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Cristina Ferreira, popular apresentadora de variedades e plausível sucessora do popular prof. Marcelo, afirmou que nunca convidará André Ventura para o seu programa. O programa em questão é um daqueles produtos melancólicos que enchem as manhãs televisivas e o coração das domésticas. No caso, também é o destino obrigatório de políticos particularmente demagogos, que passam por lá a demonstrar, como se fosse necessário, as pessoas desagradáveis que são. Da única vez que vi, o dr. Costa levou a família chegada e cozinhou uma mixórdia qualquer. Foi repugnante, o prato e o resto.

André Ventura devia sentir-se satisfeito, quase orgulhoso, por nem sequer ser considerado para desempenhar tais figuras. Não se sentiu nem uma coisa nem outra: no Twitter, desabafou que “A Cristina e a SIC têm toda a legitimidade para convidarem quem quiserem para os programas. Só acho que, numa dita democracia, convidar os líderes de todos os partidos no Parlamento (menos um), dá aquela imagem de sistema medroso e enviesado que todos já sabíamos que existia”. André Ventura aborreceu-se por não ser chamado a conviver com o lixo, atitude curiosa que traduz na perfeição a ambiguidade dele, dos seguidores dele e dos inimigos dele.

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