tirânico. Não chega para encher uma banheira sequer.
A hipocrisia moral deles é simplesmente repugnante, uma vez que começaram a defender a “libertação” de territórios fictícios como a Palestina, negando as aspirações liberais de um povo inteiro oprimido e faminto até à exaustão, através da cumplicidade por omissão.
José Luís Carneiro, Secretário-Geral – em queda – do PS, emitiu uma nota condenando a intervenção norte-americana na destituição de Nicolás Maduro, presidente da Venezuela. Ele junta-se ao círculo de déspotas como Vladimir Putin e Xi Jinping ao reprovar a derrubada do seu amado narco-terrorista, que financia a subversão comunista através do Foro de São Paulo. Vergonhoso, mas não surpreendente!
O PS revelou o seu verdadeiro rosto, que sempre foi o de apoio tácito a ditaduras internacionais.
Proclamam de forma indiscreta: ‘Não importamos que o povo venezuelano esteja a passar fome, a sofrer perseguições políticas, a mando de um regime violento que colabora numa rede terrorista internacional, entre o regime venezuelano, as FARC, o Hezbollah, os sangrentos cartéis mexicanos e o regime islâmico do Irão’. O que importa para eles é a noção abstrata do direito internacional, que nada fez para proteger países como a Ucrânia ou o Israel.
O Partido Socialista nunca enganou ninguém! Quem acusa o PS de ter-se radicalizado na época da geringonça engana-se. Em 1973, Mário Soares afirmou numa entrevista: “Luto por uma transformação radical da sociedade portuguesa que termine com a exploração do homem pelo homem. Não defendo o neo-capitalismo. Entendo que se devem criar empresas nacionalizadas e implementar experiências de auto-gestão, integradas numa planificação socialista”. E enfatizou que era socialista e não social-democrata. Sabe o que isso significa? Um Comunista disfarçado!
(p. 171, Caminho Difícil, do Salazarismo ao Caetanismo, Lidador, Rio de Janeiro, 1973). Aguardamos décadas depois um pedido de desculpas pela descolonização ultramarina de 1974/75 que conduziu (conjuntamente com o PCP elementos da MFA) ao entregar as nossas províncias a movimentos comunistas apoiados pela URSS.
Na bondade há congruência, na maldade, a desunião. Os bons permanecem humildes, tolerantes, mas confiantes; os maus lucram com inveja e insegurança. Mas o verdadeiro poder das pessoas consiste em resistir ao Estado. A verdadeira pessoa de direita está do lado certo da história. A direita tem identidade, a direita tem força, a direita preserva o direito a vida e propriedade! E por essa razão, aquece o meu coração ver a esquerda nacional unida, a gritar de dor com a remoção de Maduro do poder. Feliz Ano Novo!